Exigindo leis

Consultor Jurídico - Notícias, 13/9/2020 - Lei Maria da Penha só é aplicável em agressão motivada por gênero [Judiciário, Criminal] Está embasada na busca de um equilíbrio entre o homem e o ambiente, com vistas às construções de um futuro pla… Receba agora as respostas que você precisa! Se queremos mudar o Brasil, temos que começar pelo lugar em que moramos exigindo respeito às leis vigentes, com o poder público atuando em favor do empreendedor legal e do cidadão de bem, não ... exigindo que as regras que visam reprimir esses crimes sejam cada vez mais rigorosas. Outrossim é fundamental que estabelecimentos comerciais e rurais que permitam a ocorrência de tais pecados sejam devidamente apenados, na medida da gravidade do delito praticado. Diante do exposto e em face da importância da matéria, peço o apoio Com essas leis, você pode atrair ... O Imperador no tarot, exigindo uma demanda de trabalho e esforço da nossa parte. Neste momento, precisamos entrar em contato conosco, olhar para nossa ... Nessa tarefa, é fundamental reconhecer que existem leis no País e que ninguém está acima delas. Por exemplo, o Código Penal pune, entre outras ações, a calúnia, a difamação e a injúria. “A liberdade de expressão não respalda a alimentação do ódio, da intolerância e da desinformação. Pandemia: veja as leis em vigor para garantir os direitos dos consumidores Ana Carla Azevedo Rocha, de 33 anos, depois de solicitar na faculdade desconto algumas vezes, conseguiu ser atendida ... Os proprietários se recusaram a aceitar cheques de assistência governamental para aluguel, mas estão exigindo dinheiro dos inquilinos. A porta-voz do Supremo Tribunal Judicial, Erika Gully-Santiago, disse em um e-mail que ninguém do Tribunal Habitacional estava disponível comentar o caso. Milhares de questões de Direito Processual Penal - Lei de Organização Criminosa – Lei nº 12.850 de 2013 organizadas, atualizadas e comentadas por professores diariamente. Confira as questões de concursos aqui no Qconcursos.com. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse hoje que a lei da segurança nacional imposta por Pequim a Hong Kong 'continua a criar enormes preocupações' à União Europeia (UE ...

Não é por causa da pandemia, é por causa da quarentena, seu estúpido

2020.08.07 00:51 Mr_Libertarian Não é por causa da pandemia, é por causa da quarentena, seu estúpido

Por: Javier Milei
  1. O debate e os dados Desde a chegada do Covid-19, foi instalado um debate que, diante da queda no nível de atividade econômica, emprego, salários reais e um aumento repentino no número de pobres e necessitados, procura remover a responsabilidade do governo do desastre econômico e, mais cedo ou mais tarde, social, culpando a pandemia e não a política preferida do governo para lidar com o vírus, ou seja, a quarentena. O argumento é simples, a pandemia é um choque externo, enquanto a quarentena é de responsabilidade exclusiva do governo. A primeira coisa que devemos destacar é que a economia argentina já estava seguindo um caminho ruim desde meados de 2018, quando a economia entrou em recessão novamente, e que o atual governo falhou em reverter essa tendência. Especificamente, os dados do PIB do primeiro trimestre deste ano mostram uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De qualquer forma, isso não representa evidência suficiente para apontar má administração, pois, contra o freio de uma tendência de queda, os dados interanuais geralmente mostram um sinal negativo, que é a base do que é definido como arrasto estatístico. No entanto, quando o indicador é mostrado em termos dessazonalizados, encontramos uma queda de 4,8% em relação ao trimestre anterior, que é de responsabilidade do novo governo. Além disso, as ações do governo são percebidas a partir dos números, pois enquanto o consumo privado cai 6,8%, o investimento 9,7%, exportação 13,4% e importação 7,6%, o único item com sinal positivo foi o consumo público em 1,6%. Ao mesmo tempo, o indicador mensal de atividade de frequência (EMAE) também mostra uma queda colossal. Assim, em março, mesmo com apenas dez dias após a imposição da quarentena, a atividade caiu 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto em abril a produção do país caiu 26,4% (acumulando uma retração de 11% ano/ano até agora este ano), que constitui a maior queda na história da Argentina. Portanto, à luz dos números assustadores envolvendo a economia e, dadas as críticas de terem se apoiado fortemente na opinião de infectologistas, o governo começou a impor a história de que o problema não foi quarentena, e sim a pandemia. Para isso, ele mostrou os números de queda do PIB para diferentes países do mundo, com base nas estimativas do FMI. Nesse sentido, é importante ressaltar que a Organização Multilateral estima que o PIB mundial cairá 4,9%, enquanto a queda Argentina será de 9,9%, o que coloca o país entre os países com os piores índices de desempenho mundial, onde, por coincidência, nos países com as quarentenas mais duras, a taxa de queda é maior.
  2. Pandemia ou fraudemia Há uma piada que diz que haviam dois microeconomistas (que olham para tudo em termos relativos) e um diz para o outro “Olá, como está sua esposa?” e ele responde “Comparado a quê?” Aqui vale o mesmo. Se alguém quiser entender os efeitos letais do Covid-19, a primeira coisa a considerar é: como é a dinâmica da população em termos de mortes? Nesse sentido, a primeira coisa a ser compreendida é que, ao longo deste ano, de acordo com estudos demográficos das Nações Unidas, 60 milhões de pessoas morrerão no planeta, ou seja, cerca de 165.000 pessoas por dia ao longo do ano em todo o mundo. Por outro lado, ao analisar as mortes do Covid-19 em todo o mundo, foram necessários pouco mais de 100 dias para atingir esse número, ou seja, estaríamos em torno de 1% das mortes no mundo (mesmo em uma linearização favorável ao Covid-19). Além disso, se compararmos com o caso da gripe espanhola, que é o caso com o qual a Organização Mundial da Saúde ameaçou o mundo, o nível de desproporção é absurdamente enorme. Especificamente, a gripe espanhola ocorreu do final de 1918 até o início de 1920, infectou um terço do planeta Terra e matou 6% dos infectados (= taxa de mortalidade). Ou seja, a gripe espanhola matou 39 milhões de pessoas, o que representou 2% da população total do planeta Terra. Se alguém replicasse os números, para os níveis populacionais de 2020, estaríamos falando de 2,6 bilhões de infectados e um total de 156 milhões de mortes pelo Covid-19, enquanto extrapolar linearmente os dados hoje daria um total de 20 milhões de infectados e 1 milhão de mortos. Ou seja, a OMS errou no número de infectados em 130 vezes e no número de mortes em 156 vezes. Além disso, dado que, durante o primeiro semestre, a mídia televisiva mostrou continuamente gráficos com o número de mortes de Covid-19 em todo o mundo, se o vírus em questão tivesse a mesma letalidade da gripe espanhola, os gráficos deveriam ter mostrado que 427.397 pessoas morrendo por dia, número que o Covid-19 teve dificuldade de atingir em cinco meses. Portanto, à luz dos dados apresentados, somos confrontados com duas interpretações. Por um lado, é que a Organização Mundial da Saúde tem um sério problema com o uso de matemática e estatística, o que a levou a cometer um grande erro. Por outro lado, eles fizeram isso de uma maneira totalmente intencional. No entanto, seja qual for o motivo, a questão é que o Covid-19 não é apenas incomparável a gripe espanhola, mas é questionável defini-lo como uma pandemia.
  3. Quarentena e economia De acordo com os números apresentados e os erros mais do que grosseiros cometidos pela OMS nas estimativas que sustentaram suas recomendações, também é importante quanto da queda do PIB mundial é atribuível ao Covid-19 (ou seja, à fraudemia) e quanto atribuível a quarentena, um exercício que faz sentido, pois, além das diferenças entre os diferentes modelos de quarentena implementados no mundo, todos eles foram colocados em algum tipo de quarentena. À luz dos pressupostos da Organização Mundial da Saúde e, especialmente, dos infectologistas que apontaram que a pandemia de Covid-19 seria equivalente à “peste espanhola”, um trabalho econométrico realizado por Robert Barro, José Ursua e Joanna Weng procurou determinar o impacto que teria no crescimento da produção e do consumo, tanto em termos per capita, quanto na taxa de retorno dos títulos do Tesouro e na taxa de inflação no mundo, se a hipótese dos especialistas em Saúde fosse correta. Por sua vez, para estudar o impacto da gripe espanhola (para assimilar posteriormente com o caso Covid-19), o período de análise decorre de 1901 a 1929, onde ocorre o corte na série temporal daquele ano, explicado pela presença da Grande Depressão. A partir disso, para os 42 países que fazem parte do estudo transversal, os valores das mortes fora do período da praga espanhola 1918-1920 e das mortes da Primeira Guerra Mundial 1914-1918 são zerados. Além disso, vale a pena notar que, embora a data de 1901 possa ser um tanto arbitrária, as estimativas a partir de 1870 dão resultados semelhantes. Assim, com base nos resultados econométricos obtidos, os autores do estudo determinam que, se o número de mortes por Covid-19 fosse semelhante ao da peste espanhola, a taxa de declínio no crescimento do produto per capita seria 6%, enquanto no caso do consumo per capita seria de 8%. Por outro lado, se considerarmos que a taxa de crescimento do PIB, para valores menores, pode ser equiparada à soma da taxa de crescimento do PIB/c mais a da população (líquida entre o crescimento natural e o efeito da doença), o PIB mundial mostraria uma retração na taxa de crescimento de 7 pontos percentuais. Portanto, dado que as estimativas da queda na taxa de crescimento de acordo com a estimativa do FMI (usando outra metodologia e analisando país por país) estão na mesma linha do trabalho de Barro-Ursua-Weng, assimilando o Covid- 19 ao caso da gripe espanhola, dado que o vírus mostrou uma letalidade pelo menos 156 vezes menor, a origem da retração é a quarentena e não a fraudemia. Em outras palavras, dado que as mortes por Covid-19 seriam de 0,013% para o mundo inteiro, a taxa de crescimento do PIB per capita deveria ter caído 0,038%. Assim, a quarentena global é responsável por 99,27% da queda do PIB. Se, por sua vez, consideramos a Argentina a principal aluna da OMS, a atrocidade causada pelo governo Alberto Fernández a pedido do grupo de consultores em doenças infecciosas é óbvia. Essa situação se torna muito mais grave quando se considera que, devido à dinâmica global do vírus, o país não apenas teve mais tempo, mas também muito mais informações.
  4. Um remédio pior que a doença Embora esteja claro que o modelo de quarentena teve um efeito devastador na taxa de crescimento mundial, esse erro se torna ainda mais chocante ao considerar os impactos no mercado de trabalho. Nesse sentido, estudos da Organização Mundial do Trabalho estimaram que, durante o primeiro trimestre do ano, 4,5% das horas trabalhadas no mundo foram perdidas, o que implica que 130 milhões de empregos foram perdidos, enquanto, em comparação com uma perda de 10,5 horas durante o segundo trimestre do ano, o número de empregos perdidos atingiu 305 milhões. Ao mesmo tempo, a destruição de milhões de empregos fez com que o salário médio do mundo caísse 60%. Ao mesmo tempo, considerando que 62% dos trabalhadores do mundo trabalham no setor informal e que 47 pontos desses 62 foram impactados significativamente pela quarentena promovida pela Organização Mundial da Saúde, o número de trabalhadores informais abaixo da linha de pobreza no mundo passou de 26% para 59%. Por outro lado, de acordo com as estimativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA), juntamente com os resultados derivados do “Relatório Global sobre Crises Alimentares 2020” (preparado em conjunto com a Rede de Informações sobre Segurança Alimentar da FAO e o Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares), indicou que, antes da chegada do Covid-19, cerca de 135 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar. No entanto, o que se observa é que o desenho da resposta (quarentenas estritas) para resolver os efeitos do vírus chinês confronta os países com um trade-off desafiador entre salvar vidas ou os meios de subsistência. Dessa maneira, salvar vidas do coronavírus, dado o modelo de quarentena, está levando à fome. Em termos concretos, a pesquisa do PAM indica que mais 130 milhões de pessoas serão levadas ao limite da fome, porque o número total de pessoas em insegurança alimentar subirá para 265 milhões de seres humanos. Portanto, com base nisso e de acordo com os estudos do PAM, 300.000 pessoas por dia passarão fome no mundo, por pelo menos um período de três meses, ou seja, cerca de 27 milhões de pessoas passarão fome graças ao modelo de quarentena promovido pela OMS. Em resumo, tudo isso mostra que o remédio está sendo muito pior que a doença.
  5. Quarentena: um crime contra a humanidade Como apontam Ricardo Manuel Rojas e Andrea Rondón García no livro “A supressão sistemática dos direitos de propriedade como um crime contra a humanidade”, o estudo dos tipos de crimes contra a humanidade ou genocídios, de acordo com a definição em convenções específicas ou no Estatuto de Roma, adverte que esses crimes estão fundamentalmente ligados ao exercício de ações sistemáticas e violentas destinadas a eliminar ou suprimir certos grupos. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que não apenas a agressão física direta pode constituir um crime contra a humanidade, mas esse objetivo também pode ser buscado e alcançado por meio de ações que não sejam diretamente violentas, como a supressão sistemática dos direitos de propriedade à um nível que impossibilite a subsistência da população. Nesse sentido, podemos ver claramente que a supressão sistemática dos direitos de propriedade pelo Estado implica remover a base de apoio econômico do indivíduo, que enfrenta um dilema existencial. Por um lado, defender sua propriedade enfrentando o avanço expropriador do Estado e que, no final, acabará com sua vida pela fome. Assim, o Estado acabará assassinando-o por um caminho indireto (e cuja transição poderia ser enquadrada como tortura). Por outro lado, a opção de ceder humildemente aos caprichos da hierarquia do Estado e, assim, tornar-se escravo. Portanto, no primeiro caso, o direito à vida é aniquilado, enquanto no segundo, o direito à liberdade. Dentro da lógica dessa análise, os casos mais rigorosos de quarentena, como o da Argentina, levam a um crime contra a humanidade. Assim, quando o Estado impõe quarentena, isso implica a supressão geral do exercício dos direitos de propriedade por grande parte da sociedade civil. Especificamente, o que a medida faz é suprimir completamente a renda das empresas, exigindo que elas continuem pagando impostos, sustentando o mesmo número de trabalhadores e não permitindo a redução de salários – o resultado de tudo isso simultaneamente é que, durante o processo, as empresas primeiro consomem capital de giro e depois usam as economias dos proprietários das empresas, que no final acabará quebrando as empresas e empobrecendo seus proprietários. Nesse sentido, não apenas há enormes danos a todas as camadas da sociedade resultantes da destruição de capital, mas também deixa o setor privado desamparado diante de um governo que está avançando com pretensões totalitárias. Portanto, o impulso de um modelo de quarentena extremamente rígida e por um período exageradamente longo não apenas permite o avanço dos governos sobre a vida da população com pretensões totalitárias, mas também que os governos se tornem verdadeiras máquinas de violação maciça dos direitos individuais e como, nessa tarefa, a violação dos direitos de propriedade é essencial para alcançar os objetivos, essas ações são alcançadas por várias das cláusulas do Estatuto de Roma e pelas leis internas que adotaram.
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2020.03.21 05:06 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 4

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52918461011
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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Os muitos prognósticos e especulações loucas nas partes anteriores, na verdade, não são nada comparado ao que se segue. Ao contrário de Jaime, que tem acesso a muitas informações úteis como comandante das forças da coroa nas Terras Fluviais, não há pistas sobre as atividades dos supostos conspiradores nortenhos.
Dentre os POVs no Norte em A Dança dos Dragões, Davos, Theon e Asha não são confiáveis. O primeiro por ser o homem de Stannis, leal e verdadeiro, os dois últimos por serem homens de ferro e prisioneiros. Melisandre tem apenas um capítulo, em que ela não é tão onisciente quanto finge ser. (Rezo por um vislumbre de Azor Ahai, e R'hllor me mostra apenas Snow) E Jon? Bem, se a teoria estiver correta, ele provavelmente será o último a saber, (risadas), pois seus futuros súditos nortenhos não arriscariam por seu novo rei em perigo.
É verdade que os jogadores e jogadas estão tão obscurecidos que talvez seja uma indicação de que a Grande Conspiração do Norte está no caminho certo. Melhor para GRRM poder desvelar dramaticamente a queda catártica dos Lannisters, Boltons e Freys nas mãos dos lealistas Stark quando Os Ventos do Inverno chegar. [...]

O Norte: Os Homens dos Stark

Rastreando os Mormonts e Glovers

Juntar os fios de uma conspiração no Norte é como um jogo elaborado de telefone sem fio. Um extremo da linha está com Galbart Glover e Maege Mormont, que são testemunhas do decreto de Robb de nomear seu herdeiro, que se assume ser um Jon legitimado.
[Robb:] Senhor, preciso que dois de seus dracares contornem o Cabo das Águias e subam o Gargalo até a Atalaia da Água Cinzenta.
Lorde Jason [Mallister] hesitou.
– A floresta úmida é drenada por uma dúzia de cursos de água, todos eles rasos, assoreados e por mapear. Nem chamaria de rios. Os canais andam sempre derivando e se alterando. Há inúmeros bancos de areia, troncos caídos e emaranhados de árvores em putrefação. E a Atalaia da Água Cinzenta desloca-se. Como os meus navios irão encontrá-la?– Subam o rio exibindo o meu estandarte. Os cranogmanos vão encontrá-los. Quero dois navios para duplicar as chances de minha mensagem chegar a Howland Reed. A Senhora Maege irá num deles, Galbart no segundo. – Virou-se para os dois que tinha indicado. – Levarão cartas para os meus senhores que permanecem no Norte, mas todas as ordens nelas contidas serão falsas, para o caso de terem o azar de serem capturados. Se isso acontecer, deverão dizer-lhes que se dirigiam ao norte. De volta à Ilha dos Ursos, ou na direção da Costa Pedregosa.
(ASOS, Catelyn V)
Robb morre antes que ele possa tentar sua estratégia de retomar Fosso Cailin, mas Maege e Galbart desaparecem no Gargalo, para nunca mais serem vistos em momento nenhum de A Dança dos Dragões. Existem, no entanto, algumas dicas de que os dois mensageiros foram recebidos por Howland Reed e, mais interessantemente, voltaram a fazer contato com seus parentes no Norte.
Em primeiro lugar, os cranogmanos aparentemente começam uma campanha para livrar Fosso Cailin dos homens de ferro, cumprindo o último objetivo de Robb na guerra (apesar de a um ritmo mais lento, pois não contam com o apoio das tropas perdidas no Casamento Vermelho). Theon chega lá para encontrar a guarnição morta, morrendo ou escondida com medo dos demônios do pântano e seus venenos (ADWD, Fedor II).
Em segundo lugar, na marcha para Winterfell, Asha e Alysane conversam um pouco.
– Você tem irmãos? – Asha perguntou para sua carcereira.
– Irmãs – Alysane Mormont respondeu, ríspida como sempre. – Éramos cinco. Todas garotas. Lyanna está de volta à Ilha dos Ursos. Lyra e Jory estão com nossa mãe. Dacey foi assassinada.
– O Casamento Vermelho.
(ADWD, O Prêmio do Rei)
Como Alysane sabe que suas irmãs estão com sua mãe? A partir das descrições da hoste que Robb leva para o sul nos três primeiros livros parece que Dacey é a única filha que acompanha Maege. Isso faz um certo sentido, pois Dacey é a herdeira de Maege e as meninas mais novas não entrariam em guerra enquanto Alysane, a próxima da fila, permanece na Ilha dos Ursos.
Quando, então, Lyra e Jorelle saíram de casa? Elas e Alysane já estão ausentes quando Stannis envia suas cartas para todas as casas do Norte exigindo lealdade. Caso contrário Lyanna, de 10 anos, não teria tido a chance de responder de forma memorável, deixando Jon intrigado com a castelã escolhida pelos Mormonts (ADWD, Jon I).
De fato, se Maege estava em comunicação com a Ilha dos Ursos, suas filhas mais velhas provavelmente saberiam dela sobre Robb nomear Jon seu herdeiro, o que dá novo sentido às palavras de Lyanna. Assim como Wylla Manderly, Lyanna pode ser considerada jovem demais para participar de qualquer conselho secreto, mas, no entanto, sabe onde estão as verdadeiras lealdades de sua família, revelando-se inadvertidamente como “mulheres Stark” para Stannis, da mesma maneira que Wylla quase revela para os Frey que os Manderly eram. Talvez Lyanna atue em um desejo infantil de convencer Jon, que está na Muralha com Stannis, a reivindicar sua coroa.
Alysane chega mais tarde a Bosque Profundo e com a companhia.
Stannis tomara Bosque Profundo, e os clãs das montanhas se juntaram a ele. Flint, Norrey, Wull, Liddle, todos.
E tivemos outra ajuda, inesperada mas muito bem-vinda, da filha da Ilha dos Ursos. Alysane Mormont, a quem os homens chamam Mulher-Ursa, escondeu combatentes em uma flotilha de barcos de pesca e pegou os homens de ferro desprevenidos quando chegaram à costa. Os dracares Greyjoy foram queimados ou tomados, suas tripulações mortas ou rendidas. [...]
... mais nortenhos chegam enquanto as notícias da nossa vitória se espalham. Pescadores, mercenários, homens das colinas, arrendatários das profundezas da Matadelobos e aldeões que abandonaram seus lares ao longo da costa rochosa para escapar dos homens de ferro, sobreviventes da batalha do lado de fora dos portões de Winterfell, homens que já foram juramentados aos Hornwood, aos Cerwyn e aos Tallhart. Estamos cinco mil mais fortes enquanto escrevo para você, e nosso número incha a cada dia.
(ADWD, Jon VII)
A Ursa não poderia ter sido avisada da movimentação de Stannis em Bosque Profundo. Stannis praticamente desaparece do mapa enquanto ele arrebata Liddles, Norreys, Wulls e Flints, banqueteando-se pelas montanhas. Alysane está em Bosque Profundo em nome de outra facção. Uma que planeja retomar o castelo há algum tempo, uma vez que uma frota de navios de pesca (e os guerreiros que se escondem neles) não pode ser montada rapidamente.
De fato, os nortenhos que ingressaram no exército após a vitória de Stannis poderiam ter originalmente sido programados para atacar os homens de ferro em conjunto com as forças de Alysane. Ironicamente, isso significaria que Stannis seria a ajuda inesperada, mas muito bem-vinda, liberando Bosque Profundo antes do prazo e com menor custo para o Norte.
Em terceiro lugar, há Robett Glover, irmão e herdeiro mais novo de Galbart, que está em Porto Branco com Manderly. Para revisar, Robett é capturado em Valdocaso, mas é trocado por Martyn Lannister, filho de Kevan. Roose Bolton ordena que essa batalha seja travada, tentando sangrar as casas do Norte que se opunham a ele como Protetor do Norte, como acordado com Tywin.
Quando lhe trouxeram a notícia da batalha em Valdocaso, onde Lorde Randyll Tarly desbaratara as forças de Robett Glover e de Sor Helman Tallhart, seria de se esperar vê-lo enfurecido, mas ele limitou-se a olhar, numa incredulidade estupidificada, e dizer:
– Valdocaso, no mar estreito? Por que eles iriam para Valdocaso? – sacudiu a cabeça, desconcertado. – Um terço de minha infantaria perdido por Valdocaso?
– Os homens de ferro têm o meu castelo e agora os Lannister têm o meu irmão – disse Galbart Glover, numa voz carregada de desespero. Robett Glover sobreviveu à batalha, mas fora capturado perto da estrada do rei não muito mais tarde.
– Não será por muito tempo – prometeu o filho de Catelyn. – Vou oferecer Martyn Lannister em troca dele. Lorde Tywin terá de aceitar, por causa do irmão.
(ASOS, Catelyn IV)
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Robb tinha enviado o tio de Jeyne, Rolph Spicer, para entregar o jovemMartyn Lannister ao Dente Dourado, no mesmo dia emque recebera o acordo de Lorde Tywin com relação à troca de cativos. Tinha sido um gesto hábil. O filho ficava aliviado de seus receios quanto à segurança de Martyn, Galbart Glover ficava aliviado por saber que o irmão Robett tinha sido posto num navio em Valdocaso, Sor Rolph tinha uma tarefa importante e honrosa... e Vento Cinzento estava de novo ao lado do rei. Onde é o lugar dele.
(ASOS, Catelyn V)
Então, antes de Galbart partir para o Gargalo, ele descobre que Robett está a caminho do norte via mar. Onde mais poderia estar o destino de Robett, a não ser Porto Branco, o maior porto do norte? E se Maege pode entrar em contato com suas filhas, por que Galbart não poderia com seu irmão em Porto Branco, que fica muito mais próximo do Gargalo do que da Ilha dos Ursos?
Mas existe alguma pista de que Robett saiba que Robb nomeou Jon seu herdeiro? Talvez.
– A maldade está no sangue – disse Robett Glover. – Ele é um bastardo nascido de um estupro. Um Snow, não importa o que o rei menino diga.
– Alguma neve já foi tão negra? – perguntou Lorde Wyman. – Ramsay tomou as terras de Lorde Hornwood forçando o casamento com a viúva, e então a trancou em uma torre e a esqueceu lá. Dizem que ela comeu a extremidade dos próprios dedos... e a noção de justiça real dos Lannister é recompensar esse assassino com a garotinha de Ned Stark.
– Os Bolton sempre foram tão cruéis quanto espertos, mas esse aí parece um animal em pele humana – disse Glover.
(ADWD, Davos IV)
Robett e Manderly, também, parecem estar lançando mão dos disparates normais dos Westerosi sobre bastardos serem devassos e traiçoeiros por natureza, pois são nascidos da luxúria e mentiras. No entanto, GRRM lembra aos leitores da disputa pelas terras de Hornwood.
[Luwin:] – Sem herdeiro direto, haverá com certeza muitos pretendentes disputando as terras dos Hornwood. Tanto os Tallhart como os Flint e os Karstark têm ligações com a Casa Hornwood por linha feminina, e os Glover estão criando o bastardo de Lorde Harys em Bosque Profundo. O Forte do Pavor não tem nenhuma pretensão, que eu saiba, mas as terras são contíguas, e Roose Bolton não é homem que deixaria passar uma chance dessas. [...]
– Então deixe que o bastardo de Lorde Hornwood seja o herdeiro – Bran sugeriu, pensando no seu meio-irmão Jon.
Sor Rodrik disse:
– Isso agradaria aos Glover e talvez à sombra de Lorde Hornwood, mas não creio que a Senhora Hornwood iria simpatizar conosco. O garoto não é do seu sangue.
(ACOK, Bran II)
Mais tarde neste capítulo, Sor Rodrik questiona o intendente de Bosque profundo sobre Larence Snow, o bastardo de Lorde Hornwood, e o homem só tem elogios para o rapaz, à época com doze anos.
Por que Manderly e Glover gostariam de dar a Davos a impressão de que têm preconceito contra bastardos? E, por falar nisso, por que Davos se deu ao trabalho de recuperar não apenas Rickon de Skagos, mas Câo Felpudo para fins de identificação quando todos sabem que comandando a Muralha está Jon Snow, que foi criado em Winterfell com as crianças Stark?
Certamente, se a presença de Theon como protegido de Ned Stark é suficiente para passar Jeyne Poole como Arya, o testemunho de Jon pode provar que Rickon é quem Manderly diz que é. A menos que, segundo a teoria, Lord Wyman e Robett evitem escrupulosamente qualquer menção a Jon com a ideia de que quanto menos atenção for atraída para Jon (especialmente em relação a reis e herdeiros) melhor.
Bem, isso é talvez seja um pouco forçado (risadas). De qualquer forma, Robett desaparece no final de A Dança dos Dragões, não acompanhando Manderly à festa em Winterfell. Onde ele está? Uma teoria é que ele também está do lado de fora das muralhas de Winterfell ou em algum lugar próximo, escondido pela tempestade de neve, tendo liderado um exército de homens do Norte pelo Faca Branca.
Robett Glover estava na cidade e tentara arregimentar homens, com pouco sucesso. Lorde Manderly ignorara seus apelos. Porto Branco estava cansado de guerra, fora a resposta dele, segundo relatos. Isso era ruim.
(ADWD, Davos II)
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Wyman Manderly balançou pesadamente os pés. – Venho construindo navios de guerra há mais de um ano. Alguns você viu, mas há muitos mais escondidos no Faca Branca. Mesmo com as perdas que sofri, ainda comando mais cavalos pesados do que qualquer outro senhor ao norte do Gargalo. Minhas muralhas são fortes e meus cofres estão cheios de prata. Castelovelho e Atalaia da Viúva seguirão minha liderança. Meus vassalos incluem uma dúzia de pequenos senhores e uma centena de cavaleiros com terras.
(ADWD, Davos IV)
O cansaço de Manderly por guerra é total e completamente fingido. Os relatos sobre falhas de Robett emarregimentar homens também são falsos? Note que, se houver outro exército à espreita na neve, Stannis nada sabe disso.
Finalmente, voltando à pergunta original, onde estão Maege Mormont e Galbart Glover? Especula-se que eles decidam permanecer nas Terras Fluviais, usando a Atalaia da Água Cinzenta como base de operações para tentar reunir os remanescentes do exército de Robb que ficam presos e dispersos quando Fosso Cailin caiu em mãos inimigas. Por exemplo, os seiscentos homens - incluindo lanceiros das montanhas e de Proto Branco, arqueiros Hornwood, e Stouts e Cerwyns – que Roose deixa no Tridente sob o comando de Ronnel Stout e Sor Kyle Condon (ASOS, Catelyn VI) dos quais nunca mais se ouve falar. Se a viagem de Senhora Coração de Pedra ao Gargalo significar que a Irmandade sem Bandeiras está agora trabalhando com Reed, Mormont e Glover, essas forças poderão em breve reaparecer onde mais doerá nos Lannisters e Freys.

Intriga marchando para Winterfell

Com Alysane Mormont funcionando como a conexão com a Senhora Maege e, consequentemente, com a legitimação de Jon por Robb como rei no norte, os próximos jogadores nesse jogo de telefone sem fio são os homens do clã, os quais (como Manderly fica sabendo via Wex) sabem que Bran (e provavelmente que Rickon também) sobreviveu ao saque de Winterfell.
Jojen Reed parou para recuperar o fôlego.
– Acha que essa gente das montanhas sabe que estamos aqui?
– Eles sabem. – Bran avistara-os observando; não com os próprios olhos, mas com os olhos mais sensíveis de Verão, que deixavam escapar muito pouco. [...]
Só uma vez encontraram um membro do povo da montanha, quando uma súbita carga de água gelada tinha feito com que buscassem abrigo. [...] Bran achou que devia ser um Liddle. O broche que prendia seu manto de pele de esquilo era de ouro e bronze, trabalhado em forma de pinha, e os Liddle usavam pinhas na metade branca de seus escudos verde e branco.
O Liddle puxou uma faca e começou a desbastar um pedaço de madeira.
– Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. Há lulas na mata de lobos, e homens esfolados percorrem a estrada do rei, perguntando por forasteiros.
Os Reed trocaram um olhar.
– Homens esfolados? – perguntou Jojen.
– Os rapazes do Bastardo, ora. Ele tava morto, mas agora não tá. E paga bom dinheiro por pele de lobos, segundo um homem ouviu dizer, e talvez até ouro por notícias de certos outros mortos que andam. – Olhou para Bran quando disse aquilo, e para Verão, que estava estendido ao seu lado. – [...] Era diferente quando havia um Stark em Winterfell. Mas o velho lobo tá morto e o novo foi para o sul jogar o jogo de tronos, e tudo que nos resta são os fantasmas.
– Os lobos voltarão – disse solenemente Jojen.
(ASOS, Bran II)
Este estranhamente bem informado Liddle, com seu broche de ouro e bronze, é talvez um líder em seu clã. Ele não apenas reconhece Bran, mas seu pessoal também tem se mantido atentos. O próprio fato de os homens de Bolton terem prometido recompensa por notícias dos Stark supostamente mortos sugere que eles não estão mortos. Bran também pergunta ao Liddle a que distância fica a Muralha (não consta da citação acima) e, embora o homem pense que eles não deveriam seguir esse caminho, ele fica por dentro de parte dos planos deles.
Em A Dança dos Dragões, os Liddles ajudam Stannis a tomar Bosque Profundo e a marchar para Winterfell junto com os Norreys, Wulls e Flints. Em minha opinião, há boas chances de que os Liddles tenham contado aos demais sobre o encontro com Bran e companhia. Os clãs das montanhas podem brigar por cabras e mulas roubadas, mas quando se trata dos Starks de Winterfell, há consenso. Segundo a teoria, quando Alysane se junta à marcha, ela e os homens do clã trocam informações. Os Liddles, Norreys, Wulls e Flints ficam sabendo sobre Jon, Alysane sobre Bran (e talvez Rickon, se ela ainda não tiver cruzado com os Glovers).
Pouco tempo depois, Jon hospeda Norreys e Flints na Muralha.
O Velho Flint e O Norrey tinham lugares de grande honra logo abaixo do estrado. Ambos eram velhos demais para marchar com Stannis; haviam mandado filhos e netos em seus lugares. Mas ambos haviam sido rápidos o suficiente para descer até o Castelo Negro para o casamento. Cada um trouxera uma ama de leite para a Muralha, também. [...] Entre as duas, a criança que Val chamara de Monstro parecia estar prosperando.
Por isso Jon estava grato... mas não acreditara nem por um momento que esses dois veneráveis velhos guerreiros desceriam correndo das montanhas sozinhos. Cada um viera com uma cauda de guerreiros – cinco para o Velho Flint, doze para O Norrey, todos vestidos em peles esfarrapadas e couro cravejado, temíveis como a face do inverno. Alguns tinham longas barbas, alguns tinham cicatrizes, alguns tinham ambos; todos veneravam os antigos deuses do Norte, os mesmos deuses venerados pelo povo livre para lá da Muralha. No entanto, eles se sentaram, bebendo por um casamento santificado por algum estranho deus vermelho de além-mar.
Melhor isso do que se recusar a beber. Nem os Flint nem os Norrey haviam virado suas taças para derramar o vinho no chão. Isso poderia indicar certa aceitação. Ou talvez simplesmente odeiem desperdiçar um bom vinho sulista. Não dá para provar muito disso naquelas montanhas rochosas deles.
(Jon X, ADWD)
Pode ser que Flint e Norrey estiveram na Muralha para avaliar Jon? Suponha que estes homens de clã com Stannis enviem uma mensagem ou mensageiro de volta às montanhas, falando do sucessor escolhido por Robb. Os nortenhos sobrevivem na neve muito melhor do que os cavaleiros do sul de Stannis, e duvido que algum deles notaria o desparecimento um ou dois daqueles homens. O acordo de Jon sobre o casamento de Alys Karstark e sua trégua com os selvagens seriam infrações à autoridade do Rei do Norte. E representantes dos clãs das colinas vieram para observar e julgar como ele lida com os ambas as coisas:
– Lorde Snow – disse O Norrey –, onde você pretende colocar esses seus selvagens? Não nas minhas terras, espero.
– Sim – declarou o Velho Flint – Se quer deixá-los na Dádiva, é problema seu, mas assegure-se de que não vão ficar vagando por aí, ou mandarei a cabeça deles para você. O inverno está próximo e não quero mais bocas para alimentar.
– Os selvagens ficarão na Muralha – Jon lhes assegurou. [...]– Tormund me deu sua palavra. Ele servirá conosco até a primavera. O Chorão e os outros capitães terão que prometer a mesma coisa, ou não os deixaremos passar.
O Velho Flint abanou a cabeça.
– Eles nos trairão [...]
– O povo livre não tem leis nem senhores – Jon falou –, mas amam suas crianças. Você admitiria isso ao menos? [...] Por isso insisti em mantermos reféns. [...]
Os nortenhos olharam um para o outro.
– Reféns – ponderou O Norrey. – Tormund concordou com isso?
Era isso, ou ver seu povo morrer.
– Meu preço de sangue, ele chamou – falou Jon Snow –, mas pagará.– Sim, e por que não? – O Velho Flint bateu sua bengala contra o gelo. – Protegidos, nós sempre os chamávamos, quando Winterfell exigia rapazes de nós, mas eram reféns, e nada pior que isso.
– Nada, exceto para aqueles cujos pais desagradavam os Reis do Inverno – falou O Norrey. – Esses voltavam para casa uma cabeça mais curtos. Então me diga, rapaz... se esses seus amigos selvagens se mostrarem falsos, você terá estômago para fazer o que precisa ser feito?
Pergunte a Janos Slynt.
– Tormund Terror dos Gigantes me conhece o suficiente para não me testar. Posso ser um rapaz inexperiente aos seus olhos, Lorde Norrey, mas ainda sou um filho de Eddard Stark.
(ADWD, Jon XI)
Acredito que Flint e Norrey estão devidamente impressionados aqui. Se Alysane realmente falou com os clãs da intenção de Maege Mormont de defender os últimos desejos de Robb, acho que eles estariam dispostos a aceitar Jon como Rei do Inverno.
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2020.02.24 10:30 EquilibriumKyrieL Lei da gravitação universal — Tréplica

“1º ponto: Não. Método dedutivo pode no máximo dar uma pista do que NÃO serve, mas nunca para confirmar o que serve. Pra isso você precisa de cálculos, e continuarei exigindo cálculos. Por exemplo, o método dedutivo pode permitir deduzir que um cavalo (o animal mesmo, não a unidade de potência) consegue acelerar um carro de 0 a 100 em 10 segundos, afinal, ele consegue acelerar coisas. Você precisa de cálculos pra verificar que essa ideia é absurda.”
Tu não entendeu o que eu escrevi claramente de modo inequívoco ou não entendeu um método muito bem explicado como o dedutivo.
O que não serviria com eficiência em um modo científico seria o método indutivo.
Os argumentos dedutivos são aqueles em que as premissas fornecem um fundamento definitivo da conclusão, enquanto nos indutivos as premissas proporcionam somente alguma fundamentação da conclusão, mas não uma fundamentação conclusiva, identificando dessa maneira os conceitos de dedução e raciocínio válido, do termo validade (também chamada verdade lógica, verdade analítica, ou verdade necessária).
Uma outra maneira de expressar essa diferença é dizer que numa dedução é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa, mas no raciocínio indutivo, no sentido forte, isso é possível, mas pouco provável. Num raciocínio dedutivo a informação da conclusão já está contida nas premissas, de modo que se toda a informação das premissas é verdadeira, a informação da conclusão também deverá ser verdadeira. No raciocínio indutivo a conclusão contém alguma informação que não está contida nas premissas, ficando em aberto a possibilidade de que essa informação a mais cause a falsidade da conclusão apesar das premissas verdadeiras.
Um exemplo disso é uma própria citação sua no vídeo Desmistificando a Teoria da Terra Plana:
“Se A é sustentado na existência de B, não pode-se usar A para provar a inexistência de B.”
Outro exemplo, usando a dedução apresentemos uma forma lógica válida:
"TODO X é Y. Z é X. Logo, Z é Y."
Veja que as duas premissas obedecem a uma forma lógica válida. Se a conclusão for “Logo, Z é Y”, então temos uma dedução.
O Método indutivo que não serve para confirmar o que serve.
Para se apresentar a dedução, antes é preciso uma observação quantitativa (elemento do conjunto da Caracterização do Método científico).
Argumentos dedutivos são avaliados em termos de sua validade e solidez.
Corrigindo o que foi escrito, na verdade eu não usei o Método dedutivo e sim o hipotético-dedutivo, que consiste na construção de conjeturas baseada nas hipóteses, isto é, caso as hipóteses sejam verdadeiras, as conjeturas também serão. Por isso as hipóteses devem ser submetidas a testes, os mais diversos possíveis, à crítica intersubjetiva, ao controle mútuo pela discussão crítica, à publicidade (sujeitando o assunto à novas críticas) e ao confronto com os fatos, para verificar quais são as hipóteses que persistem como válidas resistindo às tentativas de falseamento, sem o que seriam refutadas. É um método com consequências, que leva a um grau de certeza igual ao das hipóteses iniciais, assim o conhecimento absolutamente certo e demonstrável é dependente do grau de certeza da hipótese.
A sua estrutura é:
1. Fazer observações;
2. Organizar as observações em hipóteses;
3. Testar essas hipóteses em observações anteriores;
4. Modificar as hipóteses originais, se assim se fizer necessário;
5. Fazer previsões baseadas nas hipóteses;
6. Testar conclusões (Dedução).
“2º ponto: agora apresente os cálculos, e me mostre como encontrar todos os valores que você utilizar em seus cálculos.”
Tenho que dizer que tu é muito preguiçoso hein Satanael, eu demorei muito tempo pra encontrar isso mas encontrei kkkkkj, mas se tu tem realmente interesse devia pesquisar de modo independente man.
Essas são as fontes de tudo que tinha escrito naquele Reply e não sabia se era Realmente verdade mas depois de pesquisar e analisar trabalhos científicos, dissertações, textos, artigos, revistas que explicavam isso consegui saber que é realmente verdade.
Se você acredita ou não é irrelevante, isso é um fato científico último.
Fontes:
https://teses.usp.bteses/disponiveis/3/3138/tde-17012008-110654/publico/dissertacao.pdf
Variação do nível do mar — técnicas para a avaliação (São Paulo - SP - 2007)
http://www.scielo.bpdf/rbef/v23n4/v23n4a04.pdf
Introdução à Supercondutividade, suas Aplicações e a Mini-Revolução Provocada Pela Redescoberta do MgB2: Uma Abordagem Didática
(Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 23, no. 4, Dezembro, 2001)
Nesse primeiro é confirmado que, o nível do mar encontra-se em constante variação e a determinação do seu valor médio envolve diversos fatores de conjuntura global que agem em escalas de tempo diferentes, desde algumas horas como as marés (terrestres, oceânicas e atmosféricas), até alguns milhares ou milhões de anos como a modificação de uma bacia oceânica sob ação de movimentos tectônicos e de sedimentação. Certamente, em uma escala de tempo menor, os principais fatores que influenciam estão ligados às variações climáticas. Porém, quando, durante um determinado período de tempo, movimentos aleatórios e periódicos são removidos, um valor estável é obtido: o NMM.
A água que compõe o oceano possui propriedades físicas e químicas importantes para o estudo em questão como a densidade, a salinidade, a temperatura e a pressão. Tais variáveis, ao sofrerem alterações, modificam o volume de massa oceânica, em razão da relação que existe entre elas; a densidade da água do mar depende da salinidade, da temperatura e da pressão. Ela diminui quando a temperatura aumenta, e aumenta com a elevação da salinidade e da pressão. Esta, por sua vez, aumenta com a profundidade. Quanto menor a densidade da água, maior será o volume por ela ocupado. Logo, um decréscimo em sua densidade causa um aumento do nível do mar. Se a temperatura da água tivesse um aumento médio de 1º C sobre uma camada de 4000 metros, produziria um aumento no nível de 60 cm. Da mesma forma, uma variação de 0,4% na salinidade faria este mesmo efeito.
No segundo está escrito que, em janeiro de 2001, a comunidade científica é sacudida novamente com a descoberta da supercondutividade no composto metálico MgB2, a 39.2 K. Nada menos que 16 K maior que qualquer composto metálico até então conhecido. Para melhor apreciar a importância desta descoberta e como ela está revolucionando o estudo da supercondutividade, é especificado com mais detalhes algumas características dos supercondutores e algumas de suas aplicações.
Os supercondutores são divididos em dois tipos, de acordo com suas propriedades específicas. Os supercondutores do Tipo 1 são formados principalmente pelos metais e por algumas ligas e, em geral, s~ao condutores de eletricidade da temperatura ambiente. Eles possuem um Tc extremamente baixo, que, segundo a teoria BCS, seria necessário para diminuir as vibrações dos átomos do cristal e permitir o fluxo sem dificuldades dos elétrons pelo material, produzindo assim a supercondutividade. Os supercondutores desse tipo foram os primeiros a serem descobertos e os cientistas verificaram que a transição para o estado supercondutor a baixa temperatura tinha características peculiares: ela acontecia abruptamente, veja Fig. 2(a), e era acompanhada pelo efeito Meissner. Esse efeito, que talvez seja a característica mais famosa dos supercondutores, é a causa da levitação magnética de um imã, por exemplo, quando é colocado sobre um pedaço de supercondutor. A explicação para o fenômeno está na repulsão total dos campos magnéticos externos pelos supercondutores do Tipo 1, o que faz com que o campo magnético interno seja nulo, desde que o campo externo aplicado n~ao seja muito intenso. A maioria dos materiais, como vidro, madeira e água, também repele campos magnéticos externos, o que faz com que o campo no interior deles seja diferente do campo externo aplicado. Esse efeito é chamado de diamagnetismo e tem sua origem no movimento orbital dos elétrons ao redor dos átomos, que cria pequenos “loopings" de correntes. Elas, por sua vez, criam campos magnéticos, segundo as leis da eletricidade e magnetismo e, com a aplicação de campo magnético externo tendem a se alinhar de tal forma que se oponham ao campo aplicado. No caso dos condutores, além do alinhamento do movimento orbital dos elétrons, correntes de blindagem são induzidas no material e cancelam parte do campo magnético no seu interior. Se considerarmos um condutor ideal, ou seja, que não apresenta resistência à corrente elétrica, o cancelamento do campo é total, caracterizando o chamado “diamagnetismo perfeito". Nos supercondutores do Tipo 1, o cancelamento do campo magnético interno também é total, porém esse comportamento é distinto do diamagnetismo perfeito. Como podemos ver na Fig. 3, os supercondutores do Tipo 1, no estado supercondutor, possuem campo magnético nulo no seu interior mesmo no caso de o campo magnético externo ser diferente de zero antes da transição supercondutora, diferente do comportamento de um condutor ideal.
“3º ponto: replicações do experimento de Bedford conseguiram encontrar a curvatura. O Martins, sendo a anta que ele é, conseguiu encontrar a curvatura nas ilhas de Sentinela, como mostrei no meu vídeo.”
Se no primeiro experimento de Bedford, Samuel Rowbotham comprovou que o barco e a bandeira eram perfeitamente visíveis durante todo o trajeto mas as replicações comprovaram o contrário, o que tem que ser feito?
“Dependendo do método de amostragem a amostra pode ser fisicamente diferente, ou seja, os dados estão sujeitos a variações do acaso, pois as condições não são completamente homogêneas, isso quer dizer que elas não podem ser controladas ou observadas.”
“Nesse sentido, a repetição é um dos princípios da experimentação que tem a finalidade de controlar a variabilidade do meio, quanto maior o número de repetições de um experimento, menor probabilidade de erro ele tem e menos sensível a valores extremos.”
Nesse caso devem ser feitos outros experimentos mas não no mesmo local, preferencialmente qualquer outro local aleatório no mundo, e isso já foi feito diversas vezes por várias pessoas no mundo inteiro, para determinar qual é a verdade.
E em todos esses outros experimentos, em locais diferentes, a conclusão é a mesma. Não há curvatura.
Um documentário bem interessante registrou diversos experimentos por um grupo de pesquisadores para determinar definitivamente se há ou não curvatura nas águas que concluíram que não há nenhuma curva. Mas os fenômenos ópticos existem, que eles atribuíram inicialmente ao efeito Fata Morgana, que é a refração da luz nas camadas da atmosfera.
É o documentário da Terra Convexa.
Ele foi enviado no YouTube quase 1 anos depois do teu vídeo Desmistificando a Teoria da Plana.
“4º ponto: segundo uma coisa chamada força resultante, a força que prevalece é igual à soma vetorial de todas as forças em jogo. Você consegue vencer o campo gravitacional exercendo uma força maior em sentido contrário, ou exercendo forças em outros sentidos cuja resultante ainda vá apontar para cima. Faça os cálculos e mostre porque isso é impossível.”
Eu não afirmei que é impossível um corpo se movimentar verticalmente.
Eu afirmei que não existe uma força que está intervindo sobre ele empurrando-o para o centro da Terra, impedindo de se movimentar.
Vamos usar os conhecimentos adquiridos estudando Mecânica clássica, das definições corretas e já confirmadas.
Em física, a energia cinética em um objeto é a energia que ele possui devido ao seu movimento. Isto é definido como o trabalho necessário para acelerar um corpo de massa em repouso para que este adquira velocidade. Tendo ganho essa energia durante a aceleração, o corpo mantém essa energia cinética a menos que a sua velocidade mude. A mesma quantidade de trabalho é produzido por um corpo desacelerando da sua velocidade atual para um estado de repouso.
No seu vídeo Desmistificando a Teoria da Terra Plana você diz:
“Mas uma coisa é decorrência direta de outra, você não pode desconsiderar a Gravidade e usar apenas a Lei da densidade ou Lei da flutuabilidade, porque isso não existe.”
Se você quis dizer que não é possível desconsiderar a Gravidade, sua afirmação não é correta.
Se você quis dizer que a Densidade não existe, também não está correto.
O que não existe é uma força gravitacional que ainda nem foi comprovada. Vamos parar de repetir tanta mentira, está claro que isso não existe.
“O que faz corpos flutuarem ou afundarem em um fluido é a força resultante no sistema, que é decorrência da densidade e permite que tal relação seja sustentada.”
A força resultante é igual à energia cinética uma vez que sua definição é: uma grandeza que tem a capacidade de vencer a inércia de um corpo, modificando-lhe a velocidade (seja na sua magnitude ou direção, já que se trata de um vetor).
E essa definição é a mesma da Energia cinética, que é definida como o trabalho necessário para acelerar um corpo de massa em repouso para que este adquira velocidade.
Na verdade, para um corpo se movimentar vertical ou horizontalmente ele precisa vencer apenas a inércia (não a inércia e a força gravitacional) transformando sua Energia potencial (Ep) em Energia cinética (Ec).
“A resultante também é da decorrência de aceleração que, no caso, corresponde à aceleração gravitacional. A sustentação do fato utilizado como base para o argumento é baseada na existência da aceleração gravitacional, fator esse que o mesmo desconsiderou.”
A Força gravitacional ainda não foi comprovada, então é possível desconsiderá-la ou mesmo acreditar que ela nunca existiu.
A força resultante não é decorrente da aceleração gravitacional, porque ela não existe, é da aceleração do próprio corpo de massa em repouso, através da transformação da sua Energia potencial em Energia cinética, adquirindo velocidade e podendo assim movimentar-se vertical ou horizontalmente.
Nada disso que estou escrevendo é ''fabricado'' ou invenção. Tudo isso já está muito bem documentado e confirmado. O que existe é uma confusão gigantesca na comunidade científica.
Alguns dizem que na verdade a comunidade está dividida e outros dizem que está totalmente submissa e vai continuar repetindo mentiras.
Aqui está o Cálculo da Energia cinética (Ec):
https://nateneaver.tumblr.com/image/190995322386
“5° ponto: mostra que a observação “não apenas perturba o que deve ser medido, mas também o produz.” está a anos luz de distância (sentido figurado) de provar que a ligação entre A ligação Mente (Consciência) e Corpo (Matéria) sempre existiu. Você ainda precisa explicar exatamente como ela funciona pra poder usá-la. A experiência da dupla fenda demonstra que a luz tem o caráter de partícula e ondulatório simultaneamente, e essa sua conclusão só aparece quando se considera que a luz é unicamente uma partícula.”
Verdade. Essa experiência não comprova definitivamente se a Mente (consciência) realmente existe e como ela funciona.
De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos atuais. Apesar disso, alguns cientistas têm tentado encontrar evidências da existência e da natureza da alma humana. Muitas das pesquisas científicas nesse assunto vão em direção das experiência de quase-morte, porém não existem provas conclusivas para a ciência moderna de que realmente os pacientes saíram do próprio corpo, ou se sofreram de alucinações.
Há também alguns cientistas como Ian Stevenson e Brian Weiss que conduziram estudos de caso sobre crianças narrando experiências anteriores ao nascimento, e que poderiam sugerir uma possibilidade de reencarnação (portanto, existência da alma), embora não tenham demonstrado pelo processo científico como isto poderia ocorrer.
Mas ainda não se pode afirmar definitivamente e saber como comprovar que a Mente (consciência) existe ou não, mesmo tendo muitas evidências de que existe muito mais além da matéria inanimada.
Se tu tiver mais interesse eu conheço evidências e uma forma de comprovar que existe ou não algo oposto da Matéria.
Mas não vou escrever ainda sobre isso, porque levariam horas de discussão.
“6º ponto: publique o modelo matemático.”
Tudo que necessita-se para um modelo sem a força gravitacional já existe, o que falta é estruturá-lo ordenadamente e defini-lo em um Tratado.
Até agora não foi comprovado a existência dessa força e assim como aqueles que acreditam nisso estão esperando o manifesto de um novo modelo, nós também aguardamos a detecção de um gráviton para comprovar a força gravitacional.
A questão agora é quem vai conseguir primeiro.
Pelo menos nós ainda podemos criar um novo modelo mas se um gráviton não existir não há como esse modelo continuar sustentável.
“7º ponto: se o conceito não se funde, isso ainda não o invalida, da mesma forma que o fóton não invalida a natureza ondulatória da luz.”
A natureza da Luz já está confirmada e todas as definições foram confirmadas mesmo ela sendo uma dualidade onda-partícula.
Mas a força gravitacional precisa de um mediador (gráviton) para poder confirmar sua existência. E isso ainda não foi comprovado.
Então o que existe até agora são apenas três forças fundamentais, suas respectivas partículas elementares e seus Férmions fundamentais.
Tudo ou mais é conversa fiada.
“8° ponto: eu não disse que não há uma conspiração (isso é assunto pra outra hora). Eu disse que explicações como a sua não são ridicularizadas por nenhuma conspiração, mas porque elas não tem rigor científico. Cálculos são parte do rigor científico.”
Tu escreveu que a razão pela qual explicações parecidas não são levadas a sério não envolve nenhum tipo de conspiração, mas simplesmente porque elas demonstram um entendimento superficial dos assuntos que pretendem refutar, tão superficial que não considera todas as variáveis envolvidas (como a força centrífuga nas marés ou o empuxo no voo).
Mas a conspiração que impede que a informação possa chegar à toda a população.
Até que não seja criado um novo modelo e toda a verdade esclarecida a Comunidade científica vai continuar submissa repetindo as mesmas conversas fiadas.
E foi isso que te perguntei.
Se nós provarmos que existe uma conspiração e que é possível vencê-la pela nossa própria vontade tu nos ajudaria a criar um novo modelo e esclarecer toda a verdade.
Eu fico discutindo com pessoas que têm os mesmos interesses que o teu porque eu acredito que essas pessoas não são tão alienadas como a maioria e que elas vão procurar e encontrar a verdade.
Eu discuto contigo porque considero pessoalmente que tu é bem informado e não manipulado e que, se souber a verdade vai saber o que fazer.
Não é possível aceitar ou negar. Porque é independente de qualquer opinião ou convicção própria. Ainda podemos apenas observar as Leis da realidade de tudo que existe.
Mas eu também to tentando descobrir como podemos modificar a Leis fundamentais da Natureza e criar uma nova realidade. E claro que isso é bem complexo. Mas é possível, só não sei COMO que se pode fazê-lo.
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2019.09.07 14:37 TaoQingHsu Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitória

(Capítulo 11) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitóriaO Buda disse: “Dar cem refeições a pessoas más não é tão bom quanto dar uma boa refeição a uma pessoa;dar mil refeições a boas pessoas não é tão bom quanto dar uma refeição para uma pessoa que obedece aos cinco preceitos;dar refeições a dez mil pessoas que obedecem aos cinco preceitos não é tão bom quanto dar uma refeição a Srotāpanna;dar um milhão de refeições a Srotāpanna não é tão bom quanto dar uma refeição a Sakridāgāmi;dar dez milhões de refeições a Sakridāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Anāgāmi;dar cem milhões de refeições Anāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Arhat;dar dez cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha;dar dez mil milhões de refeições de Pratyeka-buddha não é tão bom quanto dar uma refeição a um Buda do Terceiro Mundo;dar mil trilhões de refeições de três mundos de Buddhas não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar ”.
Dar refeições aos outros se transforma em vitória; a vitória não é sobre os outros, mas para nós mesmos. Se dermos refeições a cem pessoas más, o que fizemos foi ajudá-las a fazer as coisas más. Isso significa que fazemos as coisas más indiretamente. Não é a vitória, mas a perda da nossa vida e do nosso espírito.
Pelo contrário, se dermos refeições a mil pessoas boas. O que fizemos foi ajudá-los a fazer as coisas boas. Isso significa que fazemos as coisas boas diretamente. É a vitória para aumentar a felicidade pela nossa vida e pelo nosso espírito. As pessoas acima mencionadas são as pessoas que não aprendem o Buda e não praticam o Tao. Mas isso não significa que eles não sejam boas pessoas. Se aprender o Buda e se praticar o Dao ou não, não está relacionado a se a pessoa é boa ou não. Se uma pessoa má pudesse arrepender-se de sua falta, tivesse o coração de compaixão e desejasse alcançar o estado de Buda, ele também poderia aprender o Buda.
Se uma pessoa aprendesse o Buda, ele seria ensinado a obedecer aos cinco preceitos no primeiro trabalho de classe. Aqueles que são aprendizes de Buda, mas não monge ou freira budista, são necessários para obedecer aos cinco preceitos. Uma pessoa boa não obedece necessariamente a esses cinco preceitos. Mesmo não sendo o aprendiz de Buda, também podemos obedecer aos cinco preceitos automaticamente. Então, quais são os cinco preceitos? É o seguinte: Não matar os outros e não nos matar.Não roubar.Não fazer sexo de maneira inadequada. Isto é, não se prejudique e não prejudique os outros, e respeite um ao outro.Não mentir.Não tomar álcool ou drogas ilegais. É demonstrar que obedecer aos cinco preceitos é a vitória. Como sabemos, tal vitória não se compara a outros, mas a nós mesmos. Oferecer refeições à pessoa que obedece aos cinco preceitos é melhor do que oferecer refeições a mil pessoas boas. É a vitória também.
Srotāpanna, Sakridāgāmi e Anāgāmi são sânscritos e são algum tipo de substantivo. Eles não são limitados em monge ou freira budista. Isto é, eles são usados ​​para identificar o nível de cada aprendiz de Buda. Eles também são mencionados em diferentes escrituras e, às vezes, a explicação para eles é diferente. Em uma palavra, ao aprender Buda, eles ainda estão em níveis diferentes de autoconservação.
Além disso, eles ainda não foram capazes de se libertar do sofrimento, muito menos de ter a capacidade de salvar outros para libertar-se do sofrimento. Por quê? Na virtude, sabedoria e bem-aventurança, o que eles fizeram e o que ganharam não é suficiente. É por isso que eles estão se poupando em esforço, mas não em outros. Também existe a diferença de grau. O grau de Srotāpanna é menor que Sakridāgāmi. E o grau de Sakridāgāmi é menor que Anāgāmi. Mesmo que isso, em virtude, sabedoria e bem-aventurança, eles sejam melhores do que a pessoa que obedece aos cinco preceitos.
Arhat e Pratyeka-buddha foram libertados do sofrimento. Isso também significa que eles conseguiram mais em virtude, sabedoria e felicidade. Mas por que dar a cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha? Se alguém quiser atingir o grau de Arhat, eles ainda terão que depender da força da sabedoria e da força de compaixão de Buda; além disso, eles têm que colocar o Dao em prática e então provar o fruto de Dao. Significa que ser Arhat ainda precisa ouvir a lei de Buda e ser ensinado por Buda. Arhat também tem a capacidade de falar da lei de Buda.
Mas aqueles que alcançam o grau de Pratyeka-buddha dependem de si para serem iluminados. Isso significa que eles alcançaram a iluminação da igualdade-sabedoria e a natureza do Buda. Eles também estão em estado de não praticar e não provar. Sendo Pratyeka-buddha não ouve a lei de Buda de Buda, e também não é ensinado por Buda. Eles não falam da lei de Buda. Na sabedoria e virtude, seu grau é mais do que o grau de Arhat. Assim, oferecer uma refeição para Arhat ou Pratyeka-buddha conectaria com eles, para nutrir seu corpo e ajudá-los a alcançar o estado de Buda. Isso também nos ajudaria a semear a semente da sabedoria, virtude e bem-aventurança nesta vida; e os frutos da sabedoria, virtude e bem-aventurança seriam ganhos em nossa vida presente e em nossa vida futura.
É por isso que o budista está mais disposto a oferecer qualquer coisa ao aprendiz de Buda, especialmente àquelas pessoas que são iluminadas na natureza do Buda. Mas isso não significa que o budista não ofereça nada aos pobres. No budismo, é o conceito de que aqueles que estão nos pobres são porque são mesquinhos com o dinheiro e não estão dispostos a oferecer qualquer coisa aos outros generosamente em sua vida passada. Essa é a causa do passado para fazer o resultado presente. Percebendo a igualdade, os pobres também estão tendo a natureza de Buda, no entanto, sua natureza de Buda ainda não foi iluminada. Ou seja, sua sabedoria natural ainda foi coberta, não apareceu. Se nossa sabedoria natural aparecesse, seríamos muito felizes e estaríamos cheios de riquezas. Há duas explicações para o Buda dos Três Mundos, é sobre o tempo e o espaço, o que significa que o Buda viveu no passado mundo / tempo, o Buda viveu no mundo / tempo presente e o Buda viveu no mundo futuro / O outro é destinado ao Buda Sakyamuni no mundo do meio, o Buda Amitabha no mundo ocidental e o Farmacêutico de Buda - luz de vidro no mundo oriental.
O espaço e o tempo são unificados, são um e são ilimitados. Portanto, não importa qual Buda esteja em qualquer momento ou em cada espaço, eles são um. Este conceito é difícil de ser entendido, muito menos de ser experimentado e provado por si mesmo, a menos que o conceito para a linha divisória existente e para a diferenciação de qualquer coisa tenha sido quebrado e eliminado totalmente.
Em nossa cognição, o Buda dos Três Mundos é alguém que deve ser respeitado por nós. Na experiência profunda, o Buda dos Três Mundos não está em nosso exterior, mas em nossa natureza própria. Quando respeitamos o Buda dos Três Mundos, também queremos nos respeitar. Quando oferecemos refeições ao Buda dos Três Mundos, também se destina a oferecer algo para nós mesmos. O Buda dos Três Mundos é unificado conosco. Somos Um. O que é Buda?Quando alguém se ilumina totalmente da sabedoria, liberta do sofrimento e conhece toda a verdade, enquanto isso, não tem mais medo no coração, e também pode usar seu grande poder de bondade e simpatia para salvar todos os seres sencientes, a fim de libertem-se do sofrimento na vida e na morte, chamamos essa pessoa de “Buda” para respeitá-la. Na língua chinesa, chamamos de "Fo" ou "Fu", que é transliterado da palavra chinesa, e sua língua original é do sânscrito.
Agora temos uma pergunta. O acima mencionado mencionou que o Buda dos Três Mundos é unificado conosco e nós somos um. Por que não somos Buda? Esse não é o problema do Buda dos Três Mundos, mas o nosso. É porque o nosso coração interior não está no reino de Buda. Isso também significa que ainda não alcançamos o estado de Buda.
Então, dar refeições ao Buda dos Três Mundos é mais vitória; é porque é difícil para nós oferecer refeições para eles. Se tivermos a oportunidade de oferecer refeições a eles, isso também significa ter mais chance de nos libertarmos do sofrimento e ter a chance de ganhar mais virtude, sabedoria e bem-aventurança, e ter a chance de alcançar o estado de Buda, devido à O Buda dos Três Mundos nos daria sabedoria e compaixão, nos ensinaria o budismo e como ser iluminado. É por isso que oferecer refeições ao Buda dos Três Mundos é uma vitória especial. Já é uma vitória tão especial. Por que doar milhares e milhares de milhões de refeições de Budas Três-Mundiais não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar?
Nenhuma moradia significa não se apegar ou não depender de nada. Uma pessoa que está em estado de não pensar, sem morada, sem praticar, e sem provar que nós já mencionamos e explicamos no capítulo 2 (Capítulo 2). Uma Breve Conversação sobre a Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda.
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindoO Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o princípio profundo do Buda, percebem a lei do não fazer, nada está sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora, não prenda o Tao no coração, nem colete o carma, não tenha pensamentos, não faça, não seja praticante, não seja provado, não experimente o níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. ” Se não entendermos o budismo, podemos entendê-lo erroneamente, e pensar que tal pessoa não é útil, é um perdedor. Não, absolutamente não é assim. No budismo, aqueles que poderiam estar em estado de não pensar, sem morada, sem praticar e sem provar estão atingindo a sabedoria superior, estão ganhando a maior virtude e bem-aventurança. Ou seja, sua conquista é maior e quase perto ou no topo.
Poderíamos pensar que aqueles que estão em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar são outra pessoa, porque dar refeições a eles é melhor do que dar refeições ao Buda dos Três Mundos. Se pensamos assim, está totalmente errado.
Se todas as doações mencionadas não pudessem nos fazer atingir o estado de Buda, essa doação não é quase um significado para nós. Algumas pessoas imprudentes que oferecem refeições aos outros querem apenas obter mais riqueza. Se temos esse pensamento, o reino do nosso coração é muito limitado e muito pequeno. Então, toda a doação mencionada acima é para nos ajudar a alcançar o estado de Buda. Isto é, é o significado muito importante para nós. Se entendermos profundamente o budismo, poderemos descobrir que tudo o que ele mencionou não é outra pessoa, mas nós mesmos. O que o mencionado no budismo parece outra pessoa. Mas, na verdade, isso significa nós.
Aqueles que estão no estado mencionado são mais elevados em virtude, sabedoria e bem-aventurança. Eles estão quase no estado de Buda. Contudo, tal pessoa é muito rara no mundo. Se pudéssemos ter a chance de oferecer uma refeição para eles, é a vitória mais especial. Por quê? É porque tal pessoa alcançou o estado de um, para unificar-se com o Buda dos Três Mundos.
Enquanto isso, isso também significa que se pudéssemos ter uma chance de oferecer uma refeição para eles, poderíamos ter a chance de estar em tal estado, conectando-nos e aprendendo com eles. Além disso, finalmente poderíamos ser também aquele em tal estado. Tornar-se atingido pelo estado de Buda é muito nobre e vale a pena ser respeitado pelo ser todo senciente; É por isso que oferecer refeições a essa pessoa é a vitória mais especial. Em uma palavra, oferecer refeições para os outros é oferecer refeições para nós mesmos. Proporcionar algo aos outros é nos apoiarmos. Este é o princípio da igualdade no budismo. O que a conquista, a virtude, a sabedoria e a felicidade que eles alcançaram nos ajudaria a ser o mesmo com eles. Inglês: (Chapter 11) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 18:41 TaoQingHsu Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo

(Capítulo 2) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 d.C.): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo
O Buda disse: "Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam os desejos, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o profundo princípio do Buda, percebem a lei do não fazer, Não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer, não praticar, não provar, não experimentar o Níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. "
Então agora, o Buda explicou o que Dao significa. Eu tenho que explicar o significado original de "Dao" em cada capítulo, porque a maioria das pessoas lê apenas um ou dois dos quarenta e dois capítulos. Demora muito tempo para ler ou compreender todos os capítulos. Você pode encontrar o significado amplo de “Dao” na introdução desta Escritura. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. É o significado original é caminho, caminho, estrada. Agora, o que o Buda explicou sobre Dao é um dos significados amplos e amplos. Poderíamos dizer que a definição de Dao dessa Escritura vem do Buda. Aceitar ou não é a sua escolha.
No passado, o significado de Dao me confunde muito. Finalmente, descobri que pode ser dado um significado diferente em situações diferentes. Então, não fique preso a um significado.
De fato, qual o significado de Dao neste capítulo é o Zen. O que é zen? Isto é. O Zen também confunde muitas pessoas. Eles não entendem o que é o zen. Quando ainda não entendi o que é aprender Buda. Eu também estou confuso com o Zen. "Zen" também é transliterado da palavra chinesa. Não é fácil ser compreendido pelo público. Aqueles que conseguiram compreender o Zen e colocá-lo em prática estão quase perto do grau de Buda. "Buda" é um nome dado pelas pessoas e não é mito. O significado de "Buda" é um estado. O dito significado de Dao neste capítulo é um dos estados de “Buda”. Há também muitos nomes diferentes que poderiam ser em vez da palavra "Buda". E esses nomes têm significados diferentes, respectivamente. Alguns deles também significam os diferentes estados de "Buda".
Então, podemos ter uma pergunta. Há apenas um "Buda" no mundo? Não. Existe apenas um "Doctor" no mundo? Não. Então, saberíamos que há muito Buda no mundo. O mundo inclui o espaço e o tempo. Em relação ao espaço, inclui os outros sistemas e planetas solares. Em relação ao tempo, inclui o passado, o futuro e o presente. Em geral, Buda existe em cada espaço e tempo. O número de Buda é imensurável. De fato, o que conhecemos em nosso mundo é muito limitado. Que o que não podemos ver ou o que não podemos ouvir não significa que não existe, como a luz ultravioleta. Há muitos objetos invisíveis ou voz não ouvida no mundo. Não importa que seja "objeto ou voz da virtude" ou "objeto ou voz maligna", não poderíamos provar que eles não existem. Da Escritura do Budismo, podemos encontrar isso. É pena que a maioria das pessoas nunca conheça ou leia a Escritura do Budismo. Embora conheçam ou leiam a escritura do budismo, não poderiam compreender o ensinamento de Buda, como o que foi dito anteriormente.
No mundo, existem 99,99% de pessoas que buscam o que as coisas existem e querem ter algo em mãos, como boa formação acadêmica, bom título ou carreira, fama, poder, muito dinheiro, amor, cônjuge ou filhos, e assim por diante. Ninguém quer ser Buda, porque Buda parece sempre nos ensinar a desistir daquilo a que nos apegamos. No entanto, você já pensou que o que foi mencionado acima tenha pertencido ao Siddhartha, antes de ele deixar sua família. E por que seu ensino poderia ser apoiado proativamente por pessoas por mais de dois mil anos, depois que ele tivesse iluminado e atingido o estado de Buda. Vale a pena pensar e entender seu significado, se você estiver interessado.
O Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte de seu próprio coração.” O significado de desejo e amor nesta escritura é mais estreito como mencionado no primeiro capítulo. Isso significa que as pessoas romanticamente gostam de alguém ou são sexualmente atraídas. Se as pessoas se apegam a esse desejo e amor, seu pensamento, mente e coração são limitados. Isso também significa que as pessoas seriam ligadas ao pouco desejo e amor, e muitos problemas e aflições seriam assim causados.
Somente quando as pessoas cortam esse pequeno desejo e removem o pouco amor, é possível que permaneçam permanentemente no estado sem desejo e sem amor, e experimentem o estado sem problemas e sem aflição. A mente e o coração estariam na clareza e na paz. Por quê? Em nosso exterior, qualquer objeto ou situação não causaria nossa atenção ou apego. Em nosso interior, já que não há apego, nenhum problema ou aflição não mais ocorreria.
E então, o grande desejo e o grande amor seriam assim surgidos, isto é, para atingir o estado de Buda e salvar todos os seres sencientes. Então, você pode achar que parece abandonar algo, mas, ao mesmo tempo, parece possuir algo diferente. Podemos chamá-lo de transformação ou sublimação.
Em segundo lugar, cortar o desejo e remover o amor nos ajudaria a reconhecer a fonte do nosso próprio coração. Como mencionado acima, nós permaneceríamos no estado sem desejo e sem amor. Mantendo esse estado continuamente, seria possível reconhecermos a fonte de nosso próprio coração, isto é, o Vazio. O coração no estado de vazio é como o universo que inclui o todo. É também como o mar que pode conter todos os seres. Então, o limite do coração é ilimitado.
“Alcançar o princípio profundo do Buda, perceber a lei do não fazer, não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o karma, não ter pensamentos, não ter fazer, são não praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o próprio estado mais elevado de todos ”Você descobriu que tal conceito parece violar nosso conhecimento e o que aprendemos na escola e na sociedade. Então, se usarmos o conhecimento ou a lógica do passado, o que aprendemos da escola e da sociedade para ler este capítulo, não poderíamos entender o significado como foi dito por Buda. A maioria das pessoas não conseguia entender o significado como dito por Buda, eles até mesmo entendem errado.
Nós podemos ter uma pergunta. Se não há pensamento nem fazer, por que o Buda Siddhartha ensinou e falou sobre a lei de Buda por quarenta e nove anos, e o que ele havia pensado e o que havia feito durante esse tempo? Podemos achar que ele pensou e fez muito, incluindo este capítulo.
No passado, algumas pessoas aprenderam sobre não pensar e não fazer, e caíram no silêncio da morte, no corpo físico e mental. Eles não entenderam que o significado dito por Buda é apenas um estado de aprendizado de Buda. Quando a maioria das pessoas já ouviu o não-pensamento, o não fazer e o Vazio, elas não sabem o que fazer, porque não entendem o profundo princípio de Buda. Qual é o profundo princípio de Buda? Em uma palavra, Vazio e Existência são um. Ou, o vazio e o não-vazio são um. Quando experimentamos e nos mantemos no estado de não pensar e não fazer, podemos perceber que qualquer pensamento e qualquer ato são feitos a partir do não-pensamento e não-fazer. Isto é, qualquer situação ou qualquer assunto ou qualquer existência é ocorrida a partir do Vazio e, finalmente, eles retornariam ao Vazio.
Sentar-se para a meditação é uma forma de experimentar o não pensar e o não fazer. Neste momento, é possível entrar em contato e reconhecer o verdadeiro eu. Então, nós também reconheceríamos que nosso pensamento e nossa ação não seriam mais restringidos pelo valor mundano ou pela consciência. Neste momento, é possível para o nosso corpo mental experimentar a verdadeira liberdade. Por quê? O valor mundano, visão ou consciência é definido pelo humano. Todos eles estão ligados ao humano, situação, matéria ou fenômeno. Essas coisas não são permanentes, porque são causadas por causas e condições internas e externas. Uma vez que qualquer causa ou condição tenha desaparecido, qualquer valor, visão ou consciência mundana não seria estabelecida e também desapareceria. É por isso que o Buda disse que todo fenômeno é como a ilusão. Se nos apegamos a tal ilusão, somos como na escuridão e não temos a sabedoria.
“Não ter nada sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora” Isso significa que não devemos nos apegar a nada do nosso interior ou exterior. A razão é exatamente como o supracitado.
“Não apertar o Tao de coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer nada.” Mesmo o Tao como o que havia dito neste capítulo, não devemos nos apegar a ele. O Buda disse que, não importa a lei de Buda ou o Tao como mencionado, que é como um barco a ser usado para atravessar o rio do sofrimento. Quando chegarmos à margem de libertação e liberdade, o barco não será mais necessário. No vazio do coração, não há Dao. Mas o Dao também existe lá. Por quê? Quando precisamos, fazemos uso disso. Quando não precisamos, nós o colocamos abaixo. É por isso que não apertar o Tao no coração.
"Nem coletar o carma" O karma significa que a ação de uma pessoa pode influenciar a vida presente e a vida futura. O carma inclui o carma da virtude e o carma maligno. A maioria das pessoas conhece o mau carma. Apenas poucas pessoas conhecem o karma da virtude. Tal como se tornar um Sramana e colocar o Dao em prática, ele é visto como o karma da virtude. Fazer as coisas boas e ajudar os outros também é visto como o karma da virtude. Por que não coletar o karma? Aqui, isso significa a virtude karma. É lembrar ao Sramana não se ligar ao karma da virtude. Porque, mesmo que uma pessoa faça as coisas boas e se apegue a ela, isso também causaria o problema no coração, e se tornaria o obstáculo para a prática do Tao. Em outras palavras, não coletar o karma significa não coletar o problema.
"Não tenha pensamentos, não faça" Como já mencionamos acima, com base no não-pensamento e não-fazer, entendendo a ilusão do fenômeno surgido de causas e condições, quando deixamos a meditação de sentar, qualquer pensamento correto é capaz de acontecer, e poderíamos fazer qualquer coisa certa, para beneficiar os outros e a nós mesmos. Mesmo assim, lembre-se do que o Buda dissera para não coletar o karma. Depois de termos feito alguma coisa boa, vamos esquecer e esquecer.
“Não são praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o mais elevado estado de todos”. Isso não significa que não precisamos praticar o Tao ou prová-lo. Isso significa que ainda temos que praticar o Dao, antes de estarmos no estado de não praticar e não provar. Como escalar a montanha, temos que caminhar para o destino passo a passo. Quando chegamos ao destino ou estamos no topo da montanha, é a melhor prova. Isso significa que não precisamos praticar mais quando já praticamos o Dao completamente. No sentido profundo, quando reconhecemos a fonte do coração, o Vazio e percebemos a lei do não-fazer, não ganhamos nada por dentro e nada é exigido do lado de fora, o que devemos praticar? O que devemos provar? Nada poderia ser prática e nada poderia ser provado. Praticar e provar é supérfluo em si mesmo.
Como mencionado no primeiro capítulo, mencionou os níveis sucessivos do estado de praticar. O Sramana é o nível mais alto. O Arhat é menor que o Sramana. No primeiro capítulo, mencionou que Arhat tem que seguir os 250 preceitos. Mas podemos descobrir que não há preceitos que devam ser obedecidos pelo Sramana. Por quê? A resposta pode ser encontrada no conteúdo mencionado acima.
“O Sramana não experimenta os níveis sucessivos, mas alcança o próprio estado mais sublime de todos.” O Sramana já provou seu fruto do Dao pelo modo silencioso e disforme. Se uma pessoa já esteve no topo da bem-aventurança e da liberdade, não é necessário que ele prove que nível de bem-aventurança e liberdade ele é. Como já temos muita fortuna, precisamos provar quantas riquezas somos? Não é necessário, porque o fato está aí.
Mesmo que não sejamos monge budista ou Sramana, isso não significa que não pudéssemos ou não pudéssemos colocar o Tao como dito em prática. O exterior do monge budista e do não-monge budista pode ser diferente. Mas o coração e a mente deles com a prática do Tao não são diferentes. Nos tempos modernos, as fêmeas não devem ser excluídas. O gênero não seria o impedimento de praticar o Dao e provar o Tao. Inglês: (Chapter 2)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 16:46 TaoQingHsu (Prólogo) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
O conteúdo
Prólogo
O Honrado Pelo Mundo, tendo atingido o estado de Buda, fez tal meditação, que deixar de lado o desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória. Morando na grande meditação, conquistando todos os caminhos dos demônios, o Buda girou a Roda da Lei das Quatro Nobres Verdades no Jardim dos Veados e salvou Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas que haviam provado o fruto de Dao. Houve também várias perguntas ditas por Bhikkhu, que perguntaram ao Buda sobre o avanço e pararam. O ensino e a admoestação do Honrado Pelo Mundo permitem que eles se iluminem um por um. Colocando as palmas das mãos juntas, elas respeitosamente prometeram cumprir a admoestação do Honrado pelo Mundo.
Este prólogo introduziu a causa, condição e situação sobre o ditado para os quarenta e dois capítulos seguintes.
“O Honrado Pelo Mundo”, que é um dos dez nomes de Buda, é que os discípulos budistas respeitosamente chamam seu professor, o Buda Sakyamuni, quando eles estão aprendendo e falando sobre a prática ou ensinamento de Buda com seu professor. Por que é chamado de “o Honrado Pelo Mundo”, porque o Buda possui muitas virtudes que são estimadas pelo público, pelas pessoas comuns e pelos santos no mundo e nas pessoas no céu. Depois que Siddhartha morreu, o público o chama respeitosamente como o Buda Sakyamuni, é especialmente mostrado na escritura chinesa do budismo. Pessoas iluminadas não se chamariam de Buda ou do Honrado Pelo Mundo. Por quê? Pense nisso.
“Ter atingido o estado de Buda” significa que Siddhartha se iluminou e se libertou do sofrimento mundano, foi capaz de falar da lei de Buda para o público e salvou as pessoas que estão sofrendo.
“Fez tal meditação” significa que ele se sentou sob a árvore Bodhi e contemplou profundamente como salvar as pessoas que estão sofrendo.
"Que deixar de lado o desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória". Podemos descobrir que o pensamento de Buda Sakyamuni é diferente das pessoas comuns. A maioria das pessoas pensa que ter a família, autoridade, riqueza, status elevado no trabalho ou na sociedade, que é que eles têm as vantagens mais do que os outros, é a vitória. Se eles querem ter tantas coisas, eles devem ter o forte desejo por essas coisas, e devem ter a habilidade social flexível, caso contrário, eles não alcançarão o sucesso. No entanto, o Buda Sakyamuni pensou que sair do desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória.
Em outras palavras, isto é, nenhuma competição, nenhuma luta, nenhum argumento e nenhum coração para alcançar o sucesso mundano são a melhor vitória. De nós somos uma criança, que o que nós somos educados são implantados o conceito de sucesso sobre a competição, luta e argumento para a nossa vida melhor, não importa se estamos na escola ou na sociedade. Parece que se não fizermos essas coisas, seremos um perdedor em nossa sociedade, no mundo e em toda a nossa vida. E parece que, se não existem tais conceitos para nossos filhos ou para o público, nosso país perderá o poder da competição no mundo. Tal conceito faz com que muitas crianças e pessoas estejam em estado de ansiedade, medo, sofrimento e mau humor, e as façam ter doenças no corpo físico e mental. Então, devemos esgotar a força física e espiritual das pessoas e os recursos de saúde e gastar muito tempo para tratar essas pessoas.
Portanto, você pode observar que o conceito secular a ser considerado o certo, inteligente e a vitória do público é considerado por Buda Sakyamuni como nenhum brilho. Em outras palavras, o que o pensamento das pessoas comuns é escuridão e estupidez.
Muita gente pensa que tal conceito de Buda Sakyamuni não será positivo e permitirá que seus filhos ou pessoas percam a competição por sua vida no mundo. Eu tenho que dizer que todos eles entendem mal o ensinamento de Buda. De fato, o desejo positivo ocorre de nenhum desejo e do estado de silêncio. Por quê? Se o Buda Sakyamuni não tinha desejo, como seria possível ele falar da lei de Buda por 49 anos e salvar seres conscientes para libertar-se do sofrimento? Em outras palavras, seu desejo havia sido sublimado por ele mesmo. Então, podemos ter dúvidas. Qual é a diferença entre seu desejo e o desejo das pessoas comuns? Ou qual é o desejo sobre o ensinamento de Buda? Pense nisso. Desta escritura, você pode encontrá-lo.
Na explicação estreita, o desejo significa imundícia, como o ganancioso por dinheiro, o amor ao erótico, e assim ocorria o ódio ao povo, a arrogância e a falta de confiança, que manchariam nosso coração para ferir a nós mesmos e aos outros, e nos faz sofrer. Então, a motivação de tal desejo é o egoísmo. Em tal situação, o coração é como grandes ondas, como poderia estar em paz? Deixando de lado esse desejo, não haveria aflição. Nosso coração estaria no estado de paz e silêncio, o que significa que o coração é claro, limpo e puro.
“Morando na grande meditação, conquistando todos os caminhos dos demônios”, o que significa que quando Siddhartha vivia na grande meditação sob a árvore Bodhi, o demônio no céu queria testá-lo e saber se Siddhartha havia eliminado o desejo de coração ou não. . Então, o demônio transformou seus familiares em três lindas garotas, que atraíram Siddhartha com sua beleza e sensualidade. Siddhartha não foi atraído por eles. Pelo contrário, Siddhartha assimilou-os. E então, o demônio no céu tornou-se o defensor para proteger e manter o budismo e suas escrituras.
“O Buda girou a Roda da Lei das Quatro Nobres Verdades no Jardim Selvagem dos Cervos”, o que significa que Siddhartha fala da Lei Buda em relação às Quatro Nobres Verdades, o que significa o sofrimento, o acúmulo, a eliminação e o Dao. . No budismo, girar a roda da lei significa ensinar ou falar da lei búdica. Siddhartha, na profunda contemplação, descobrira que os seres sencientes estavam sofrendo e acumulando o sofrimento todos os dias. Quando pensam em eliminar o sofrimento, entram no Tao para se libertarem do sofrimento, o que significa que entrariam no caminho de Buda.
Em relação ao sofrimento, oito sofrimentos são mencionados, que são o sofrimento da vida, envelhecimento, doença, morte, afastando-se do ente querido ou amado, encontrando-se em ódio, exigindo algo que não poderia ser contente, e o sofrimento de flamejante em cinco agregações.
Tais sofrimentos seriam acumulados dia a dia e, assim, aumentariam nossa aflição. Somente quando sentimos tal aflição, teríamos um pensamento para eliminar o sofrimento. Assim, é possível praticarmos o Tao e provar o Tao, o que significa libertar-nos do sofrimento e, além disso, ajudar os outros a se libertarem do sofrimento.
O Deer-Wild Garden (o sânscrito é mṛgá-dāva) é um lugar famoso na Índia. Na lenda, havia dois Pusa que se transformaram no Rei dos Cervos e se ofereceram ao Rei Humano para proteger o rebanho de veados. O Rei-Humano prometeu e construiu um jardim para proteger o rebanho de cervos. Então o lugar era chamado de Jardim dos Veados-Selvagens. É o primeiro lugar que Siddhartha rodou a Roda da Lei, e é por isso que é tão famosa.
“Salvo Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas que provaram assim o fruto de Dao.” Quando Siddhartha se iluminou sob a árvore Bodhi, ele pensou qual deles poderia ser salvo. Então, ele pensou nas cinco pessoas, que eram seus parentes e seu protetor para acompanhar com ele a prática do Tao. Ajñāta Kaundinya é um deles. Eles haviam experimentado a prática ascética juntos. Mas, Siddhartha finalmente acha que a prática ascética não funcionou para a iluminação. Siddhartha então aceitou a oferta de leite de uma menina. Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas pensaram que Siddhartha desistiu da prática ascética e depois o abandonou. Depois que Siddhartha aceitou a oferta de leite de uma menina, ele retornou a árvore Bodhi e sentou-se para meditar continuamente. Então, em uma noite, ele se iluminou completamente. Depois disso, ele falou sobre a primeira escritura “A escritura da grande direção, amplamente difundida pela solenidade”, que em sânscrito é mahā-vaipulya-buddhâvata-sātra-sūtra. Esta é uma escritura incrível. No entanto, é pena que seja difícil de ser compreendido pelas pessoas comuns. Então ele teve que falar sobre o que as pessoas comuns poderiam aceitar e entender, como essa escritura.
Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas foram as primeiras pessoas a serem salvas por Siddhartha e se tornaram seu primeiro discípulo, que havia provado o fruto de Dao. Isso significa que eles alcançaram o fruto de Arhat. Então, quando somos iluminados, quem será salvo por nós? Naturalmente, nossos familiares ou parentes serão os primeiros. Então, como essas pessoas devem ser iluminadas? Quando você ler, entender e compreender cuidadosamente esta escritura, você saberá.
“Também houve várias perguntas feitas por Bhikkhu, que perguntaram ao Buda sobre o sinal verde e pararam.” Bhikkhu é sânscrito. Significa monge budista. Também tinha o significado de romper o mal no coração, aterrorizar o demônio, purificar para obedecer aos preceitos e o erudito implorando, o que significa que eles praticam o Tao para cortar seus problemas, conquistar o demônio dentro e fora, obedecer os preceitos com o coração limpo, e para pedir comida, de modo a manter a vida para praticar o Dao e eliminar o coração ganancioso.
O mal no coração e o demônio de dentro e de fora significa os problemas e aflições no coração. O ir em frente e parar estão relacionados a como colocar o Dao em prática, o que deve ir em frente e o que deve ser parado quando se pratica o Dao, o que também é mencionado nesta escritura.
“O ensino e a admoestação do Honrado Pelo Mundo permitem que eles se iluminem um por um. Colocando as palmas das mãos juntos, eles respeitosamente prometeram cumprir a admoestação do Honrado pelo Mundo. ”Então, se você tivesse entendido e entendido completamente essa escritura, você poderia ser inspirado ou iluminado da mesma forma que os monges budistas. Inglês: (The Prologue)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.07.10 21:45 agscontabilidade ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

A maioria das pessoas reclama da falta de tempo que dispõe para suas atividades diárias devido à enorme carga de tarefas que tem para executar.
O que ocorre é que as pessoas quando aprendem em um curso acadêmico, ou mesmo ingressam de alguma forma em uma função, profissão, são sempre instruídas sobre “O que” fazer sendo ignorado o modo como se fazer o trabalho, principalmente aos detalhes que fazem o diferencial para se obter uma maior eficiência e eficácia.
Não basta ser especialista no que se faz, é que preciso ter noções da melhor maneira de realizar o trabalho.

COMO ADMINISTRAR MELHOR O SEU TEMPO?

Tempo é das coisas mais indefiníveis e paradoxais: o passado já se foi, o futuro ainda não chegou, e o presente se torna o passado, mesmo enquanto procuramos defini-lo, e como se fosse um relâmpago, num instante existe e se extingue.
Na maioria dos casos, a análise revela que, com alguns ajustes, o indivíduo poderá produzir muito mais, com menos dispêndio de esforços. Chama-se “trabalho inteligente”.
ORGANIZE UMA AGENDA DO TEMPO
Para identificar com precisão como você ocupa o seu tempo, faça uma agenda, dimensione exatamente o percentual de tempo utilizado em cada tipo de atividade.
Pois não podemos controlar nosso tempo se não sabemos exatamente como o estamos utilizando.
Geralmente somos levados a achar que sabemos como utilizamos nosso tempo, mas nem sempre isso é verdade.
O princípio básico para utilizar bem o tempo é priorizar as tarefas realmente importantes e que nos trazem maiores resultados, aquelas que sempre deixamos para executar depois das mais fáceis!
Avaliar a forma como utilizamos nosso tempo é o primeiro passo que devemos dar, e após isso questionar: Os resultados seriam melhores se eu passasse o meu tempo trabalhando em outra atividade?
Como eu poderia executar as tarefas mais importantes com mais freqüência e eficiência?
Um outro aviso importante: Geralmente seus colegas de trabalho tem o costume de lhe passar material, assuntos e tarefas que não dizem respeito à sua atividade principal (ao seu foco).
Este tipo de material deve imediatamente ser retornado à pessoa que realmente deve dar continuidade. Responda na própria correspondência e retorne imediatamente.
Não deixe nada entulhando sua mesa ou caixa postal de e-mail. Sempre que possível evite dar respostas como: Vou ver e lhe retorno depois!. Assim que tiver um retorno lhe informo!
Dê as informações necessárias já no momento para que a pessoa mesmo pesquise sozinha! Não atue como intermediário de nada.

VOCÊ REALMENTE SABE COMO USAR SEU TEMPO?

A primeira medida para melhorar a utilização do tempo é verificar como ele vem sendo empregado.
Muitas pessoas imaginam que sabem como usam seu tempo, mas quando eles são registrados, numa “tabela de tempo”, o resultado é surpreendente para estes indivíduos.
Algumas situações comuns observadas numa tabela de tempo:
Para efetivamente avaliar a utilização do tempo, é necessário questionar o efetivo uso do mesmo.

QUANTO TEMPO UTILIZAR EM CADA TAREFA?

A lei de Parkinson diz que o trabalho tende a preencher (ou adaptar-se) ao tempo disponível ou alocado para ele.
Se você alocar uma hora para uma determinada tarefa, terá mais chances de terminar o trabalho dentro desse prazo, caso estabeleça duas horas para o mesmo trabalho provavelmente utilizará as duas horas para o trabalho.
Estabeleça sempre a quantidade de horas e datas para conclusão de projetos, provavelmente descobrirá um meio de fazê-lo dentro do prazo estabelecido por você, e sua produtividade aumentará bastante.
DIVIDINDO SEU TRABALHO DE ROTINA EM LOTES
A divisão em categorias e o agrupamento de seu trabalho podem ser chamados de “agrupamento”. Processe as informações e as tarefas semelhantes em lotes, reduzindo dessa forma, o desperdício e o deslocamento.
Você executará cada tarefa de forma mais eficiente. Muitos elementos de seu trabalho podem ser reduzidos a simples rotinas que lhe permitirão concluir tarefas semelhantes no mínimo tempo possível.
Esses tipos de tarefas realmente se prestam ao agrupamento. As vantagens de abordar o seu trabalho dessa maneira são várias.
Você verá que o trabalho em lotes permite que você se prepare e se organize para ele de uma só vez, ao invés de ter de fazê-lo várias vezes se o trabalho for feito aleatoriamente.
SUPERANDO O ADIAMENTO
O adiamento provavelmente consumirá mais tempo no seu local de trabalho do que em qualquer outro lugar.
Se você for uma pessoa que costuma adiar, a mudança de atitude para o Faça Agora será um elemento chave para ajudá-lo a identificar onde existe adiamento nos seus hábitos profissionais e a superá-lo.
A maioria das pessoas é muito inteligente, até mesmo engenhosa, no que diz respeito a adiar as coisas. “Eu não tenho muito tempo” é uma desculpa comum.
“Eu acho que eles disseram que não estariam aqui hoje, então eu não liguei.” “Não é tão importante.” A lista de motivos pelos quais uma tarefa não pode ser concluída é interminável.
Seja tão esperto para concluir as coisas quanto o é para adiá-las. Insista até encontrar a solução para cada problema sem adiá-lo.
É aí que você deve concentrar o poder de sua mente, e não em desculpas inteligentes.

AS 8 MANEIRAS DE SUPERAR O ADIAMENTO

1) Faça agora e fará uma vez somente: Não fique lendo e relendo para fazer uma ação. Leia e aja.
2) Clareie a sua mente: Não postergue nada. Programe o que você vai fazer e realmente faça ou esqueça o que você não vai fazer.
3) Resolva os problemas enquanto eles são pequenos: Caso contrário seus problemas crescerão e consumirão mais tempo.
4) Diminua as interrupções desnecessárias: Isso o ajudará a ser mais produtivo.
5) Coloque os atrasos em dia: Os trabalhos atrasados criam o seu próprio trabalho extra.
6) Comece a operar visando o futuro e não o passado: Trabalhe sempre de forma preventiva, antecipando-se.
7) Pare de se preocupar: O grande dano do adiamento é o cansaço mental e psíquico que isso causa.
8) Agora sinta-se melhor em relação a si mesmo: A conclusão de tarefas evita o estresse e a ansiedade e traz mais autoconfiança e auto-respeito.

ESQUEÇA LEMBRANDO

A maioria das pessoas tem certo orgulho da sua capacidade de se lembrar de “tudo” o que deve ser feito.
É um jogo mental que fazem. Embora possam ter sido bem-sucedidas em uma certa época, o ritmo atual do trabalho e da vida particular e o volume de atividades com as quais devemos estar em dia aumentaram tanto que é impraticável estar por dentro de mil coisas a fazer.
Essa preocupação constante de tudo o que precisam fazer, lembrar-se de tudo, simplesmente lhe sobrecarregam, principalmente porque acabam se lembrando de “tudo” nos momentos menos interessantes.
Os executivos e gerentes deveriam se interessar mais em esquecer todas as coisas que têm a fazer. Sim eu disse esquecer.
O que as pessoas precisam é de ter um sistema adequado em prática para se lembrar dessa infinidade de detalhes quando, e só quando, for preciso. Parece loucura? Na verdade não é.

3 PRINCÍPIOS GERENCIAIS CLÁSSICOS DE ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO

Três princípios gerenciais clássicos de administração de tempo estão sendo seriamente questionados pelos estudiosos. Estes conceitos são:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
  2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
  3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
O fato é que todo mundo já utilizou estas técnicas frequentemente com algum grau de sucesso.
No entanto, renomados experts como Peter Drucker, Merrill Douglass e o filósofo do século XX, Vilfredo Pareto, afirmam que elas precisam ser descartadas a fim de abrir caminho para métodos mais eficazes.
Aparentemente, as regras são boas. Cada uma delas, entretanto, contém aspectos negativos.
Analisemos em separado estas diretrizes para descobrirmos por que elas precisam ser riscadas do livro de regras gerenciais.
1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
O que há de errado nisto? Uma porção de coisas. Conforme Drucker aponta, é preciso equilibrar o trabalho com o tempo.
Lembre-se que o tempo é imutável, ao passo que o trabalho é flexível como massa para modelar. Ele pode ser pressionado, moldado, reformulado e dividido.
Portanto, o trabalho deve sempre subordinar-se ao tempo disponível. Atacar com entusiasmo sua lista diária de itens a fazer não é suficiente.
O tempo deve ser realisticamente programado para que as tarefas certas realmente sejam feitas.
2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
Se é urgente, deve ser importante, certo? Errado! Quem é que diz que o assunto é urgente?
É você, seu chefe, sua secretária, um cliente, um empregado, um vizinho? Urgente implica em necessidade de atenção imediata.
Mas quem está exigindo atenção imediata? Como a tarefa em questão se relaciona com os objetivos a serem atingidos?
Na realidade, existe um relacionamento matricial entre assuntos urgentes e importantes. Esta correlação pode ser simplesmente citada como:
“Assuntos urgentes podem ser importantes, mas não necessariamente.” São quatro os possíveis relacionamentos. O assunto pode ser: Tanto importante quanto urgente Ex.: você está quase perdendo seu principal cliente. Importante mas não urgente Ex.: planejamento estratégico para os próximos três anos. Urgente mas não importante Ex.: a maioria do telefonemas. Nem urgente nem importante Ex.: conversa fiada ou comentários excessivos sobre o jogo de futebol da semana passada.
Conclui-se, portanto, que assuntos importantes (os que têm vínculo com os objetivos) deverão sempre ter prioridade sobre assuntos meramente urgentes (os que pressionam pelo tempo), uma vez que atenção deixará pouco tempo para fazer o que realmente é importante.
3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
Há quase 100 anos, Pareto questionou este conceito. O Princípio de Pareto postula que para qualquer número de itens, um pequeno número destes itens é muito mais importante do que o restante.
Por exemplo, 20% dos clientes de uma companhia provavelmente são responsáveis por 80% das vendas, ao passo que 20% dos itens em estoque podem representar 80% do inventário.
O Princípio de Pareto é uma prescrição de discriminação. Ele propõe dedicar mais atenção aos itens importantes e menos atenção aos itens de menor importância.
Conclui-se, portanto, que uma carga de trabalho uniforme, que trata de todas as tarefas da mesma maneira, não atende à necessidade do executivo.
O esforço concentrado em poucos assuntos importantes é que abre o caminho para a produtividade gerencial.

ALGUNS PASSOS PARA GERENCIAR SEU TEMPO COM MAIOR EFICÁCIA

Mesmo com os três conceitos “furados” colocados em perspectiva, a questão permanece.
Que regras poderão realmente ajudar-me a melhor administrar meu tempo? O primeiro passo para melhor administrar o tempo é determinar como é utilizado.
A maioria as pessoas acha que sabe como ocupa seu tempo mas, comumente, quando os fatos são registrados num quadro de tempo, o resultado é surpreendente.
Situações típicas demonstradas nesse quadro são:
  1. Julgamentos bruscos feitos em relação a assuntos altamente importantes;
  2. Conversas telefônicas que se estendem em demasia
  3. Períodos de incessantes interrupções nos quais nada de significativo é feito;
  4. Longo envolvimento em assuntos de pouca importância que poderiam ser delegados ou ignorados;
  5. Períodos de escravidão à burocracia, nos quais a “papelada” domina o dia;
  6. Ausência de tempo para pensar ou planejar.
A percepção de como você usa seu tempo implica num esforço de cronometrar suas atividades diárias e registrar os resultados para análise.
Para ajudar a capturar seu dia como ele realmente é, siga estes passos:
Passo 1 – Faça um quadro de tempo.
Use uma agenda, um caderno ou um bloco e anote de 30 em 30 minutos o que você esteve fazendo durante a meia hora que passou. Registre suas atividades por uma semana.
Passo 2 – Reveja o quadro.
Faça um resumo dos resultados. Veja quanto tempo você gastou em assuntos realmente importantes, quanto tempo foi gasto inutilmente e quanto foi dedicado à rotina.
Passo 3 – Reflita.
Você está realmente aplicando o tempo nos assuntos que o ajudarão a atingir seus objetivos?
(você poderá concluir que, certamente, seu tempo não está sendo bem utilizado, mas justifica assim “não existem horas suficientes no dia e, além disso, as pessoas vivem me interrompendo.”).
Para resolver este problema, examine os maiores estranguladores de tempo e deixe mais tempo livre para os assuntos importantes.
As seguintes atividades tendem a dominar o dia do gerente/profissional:
Para ganhar tempo, analise seu dia visando eliminar atividades inúteis. Aqui estão alguns indicadores para manter-se livre da maioria dos estranguladores de tempo:
Passo 4 – Pergunte a você mesmo se realmente precisa ver toda aquela papelada.
O fato de ter sido mandada para você não significa que deva perder tempo com ela.
Faça uma lista dos documentos que recebe; classifique-os em grupos de prioridades A, B e C.
Então, delegando, eliminando e condensando, reduza drasticamente seu gasto de tempo com os itens C e, em menor grau, com os assuntos B, permitindo desse modo, mais tempo para os de prioridade A.
Passo 5 – Discipline suas reuniões para obter resultados mais eficazes em menos tempo.
Volte às bases. Todos conhecem o assunto e o objetivo da reunião? É comum os participantes não saberem o objetivo da reunião (às vezes, nem o líder tem uma idéia clara).
Estabeleça o objetivo da reunião de forma cristalina. Antes dela, faça uma agenda detalhada e, finalmente, registre os resultados em ata.
Pergunte-se também se a reunião realmente é necessária. Talvez não seja e, sim, uma perda de tempo para todos os participantes.
Passo 6 – Determine quanto tempo você dispõe para diálogos (para ouvir, resolver problemas, conversar); então, racionalize o seu tempo de acordo.
Precisa receber todas as pessoas que querem falar com você? E pelo tempo que elas quiserem? Obviamente não.
Muitos dos seus visitantes poderão ser bem atendidos por outra pessoa que não você.
Se tem outras prioridades, é uma prerrogativa sua determinar os limites de tempo dos seus diálogos.
Redobre, portanto, seus esforços para organizar sua agenda de entrevistas.
Passo 7 – Estabeleça um código de conduta telefônica.
Evite escravizar-se ao telefone. Agrupe as ligações para logo se ver livre delas. Evite interrupções telefônicas quando estiver trabalhando em assuntos importantes (desligue o aparelho, ou peça a alguém para anotar recados).
Se precisa fazer ligações diariamente, tente estabelecer um horário para isso. Evite pegar o telefone impulsivamente – organize seus pensamentos e discuta os assuntos em uma seqüência ordenada.

DE VOLTA AOS ANTIGOS CONCEITOS

Para administrar eficazmente o seu tempo, basta fazer uma revisão nos conceitos “furados”.
Com o acréscimo de algumas palavras, os velhos conceitos se transformam em poderosas diretrizes gerenciais.
Eis a versão revisada:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente; então, estabeleça prioridades e programe as atividades, concentrando-se nestas tarefas até que os itens programados estejam executados.
  2. Cuide primeiro dos assuntos importantes; estes devem sempre prevalecer sobre aqueles que meramente parecem urgentes.
  3. Distribua sua carga de trabalho proporcionalmente de acordo com a importância dos assuntos que você tem à mão.
Estas mudanças, aparentemente sutis, transformam os três conceitos “furados” de tempo em regras altamente eficazes.
Siga estas diretrizes e você se tornará mais eficaz – produzindo mais em menos tempo.
COMO DELEGAR
A delegação determina em grande parte a sua eficácia como executivo, gerente ou supervisor. A qualidade do seu trabalho.
também depende de sua capacidade de delegar adequadamente. Se você o fizer, multiplicará a sua produtividade.
Quanto mais cedo detectar, no seu processo de planejamento, a sobrecarga de trabalho, sua ou de outra pessoa, mais eficaz você será corrigindo o problema.
Não espere fazer tudo sozinho. Talvez você perca muito tempo tentando dominar algo em que não é muito bom.
Delegar, apropriadamente, à pessoa certa, com experiência adequada, é uma das habilidades executivas mais importantes.
Quando você delega, está designando uma tarefa a uma pessoa e a autoridade para executá-la, mesmo que não transfira a sua responsabilidade pessoal, que continua com você.
O Delegante Eficaz
  1. Identifica a pessoa certa para fazer o trabalho.
  2. Delega agora, dando tempo suficiente para a conclusão.
  3. Expõe claramente o objetivo.
  4. Fornece todas as informações necessárias para a conclusão da tarefa.
  5. Certifica-se de que o staff entendeu a tarefa antes de começar a trabalhar.
  6. Marca uma data para conclusão.
  7. Incentiva um plano de projeto por escrito.
  8. Monitora periodicamente a evolução.
  9. É acessível para esclarecimentos e conselhos.
  10. Assume a responsabilidade, mas dá crédito à pessoa que realizou o trabalho.
  11. Ajuda o staff a crescer, conferindo-lhe novas responsabilidades.
Faça agora
O primeiro passo para começar a aproveitar melhor o tempo é organizando o espaço de trabalho.
É necessário começar pelas pilhas de papéis e documentos que povoam mesas dos escritórios.
Ao pegar no papel ou documento pela primeira vez deve-se resolver de imediato, tratar do assunto e direcionar o papel para o lugar certo.
Não se pode usar dos adiamentos, pois quanto mais adiar-se uma tarefa, outras mais se acumularão.
Portanto, ao se tratar de um assunto, deve-se resolver no ato (faça agora), para não simplesmente trocar o problema (papel) de lugar.
Além disso, é importante que se faça tudo de uma vez só, não compensa perder tempo para ler cada um dos documentos, para ler depois analisar e por fim tomar uma providência.
O correto é logo que se começar a resolver um assunto, o fazê-lo de uma só vez, eliminando-se etapas desnecessárias do processo de trabalho.
Outro aspecto importante é trabalhar-se com a mente limpa. Milhares de afazeres menores rondam a mente tirando a atenção da pessoa do assunto a ser tratado no momento por serem puxados pela memória.
Por isso, deve-se eliminar essas pequenas coisas para depois se ter maior concentração maiores facilitando-se sua execução.
Além do que, a importância de se tratar de pequenos problemas está no fato de que assim evita-se que se tornem problemas maiores e mais difíceis de se resolver.
Muitas vezes durante o dia as pessoas são interrompidas pelos chefes, companheiros de trabalho, subordinados e clientes, justamente por não resolverem pequenos problemas piorados com os adiamentos.
Atrasos geram problemas, e problemas geram interrupções que atrapalham o desenvolvimento das atividades nas quais está-se trabalhando.
Desta forma faz-se necessário identificar as prioridades de trabalho, reservando-se tempo para elas, identificar-se as causas e remediá-las.
Devemos focalizar aquelas atividades que mais podem contribuir para atingir os objetivos globais previstos.
Questionar sempre as urgências, usando os seus critérios e comprando-os com os do interlocutor.
Preocupações impedem pessoas de visualizar o futuro, as prendem a fatos passados, impedindo-as de desempenharem boas ações no presente.
Resolvendo primeiramente as tarefas mais desagradáveis ao invés de adiá-las, evita-se tais preocupações e, sentindo-se melhor, as pessoas trabalham melhor.
Naturalmente, não são todas as tarefas que são possíveis de ser resolvidas no exato momento, algumas dependem de outras pessoas ou fatos, dados indispensáveis momentaneamente, e são essas que devem ser classificadas como pendências.
Há também de se ter pertinência pois há tarefas que são verdadeiramente bobas e não devem merecer atenção imediata.

LIDANDO COM INTERRUPÇÕES

Nem todas as interrupções, obviamente são ruins. Na verdade, existem algumas interrupções boas, aquelas onde se discutem boas idéias.
Para cortar interrupções indesejáveis:
Comece a dividir a sua comunicação em lotes. Evite a cada assunto que surge discutir imediatamente com o responsável por isso.
Em vez disso discuta vários problemas no mesmo momento.

COMO PRIORIZAR ASSUNTOS EM FUNÇÃO DE IMPORTÂNCIA E URGÊNCIA?

A TIRANIA DA URGÊNCIA RESIDE NA SUA DISTORÇÃO DE PRIORIDADES – PELO SUTIL DISFARCE DE PROJETOS MENORES COM STATUS MAIOR, COMUMENTE SOB A MÁSCARA DE “CRISE”.
Assuntos importantes são aqueles que são relevantes em termos de nossos objetivos. Urgências são caracterizadas por uma necessidade premente de se realizar atividades dentro de um prazo específico, podendo ser ou não coincidente com um assunto importante.
Programar seu tempo ou seu trabalho?
“O que é que eu realmente consegui fazer hoje?”, quando, no fundo, você já sabe qual é resposta. Como é que pode acontecer este fenômeno?
É porque nos deixamos ser controlados pelas urgências dos outros, mesmo quando estes assuntos não contribuem de nenhuma forma para objetivos em mira.
Devemos nos perguntar onde estamos e para onde estamos tendendo.
PETER DRUCKER fala que: não conseguimos atingir nossas metas diárias porque, em termos de administração de tempo, procedemos de maneira totalmente inversa, isto é, procuramos espremer uma “massa” que se encontra em processo de constante expansão, dentro de um compartimento rígido e limitado.
O importante é procurar alocar previamente uma parcela de tempo para a execução de tarefa, executando, em primeiro lugar, aquela tarefa que produzir mais resultados ou consequências.
Tarefas importantes e tarefas urgentes
O combate a URGÊNCIAS é fundamental para a concentração do tempo nas IMPORTÂNCIAS.
Para combater as URGÊNCIAS é preciso que:
O que é inesperado não é necessariamente importante! Diante do inesperado, resista à tentação de execução imediata, procurando antes identificar a importância/urgência da tarefa.
Ordem Pessoas têm mania de guardar coisas sob o pretexto de talvez precisar delas mais tarde. No entanto, deve-se guardar somente o que realmente é importante e pode ser útil mais tarde.
Há um conceito de que a desordem instiga a criatividade, o que não é verdade. Segundo o “Wall Street Journal” as pessoas passam em média 6 semanas por ano procurando coisas no escritório.
Além da ordem ajudar no acesso às informações de maneira rápida, possibilita um ambiente confortável, e isto ajuda a aumentar a produtividade.
Para trato dos papéis, usa-se o sistema de bandejas, sendo uma para entrada de documentos, uma de pendências e outra para saída.
Entrada: assuntos novos; materiais ainda não analisados a serem tratados.
Pendências: aqueles que não podem ser resolvidos de momento; não podem ficar mais de 24 ou 48 horas pendentes.
Saída: assuntos resolvidos, aqueles que já podem ser arquivados ou eliminados.
Um outro ponto crucial é a eficiência, eficácia e rapidez no trabalho, é necessário ter-se todo o material, ferramentas funcionando perfeitamente e saber-se utilizá-los.
Esses materiais vão desde clipes, grampeadores e tesouras até copiadoras, fax e computadores.
É sempre bom manter-se atualizado acerca de novas ferramentas de trabalho que surgem.
Arquivos
Os arquivos devem estar divididos em arquivos de trabalhos do momento, arquivos de referência e arquivo morto.
Arquivo de trabalho do momento: São aqueles em que se trabalham nos projetos atuais.
Devem estar sempre à mão, de fácil acesso como telefones, códigos, política da empresa, endereços, etc.
Depois de serem discutidos (reuniões), há os arquivos de rotina e os de acompanhamento que devem ser divididos de 1 a 12 (representando os meses) e outra parte de 1 a 31(dias); Nestes devem ser colocados aqueles trabalhos diários, substituindo-se lembretes escritos em papéis por anotações na agenda e coloca-se cada arquivo no dia correspondente do mês a ser tratado.
Arquivos de referência: São os projetos futuros e passados, informações sobre os recursos da empresa, informações sobre o pessoal, dados administrativos, verbas, contas de clientes.
Procura-se guardar o que é necessário e, se for possível, entregar documentos a outras pessoas que seja mais conveniente.
Arquivo Morto: Normalmente, arquivos de até três anos, para fins jurídicos e tributários da empresa.
Para os arquivos eletrônicos, é muito útil distribuí-los em pastas a serem criadas por categorias, de acordo com o tipo de arquivo e o tipo de aplicativo existentes.
As mensagens do correio eletrônico devem ser filtradas logo na tela, selecionando os relevantes, apagando as mensagens inúteis e se for realmente preciso, guardá-las.
Porem as que não precisarem ser guardadas devem ser logo apagadas para que não fiquem ocupando espaço.

ORGANIZE SISTEMAS DE FOLLOW-UP EFICIENTES

Porque ter lembretes sempre à frente, não vai necessariamente nos levar à concentração, ao foco e à produtividade.
Se esses lembretes ficarem pendurados durante um determinado tempo, você não os verá mais.
Olhá-los e não tomar uma atitude em relação a todos eles, reforça um hábito: NÃO FAÇA AGORA. Coloque em prática sistemas simples, que permitem superar esses problemas e fazer o trabalho realmente importante.
  1. Transfira seus papéis para um arquivo que lhe permite agendar material, através de lembretes, de acordo com o dia: – (1 a 31) ou por mês (de 1 a 12). Se você envia uma carta e espera resposta em uma semana, coloque o lembrete com uma cópia da carta que irá lembrá-lo de que precisa falar novamente com o cliente.
  2. Também poderá consolidar todas as pequenas tarefas em um caderno de registros o que elimina a necessidade de pequenos pedaços de papel. Use quando você se lembrar de algo e precisa um lugar para escrever. Mantenha nele um diário de atividades em ordem cronológicas. Você deve datar cada um dos registros. Escreva em letras grandes e separe cada registro. Quando concluir uma tarefa, faça um (X) grande sobre ela. Até criar o hábito, deixe-o sempre em cima de sua mesa.
  3. No sistema de agenda, como são datadas, elas prevêm as necessidades futuras e você pode utilizá-las, como um sistema linear de lembretes. A boa regra para qualquer sistema de agenda é você escolher um sistema para mesa com várias seções e características, ou uma de bolso. Utilize agenda que tenha a função de visão rápida da semana. Aprenda a utilizar todos os recursos do seu sistema de agenda.
  4. Existem sistemas de agendas eletrônicas portáteis que podem nos fornecer uma grande quantidade de informações. Qualquer que seja o tamanho existem alguns inconvenientes. Um sistema/agenda do tamanho da palma da mão pode ter um teclado difícil de se trabalhar. Existem programas com várias funções que você pode utilizar para fazer anotações rápidas e depois revisar e ajustar como acontece quando você planeja no papel. Muitas pessoas combinam os sistemas de agenda de papel e eletrônica, que pode imprimir a sua agenda em qualquer tamanho e você poderá levar o impresso ao invés do computador.

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Fonte: Contabilidade em São Paulo - AGS Contabilidade Integrada
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2019.03.09 17:25 O-Pensador Por que imposto é roubo?

Talvez a frase de efeito mais famosa dentre os libertários é: “Imposto é roubo.” Apesar de ser uma verdade, que implica, em particular, a ilegitimidade do estado — visto que roubo é um crime, independentemente se praticado por cidadãos ou se por governos —, o fato é que vejo poucas pessoas que sabem dar uma justificativa correta a essa afirmação. Isto se deve em parte à fácil intuição gerada por ela, pois qualquer um sabe que, se uma pessoa não pagar impostos e resistir às intimidações do estado, ela será sequestrada pelo governo, como ocorreu com o famoso ativista anti-imposto Irvin Schiff, que em 2015 faleceu na cadeia por defender a ilegalidade do imposto de renda nos EUA [1]. Porém, essa constatação da ameaça implícita por trás dos impostos não é suficiente para determinar que o imposto é de fato um crime, embora seja obviamente uma condição necessária. Sendo mais preciso, poderíamos ter duas, e apenas duas, situações onde o imposto poderia ser visto como como algo legítimo, caso fosse: 1) um pagamento previsto em um contrato implícito, chamado “contrato social”, onde, no passado, as pessoas, legitimamente possuidoras de suas propriedades, abriram mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social; e/ou 2) uma taxa forçada feita pelo estado a fim de pagar suas despesas de manutenção, caso análogo a um condomínio, onde a posse territorial do estado seria legítima. Esses dois casos resumem todos os principais argumentos pró-imposto dos estatistas, de modo que para demonstrar que o imposto está fora da lei, é suficiente refutar ambos os casos, mostrando que o contrato social, caso exista como contrato implícito, não pode ser legalmente executável e que o território do estado não é legitimamente apropriado. Daí seguirá nossa famosa tese que imposto é de fato um assalto a mão armada.
Antes, porém, é importante ressaltar que questões sobre o estado ser necessário (e não é) para prover bens públicos [2] ou de seu surgimento ser ou não inevitável [3] dentro de uma sociedade livre são irrelevantes para determinarmos a justiça do imposto, pois estão em diferentes categorias epistemológicas: “imposto é roubo” é uma afirmação dentro do âmbito da Ética, das questões prescritivas, i.e., que tratam do dever, enquanto que as demais questões relativas ao estado são meramente descritivas. E como David Hume observou, [4] um dever nunca deve seguir de um ser, i.e., é epistemologicamente equivocado derivar verbos no imperativo de outros no indicativo – no nosso caso, derivar “você deve pagar impostos” de “o estado é necessário para manter a ordem” ou “o estado é inevitável”. Nesse artigo, vamos nos focar nas disciplinas da Ética e do Direito.
O Contrato Social é Uma Ficção Supérflua
Geralmente argumenta-se que o estado, tendo ou não posses legítimas, pode cobrar impostos, pois existe algum tipo de consenso implícito em torno desse arranjo social — a legitimidade se origina então da anuência dos cidadãos. A esse corpo de ideias que postulam um contratualismo implícito em sociedade feito para manter a ordem e instaurando, para isso, um regime político específico, se dá o nome geral de teorias do Contrato Social.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que o Contrato Social jamais pode ser um contrato executável por lei, ou seja, um acordo cuja quebra pode resultar em retaliação legal. Primeiro porque — como os próprios teóricos contratualistas assumem — ele é implícito, não tendo uma expressão objetiva de consentimento. E, de fato, é deveras óbvio para qualquer um que ninguém foi consultado sobre a aderência ao arranjo político democrático que vivemos hoje. Nunca os estados modernos fizeram consultas entre as populações dominadas para que questionassem suas legitimidades e perguntassem sobre a possibilidade de elas gerirem suas propriedades por si mesmas, sem o estado como decisor último de instâncias. O ônus da prova desse consentimento recai todo sobre os contratualistas, que até agora não forneceram nenhuma evidência nesse sentido. E sequer poderiam. É um fato histórico que em geral os estados modernos surgiram não de um acordo voluntário em sociedade a fim de criar uma administração com a função de centralizar o poder público, mas sim pela conquista militar e ameaça de força física. Isto deveria ser deveras óbvio, pois é completamente irrealista que, dentro de um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos, alguém proponha, como solução a este problema, que ele próprio se torne o arbitrador supremo e monopolista de todos os casos de conflitos, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. Seria uma proposta no mínimo risível, por maior que seja a reputação que esse membro destacado tivesse.
Em segundo lugar, mesmo que tenha havido consenso no passado — e não temos registro algum disso, mas ao contrário, como veremos abaixo —, o Contrato Social é uma relação de subordinação individual e portanto precisa ter uma cláusula de rescisão, haja vista que a vontade humana é inalienável. Sob a ausência de tal cláusula, ele se torna um acordo tão absurdo como um contrato de “escravidão voluntária”, não tendo sentido legal algum. Com efeito, um consentimento sem rescisão prevista em contrato é uma mera promessa, de modo que a iniciação de força para fazer cumprir tal contrato tem o mesmo efeito legal de agredir pessoas em virtude de discursos. Vejamos o caso clássico de “contratos de escravidão” em mais detalhes. Suponhamos então que A promete (ou realiza contratos, ou concorda; a terminologia não é importante) em ser escravo de B, sendo assim uma tentativa de consentir agora para forçar ações no futuro. Se A depois muda de ideia e tenta fugir, pode B usar força contra A? Esta é a pergunta crucial. Se a resposta for sim, isso significa que A não tem o direito de se opor e alienou eficazmente os seus direitos. No entanto, isso não poderia acontecer simplesmente porque não há nenhuma razão para que A não possa retirar o seu consentimento. Assim, não é inconsistente para A, mais tarde, se opor ao uso de força. Tudo o que A fez anteriormente foi proferir palavras para B, tais como, “eu concordo em ser seu escravo.” Mas isso não agride B em qualquer sentido subjetivo tanto quanto não há agressão ao proferir o seguinte insulto: “Você é feio”. As palavras por si só não podem agredir, isso é – inclusive – uma das razões as quais justificam o direito à liberdade de expressão. Em poucas palavras, um proprietário de escravos deveria ter o direito de usar a força contra o escravo para que a escravidão seja mantida e que os direitos sejam dessa forma alienados, entretanto o escravo não teria previamente iniciado força contra o proprietário de escravos. Logo, o proprietário de escravos não tem o direito de usar a força contra o escravo e, assim, nenhum direito de fato foi alienado. O mesmo vale para o contrato social, que pode ser pensado como um caso particular do aqui exposto.
Em terceiro e último lugar, se existiu um contrato social para legitimar a espoliação moderna do estado, então ele certamente diz respeito às gerações passadas e não às nossas. E da mesma forma que crimes não podem passar de pais para filhos, visto que a pena é sempre individual, promessas de cumprimento contratual também não. Assim, um consentimento — implícito ou não — no passado não pode ser herdado hoje pelas gerações que não participaram direta ou indiretamente desse processo.
Tendo derrubado as teorias do Contrato Social sob o prisma jurídico, resta dele apenas mera formalidade, um conceito abstrato para ilustrar uma suposta necessidade do estado. Este foi o caso de Thomas Hobbes, que sustentou que, em estado natural, as pessoas iriam reivindicar cada vez mais direitos, ao invés de menos, levando a conflitos incessantes e cada vez maiores. Urge então a necessidade de um arbitrador soberano, acima e exterior à sociedade civil. A ideia jurídica por trás disso é clara: acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes. O estado não pode portanto seguir daí, pois quem iria tornar esse mesmo acordo vinculante, se não há árbitros fora do estado? De duas, uma: ou será necessária a instauração de outro estado (caindo em regressão infinita) ou o próprio estado hobbesiano está, por si só, em estado de anarquia dentro de si mesmo. Na prática, nos encontramos no segundo caso, onde o estado não está vinculado a nenhum fiscal externo. Não há contratos fora do estado de modo que todos os conflitos envolvendo-o (seja dele com cidadãos privados, seja entre ele e seus parasitas) será sempre resolvido dentro de seus próprios mecanismos jurídicos, com suas próprias autoimpostas regras, i.e, com as restrições que ele mesmo, e apenas ele, se impõe a si. Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, da mesma forma que a sociedade em “estado natural”. Só que pior: dado que o homem é como ele é, e dado que o estado é formado por homens, ele tem uma tendência natural a mediar seus conflitos em seu próprio benefício, em detrimento dos cidadãos privados. O totalitarismo é seu destino inevitável.
Outro teórico do Contrato Social foi John Locke, que assim como Hobbes inicia sua teoria focando num estado de natureza [5], que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke vê a relação da sociedade com o Contrato Social não como uma subordinação, mas sim como um consentimento. E uma vez que o consentimento é dado, o governo, segundo Locke, tem o dever de retribui-lo garantindo a liberdade individual de duas formas básicas: fazendo valer o direito à propriedade para o homem conseguir seu sustento e sua busca à felicidade; e assegurando a estabilidade jurídica para que os homens possam resolver seus conflitos e assim assegurar a paz.
Um importante ponto do contratualismo lockeano é que a delegação de poder ao governante não retira dos indivíduos o direito de removê-la se eles julgarem que o governante traiu a confiança nele depositada:
“Pois todo poder concedido em confiança para se alcançar um determinado fim, estando limitado por este mesmo fim, sempre que este fim é manifestamente negligenciado, ou contrariado, a confiança deve necessariamente ser confiscada (forfeited) e o poder devolvido às mãos daqueles que o concederam, que podem depositá-lo de novo onde quer que julguem ser melhor para sua garantia e segurança.” [6]
Assim, o governante que quebra a confiança nele depositada está, segundo Locke, em estado de guerra com a sociedade, pois agiu de modo contrário ao direito, do mesmo modo que o indivíduo que viola a lei natural.
Apesar do significativo avanço do contratualismo lockeano frente ao de Hobbes no que diz respeito às liberdades individuais, dada sua ênfase na manutenção do direito natural à propriedade [7] e no consenso dos cidadãos, ele peca em ser demasiadamente ingênuo do ponto de vista político. O ponto de Locke a favor de um governo “voluntário” que tem legitimidade enquanto cumprir suas funções delegadas pela sociedade civil pode parecer razoável à primeira vista, mas, afinal, o estado é uma instituição de natureza definitiva, e as ações esperadas disso são determinadas pela sua natureza e não pelos nossos desejos e fantasias. Então, a verdadeira questão é se é realista esperar este tipo de operação automática e imparcial de um monopólio centralizado. E de fato, não é. O poder corrompe, porque atrai o corruptível. E o sistema de incentivos de um monopólio estatal é verdadeiramente perverso. A história está aí para mostrar que, como tendência geral, a liberdade humana é cada vez mais sufocada pela ameaça estatista e pouco ou nada pode-se fazer para deter isso dentro do âmbito político [8].
A experiência histórica da Revolução Americana foi profundamente influenciada por John Locke e ilustra muito bem o caráter utópico das ideias lockeanas de governo limitado e consensual. A famosa frase “Governos são instituídos entre os Homens, derivando seus justos Poderes do Consentimento dos Governados” foi proferida quando os revolucionários norte-americanos justificaram sua secessão do Império Britânico, dando um marco inicial à primeira república fundada por um ideário genuinamente liberal. A constituição americana foi redigida no propósito de limitar as funções do governo para os propósitos lockeanos e assim, em tese, proibia cabalmente o exercício de políticas esquerdistas (bem-estar social) e direitistas (belicismo). E é claro também que o significado geral da constituição não dá margens para dúvidas: o princípio dominante de que tudo que o Governo Federal não está autorizado a fazer está proibido de fazer. A décima emenda, por exemplo, proíbe o Governo Federal de exercer quaisquer poderes não especificamente atribuídos a ele pela constituição. Isso por si só invalidaria o estado de bem-estar social e, de fato, praticamente toda a legislação progressista. Mas quem se importa? Até mesmo o famoso jurista constitucional Robert Bork considerou a Décima Emenda politicamente inexequível.
A constituição americana já pode ser considerada morta desde a Guerra Civil, quando o direito de secessão foi negado aos estados do Sul. Ora, mas isso não era constitucional? Os estados federados não poderiam retirar-se da União? Lincoln, através dos resultados estabelecidos após a Guerra Civil, declarou que a União era “indissolúvel”, a menos que todos os estados federados concordassem em dissolvê-la. É sempre o próprio estado que irá decidir, pela força, o que a constituição “significa” firmemente decidindo a seu próprio favor e aumentando seu próprio poder em prol dos caprichos pessoais da casta política. Isto é verdade a priori, e a história americana apenas ilustrou isso. Assim, as pessoas são obrigadas a obedecer ao governo, mesmo quando os governantes traem seu juramento perante Deus de defender a constituição.
Daí em diante, as portas para o socialismo estavam escancaradas e o New Deal de Roosevelt foi a prova final desse fato. A América olhou calada a mais uma grave usurpação de poder, dessa vez de viés esquerdista, um claro golpe inconstitucional. Roosevelt e seus asseclas da Suprema Corte interpretaram a Cláusula do Comércio de forma tão abrangente de modo a autorizar praticamente qualquer reivindicação federal, e a Décima Emenda de forma tão restrita de forma a privá-la de qualquer força para frear tais reivindicações. Hoje, essas heresias são tão firmemente arraigadas que o Congresso raramente ainda se pergunta se uma proposta de lei é autorizada ou proibida pela constituição.
O estado não possui legitimamente propriedades
Ainda que não haja nenhum consenso em torno da estrutura política em que vivemos, o imposto para sustentá-la ainda poderia ser justificado caso o estado fosse considerado uma espécie de condomínio. Esse seria o caso se, e somente se, ele possuísse posses legítimas, pois daí seu território configuraria propriedade e o indivíduo que não estiver satisfeito com o retorno do imposto e se rejeitar a pagá-lo teria apenas a opção de deixar o “país” — do contrário, o uso de força por parte dos agentes do estado estaria justificada. Essa geralmente é a visão das ditaduras e dos regimes nacionalistas totalitários, onde o chavão “ame seu país, ou deixe-o” é muito comum e aparece em diversas versões nas propagandas governistas.
Veremos contudo que esse não é o caso e que a história do surgimento dos estados e de suas evoluções territoriais está profundamente marcada por guerras e injustiças nas delimitações de seus títulos de “propriedade”.
Dado que estamos analisando a justiça dos atos do próprio estado, precisamos de uma teoria legal consistente e independente do mesmo. Mais especificamente, precisamos de uma norma universal e atemporal acerca da justiça de delimitação de títulos de propriedade que nos forneça um critério preciso e objetivo de quando determinada posse é justa, i.e., quando ela configura a propriedade, entendida aqui como o direito legal de controle exclusivo de um bem escasso.
Comecemos então do início, respondendo à mais básica das perguntas do Direito: para que precisamos de leis? A chave para resolvê-la reside no conceito de escassez, que é o caracteriza nossa realidade econômica na Terra. Com efeito, se considerarmos um mundo de completa abundância, onde todos os recursos teriam replicabilidade infinita, sem danos às cópias originais, então nenhuma lei de delimitação de propriedades seria necessária e tampouco a ideia de “roubo” faria sentido. É apenas em virtude da finitude dos recursos disponíveis para o homem agir que necessitamos de uma regra universal para especificar quem tem o direito de controlar o quê. Na própria ação humana, o conceito de escassez já está subentendido, pois ao agir, o homem está fazendo escolhas específicas de como usar seu próprio corpo (também um recurso escasso) e os bens que o circundam. E escolher, i.e., preferir um estado de coisas a outro, implica que nem tudo, nem todos os prazeres ou satisfações possíveis podem ser obtidos de uma só vez e ao mesmo tempo. Ocorre na verdade o exato oposto: a ação humana implica que algo considerado menos valioso tem de ser declinado de forma a que se possa ater-se a qualquer outra coisa considerada mais valiosa. Assim, escolher também implica sempre a avaliação de custos: adiar possíveis prazeres porque os meios necessários para consegui-los são escassos e são ligados a algum uso alternativo que promete retornos mais valiosos que as oportunidades preteridas.
Assim sendo, a escassez combinada com o convívio do homem em sociedade produz conflitos que dizem respeito ao controle de um mesmo bem (i.e., um mesmo meio) para atingir fins distintos. Enquanto mais de uma pessoa existir, as amplitudes de suas ações se interceptarem, e enquanto não existir nenhuma harmonia e sincronização de interesses pré-estabelecidos entre essas pessoas, os conflitos sobre o uso do próprio corpo delas e dos recursos escassos em geral serão inevitáveis. É para resolver tais conflitos que as leis se fazem necessárias.
Uma vez que uma regra universal acerca do uso e controle de recursos escassos tenha sido estabelecida, e todos passarem a segui-la, então naturalmente os conflitos cessarão, pois as distinções entre o que é meu e seu estarão definidas por via dessa regra. As próximas perguntas que se seguem, que são inevitáveis nesse ponto, são: existe uma tal regra? E se existe, ela é única? Ou será que existe uma infinidade delas, sendo nossa escolha essencialmente arbitrária? A resposta é que existe apenas uma e sua escolha é uma necessidade lógica, dados os propósitos da lei. Pode-se concluir isto usando a exigência da universalidade e analisando a importante distinção entre posse e propriedade. A intuição aqui é bastante simples, pois se uma pessoa invade minha casa e toma meu carro, ela terá a posse dele, mas a propriedade do carro continua sendo minha, desde que, é claro, eu não tenha tomado esse carro de ninguém. Passemos a ser mais precisos.
Queremos determinar a justiça sobre a posse de um determinado bem X. [9] Vamos também exigir que o bem X seja de fato escasso, pois do contrário a própria noção legal de posse passa a não fazer sentido, já que bens não escassos, como as ideias por exemplo, podem estar em posse de uma infinidade de pessoas sem danos ou alterações ao bem original. Assim sendo, o bem X só pode ser controlado simultaneamente por um número limitado de pessoas. Suponhamos que ele esteja sobre a posse de um grupo de pessoas, que denotaremos por A e que outro grupo, digamos, B, reivindique essa posse. Quem tem direito ao controle exclusivo de X? Uma hipótese já pode ser descartada de antemão, a saber, se B reivindica X apenas por declaração verbal sem nunca ter tido um elo objetivo com X, pois se pudéssemos ter propriedades apenas por decretos, então jamais iríamos resolver conflitos, mas sim perpetuá-los, sistematizando-os legalmente no convívio em sociedade. Uma norma de delimitação por decreto verbal não atende ao propósito último da lei que é o de eliminar os conflitos.
Suponhamos então que a reivindicação de B se dá argumentando que, ao contrário de um mero decreto, ele teve um elo objetivo com X, assim como A o tem. O que deve ser feito a fim de determinar a propriedade de X? Novamente, precisamos nos ater à questão dos conflitos e distinguir quem é que teve o primeiro uso do bem X. Uma norma que visa resolver conflitos não pode ser consistente com as éticas retardatárias, dando privilégios de uso a quem tomou posse dos bens depois do usuário original. Com efeito, qualquer regra que fizesse com os que vieram depois, ou seja, aqueles que de fato não fizeram algo com os bens escassos, tivessem tanto ou mais direito quanto os que chegaram por primeiro, isto é, aqueles que fizeram algo com os bens escassos, então literalmente ninguém teria a permissão de fazer nada com nada, já que teriam de esperar pelo consentimento de todos os que ainda estivessem por vir antes de fazer o que quisessem. Se B fez uso posterior a A do bem X, sem o consentimento de A, então ele não pode ser proprietário de X, uma vez que uma tal regra, se universalizada, impossibilitaria o uso de X, também instaurando o conflito em sociedade. Em outras palavras, B, neste caso, seria classificado como um ladrão.
Resta-nos a última possibilidade de B ter feito o uso de X antes de A. Se assim for, então os papéis se invertem e A passa a ser um possuidor ilegítimo de X. Isto contudo não é suficiente para declararmos que B tem uma justa reivindicação a X, mas apenas que a reivindicação de B é mais justa que A. Pode ocorrer que outro indivíduo, ou grupo de pessoas, digamos, C, reivindique o bem X de B, mostrando, assim como B fez com A, que teve um elo objetivo mais antigo que o de B. Neste caso, C teria uma reivindicação melhor, mas que por si só não garante uma posse justa, pois com efeito, pode ainda surgir outro grupo D comprovando uma apropriação anterior a de C, e assim por diante. Obviamente, esse raciocínio para em um, e apenas um, dos dois seguintes momentos: 1) quando ninguém mais além do possuidor reivindica o bem X; ou 2) quando o bem X foi apropriado originalmente, i.e., retirado de seu estado natural. Em ambos os casos obtemos uma situação isenta de conflitos. E considerando, por abuso de linguagem, um bem abandonado, cujos possuidores anteriores não mais reivindicam sua propriedade, como um bem em “estado natural”, podemos — sem perda de generalidade para fins legais — unificar as análises dos casos 1) e 2) em uma só. Assim sendo, vemos da discussão acima que a posse de um bem escasso X só pode ocorrer isenta de conflitos se ela remonta a uma apropriação original, ou seja, no caso em que ela foi obtida por trocas contratuais voluntárias que formam uma cadeia que tem início em um possessor que retirou o bem o X de seu estado natural para o uso. E dado que a lei visa resolver conflitos, esta é a única posse do bem X legalmente justificável.
Obtemos então a famosa lei da apropriação natural, ou homesteading, que pode ser enunciada afirmando-se que todo homem tem o direito à posse exclusiva de qualquer bem escasso que ele remova do estado que a natureza tem proporcionado e deixado, fazendo para isso uso intencional de seu trabalho. Em poucas palavras, o homesteading diz que a primeira posse determinada a propriedade, i.e., o direito de excluir a posse terceiros ao bem apropriado. Nas palavras do filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe:
“Para evitar conflitos desde o início, é necessário que a propriedade privada seja fundada a partir de atos de apropriação original. A propriedade deve ser estabelecida por meio de atos (em vez de meras palavras, decretos ou declarações), porque somente através da ação, que ocorre no tempo e espaço, um elo objetivo (verificável intersubjetivamente) pode ser estabelecido entre uma pessoa específica e uma coisa específica. E somente o primeiro apropriador de uma coisa anteriormente não-apropriada pode adquirir essa coisa e sua propriedade sem conflito, dado que, por definição, como primeiro apropriador, ele não pode ter incorrido em conflito com alguém ao se apropriar do bem em questão, uma vez que todos os outros apareceram em cena apenas posteriormente.”
Estamos agora em posição de determinar a justiça (ou a ausência dela) das posses estatais. São elas legitímas? A resposta é um claro e sonoro “não” e já foi analisada por diversos antropólogos e sociólogos. Exemplos de origens violentas de estados abundam na história antiga. O antropólogo alemão Franz Oppenheimer resumiu o que chamamos de origem exógena do estado pela típica história de um clã de famílias que, pressionado pela escassez de bens e pela queda no padrão de vida, resultante da superpopulação absoluta, resolveu por uma opção pacífica: não guerrear com outras tribos vizinhas e passar a produzir controlando a terra. E graças ao processo de produzir bens – ao invés de simplesmente consumi-los – eles passaram a poupar e estocar bens para o consumo posterior. Contudo, sendo que a natureza do homem é como ela é, outras tribos bárbaras passaram a cobiçar os bens acumulados desse clã e iniciou-se aí uma temporada de ataques violentos: mortes, sequestros e grandes assaltos. O clã voltou à condição inicial de pobreza e com menos capital humano demorou a se restabelecer para conseguir produzir excedentes novamente. Os bárbaros saqueadores se deram conta de que seus roubos seriam mais longos, seguros e confortáveis se eles permitissem que o clã continuasse produzindo mas com a condição de que agora os conquistadores se tornariam governantes, exigindo um tributo periódico sobre o uso dos bens de capital e monopolizando a terra para o controle de migrações. E é por esse processo de conquista e dominação que Oppenheimer definiu seu conceito sociológico de estado:
“O que é, então, o estado como conceito sociológico? O estado, na sua verdadeira gênese, é uma instituição social forçada por um grupo de homens vitoriosos sobre um grupo vencido, com o propósito singular de domínio do grupo vencido pelo grupo de homens que os venceram, assegurando-se contra a revolta interna e de ataques externos. Teleologicamente, este domínio não possuía qualquer outro propósito senão o da exploração econômica dos vencidos pelos vencedores.” [10]
Alguns exemplos bastante ilustrativos disso foram dados pelos arqueólogos Charles Stanish e Abigail Levine da universidade de Chicago. Em artigo publicado em 2011 pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os autores descreveram processos de dominação sucessivas de algumas aldeias que precederam o Império Inca na América do Sul. Os primeiros sinais de guerra remontam a pelo menos a 500 a.C. e, com o aumento populacional, os conflitos foram se intensificando. Já no primeiro ano d.C. a aldeia de Taraco foi invadida, provavelmente por forças de Pukara, outro centro regional da área. Pukara, por sua vez, teve seu status como estado primitivo até cerca de 500 d.C., quando foi absorvido pela Tiwanaku, o estado principal do outro lado da bacia do Lago Titicaca.
Um processo muito similar de um estado inicial surgindo de decorrentes chiefdoms beligerantes foi identificado no vale de Oaxaca do México por um estudo de Kent V. Flannery e Joyce Marcus, dois arqueólogos da Universidade de Michigan, também publicado no PNAS. Por 4.500 anos atrás, havia cerca de 80 aldeias do vale. Com o aumento populacional, um período de guerra intensa se instaurou a partir de 2.450 a 2.000 anos atrás, que culminou com a vitória de uma cidade sobre todas as demais no vale e finalmente com a formação do estado Zapotec.
Dr. Stanish acredita que a guerra era a parteira dos primeiros estados que surgiram em muitas regiões do mundo, incluindo a Mesopotâmia e a China, bem como as Américas. Os primeiros estados, em sua opinião, não foram impulsionados por forças além do controle humano, como clima e geografia, como alguns historiadores têm suposto. Em vez disso, eles foram moldados pela escolha humana como pessoas procuraram novas formas de dominação e novas instituições para as sociedades mais complexas que estavam se desenvolvendo. O comércio era uma dessas instituições de cooperação para a consolidação de grupos mais organizados. Depois veio a guerra que serviu como força de conquista para a formação de grupos maiores, que vieram a ser os protoestados.
Apesar de ser o caso mais frequente, nem só de guerra os estados adquiriram a forma que têm hoje. Com o crescimento de seus territórios, novas formas mais complexas de anexação de territórios foram surgindo. Ao longo da história moderna, abundam exemplos de pactos feitos pelos estados europeus para aquisição de territórios por decreto verbal. Um famoso exemplo é o Tratado de Tordesilhas assinado entre Portugal e Espanha para declarar divisão de posse de terras ainda não exploradas ao longo da América Sul e assim resolver os conflitos de terras após a descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Mais precisamente, o Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 1.770 km a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Outro exemplo de conquista territorial por decreto é o Tratado da Antártida, um documento assinado em 1 de dezembro de 1959 pelos países que reclamavam a posse de partes continentais da Antártida. Embora sem definir partes da Antártida como território dos países signatários, mas sim como “patrimônio de toda a Humanidade” — um termo que nada significa —, o fato é que o continente foi repartido para posses — ainda que parciais e temporárias [11] — desses países perante uma clara ausência de elo objetivo. Exemplos recentes no Oriente Médio, por exemplo, Israel, também ilustram aquisição territorial por parte de decretos.
No geral, a história territorial dos estados está majoritariamente marcada por aquisições fora da lei. Isto já basta para decretarmos os territórios que eles reivindicam como ilegítimos e os próprios estados como foras da lei. De fato, a apropriação por decreto tem o efeito de privar os indivíduos de se apropriar de terras virgens, o que obviamente configura um crime, visto que a apropriação original é um direito natural. Quem tem o costume de viajar por vias rodoviárias entre cidades ou até estados já deve ter notado a enorme quantidade de terra não trabalhada e não ocupada que está na posse de governos, conhecidas por terras devolutas.
No Brasil há também o famoso exemplo da Amazônia, uma valiosa terra de ninguém que o governo brasileiro reivindica para si de forma completamente arbitrária. Já a apropriação por conquista militar é um roubo, um assalto a mão armada em escala geográfica, sendo obviamente também uma ilegitimidade.
O fato é que a imensa maioria do território sob controle dos estados foi na verdade apropriado originalmente pelos seus súditos, que hoje, além de terem apenas um controle parcial da propriedade sobre seus nomes, ainda estão sob constante ameaça armada do estado para darem a ele significativas parcelas dos frutos de seus rendimentos (imposto). E ainda que asseclas do estado tenham também se apropriado por trabalho de terras a mando dos governantes, isso não dá ao estado a propriedade delas pois, como visto acima, o estado está em débito jurídico com seus súditos. Ao contrário do que ocorre hoje, é o estado quem deve ter o uso de suas posses conquistadas legitimamente restringido e aos seus súditos deve ser dado o pleno direito de usufruto de todas propriedades sob seus nomes, até que alguém mostre juridicamente que elas não são legítimas. Vale sempre a máxima do Direito que diz que o ônus da prova é sempre de quem afirma. Em outras palavras, todos os cidadãos pacíficos devem ter o direito inalienável à auto-determinação e portanto à secessão individual, desvinculando todas suas propriedades dos monopólios jurídicos estatais. Em particular, ninguém deve ser obrigado a pagar qualquer tipo de taxa não contratual ao estado e imposto é roubo.
Notas
[1] Visto que originalmente, a constituição americana não concedia ao governo federal o poder de cobrar imposto de renda, ainda hoje há um amplo debate nos EUA sobre a legitimidade da coleta do Imposto de Renda. Foi apenas com a 16ª emenda que esse poder foi concedido ao estado americano, mas tal emenda nunca foi adequadamente ratificada. Segundo o economista Peter Schiff, filho de Irwin, no seu artigo em protesto pela morte de seu pai encarcerado:
“meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um “manifestante tributário”. Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva. Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado. Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.”
Por sua cruzada anti-imposto de renda, Irwin Schiff faleceu na condição de prisioneiro político americano no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado.
[2] Para mais detalhes sobre isso, veja meu artigo “Da Natureza do Estado à Cooperação Pacífica Por Segurança e Ordem”. Lá são fornecidos exemplos de arranjos privados de ordem e justiça na história, além de uma análise econômica de sistemas de produção privada de segurança.
[3] Para argumentos no sentido oposto, ou seja, da possibilidade de uma sociedade sem estado poder prosperar e se defender do surgimento de máfias governantes, veja esse texto de Robert Murphy.
[4] Na parte I do livro III da sua obra Tratado da Natureza Humana, Hume escreveu:
“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos, quando, de repente, surpreendo-me ao ver que, em vez das cópulas proposicionais usuais, como é e não é, não encontro uma só proposição que não esteja conectada a outra por um deve ou não deve. Essa mudança é imperceptível, porém da maior importância. Pois como esse deve ou não deve expressa uma nova relação ou afirmação, esta precisaria ser notada e explicada; ao mesmo tempo, seria preciso que se desse uma razão para algo que parece totalmente inconcebível, ou seja, como essa nova relação pode ser deduzida de outras inteiramente diferentes.”
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. Tradução de Débora Danowiski. Livro III, Parte I, Seção II. São Paulo, Editora UNESP, 2000, p. 509
[5] Há contudo algumas diferenças importantes na teoria de ambos do estado de natureza. Nesse sentido, Locke se opõe a Hobbes e Filmer, que julgavam que o estado de natureza é a-social e pré-moral, pois nele os homens não estariam submetidos a lei alguma. Para Locke, não apenas a sociabilidade é natural aos homens (não há, segundo ele, existência humana que não seja social) mas também existe uma lei que limita as ações no estado de natureza e cada indivíduo exerce um poder de julgá-la e executá-la com respeito aos demais.
[6] LOCKE, John. 1993a [1690]. Two Treatises of Government. Ed. Peter Laslett. Cambridge: Cambridge Univ. Press. Trad. de Júlio Fisher: Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes, 1998. xiii.149; trad. modificada.
[7] Note contudo a flagrante contradição lógica nisto: um monopólio forçado da segurança e da justiça jamais poderá garantir a propriedade privada, pois, barrando a entrada de concorrentes, ele vai arbitrar unilateralmente e sem restrições o preço de seus serviços que terão que ser obrigatoriamente pagos. Isso significa que ele, por definição mesmo, já inicia todo o processo roubando os cidadãos. Assim, um protetor monopolista é sempre um expropriador, uma contradição em termos. Nas palavras de Walter Block, em “National Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs”:
“Argumentar que um governo cobrador de impostos pode legitimamente proteger seus cidadãos contra agressão é cair em contradição, uma vez que tal entidade inicia todo o processo fazendo exatamente o oposto de proteger aqueles sob seu controle.”
[8] No artigo “Por que devemos rejeitar a política” eu discuto o fracasso e a imoralidade da política partidária e dos meios políticos em geral.
[9] Para uma outra abordagem para a justificação do homesteading, utilizando o conceito de Ética da Argumentação, veja o meu artigo “A ética argumentativa hoppeana”.
[10] Franz Oppenheimer, The State (New York: Vanguard Press, 1926) p. 15.
[11] As posses previstas no Tratado Antártico se limitam a fins pacíficos, com ênfase na atividade científica, sendo vedada a realização de explosões nucleares e o depósito de resíduos radioativos. O Tratado determinou que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país em especial, embora todos tivessem o direito de instalar ali bases de estudos científicos. Na reunião internacional de 1991 os países signatários do Tratado resolveram prorrogá-lo até 2041.
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2019.02.28 15:16 NoxNoctis4242 O Verdadeiro Patriotismo

As prioridades do Ministério da Educação não estão claras; ser liberal não é ser de direita
https://economia.estadao.com.bnoticias/geral,o-verdadeiro-patriotismo,70002738584
Zeina Latif*, O Estado de S.Paulo28 de fevereiro de 2019 04h00
O quanto um país consegue crescer sem esbarrar em gargalos de capacidade instalada, infraestrutura e mão de obra qualificada é o que os economistas chamam de crescimento potencial de longo prazo. Estimá-lo não é tarefa fácil, pois é necessário conhecer o estoque e a qualidade da mão de obra (capital humano), de máquinas e equipamentos e da infraestrutura. É necessário também estimar o impacto de outros fatores sobre o funcionamento da economia. Por exemplo, um ambiente de negócios difícil, com complexidade de regras e leis, exigindo mais gastos das empresas com advogados e contadores, reduz a produtividade do setor produtivo e o potencial de crescimento.
No Brasil, uma primeira aproximação do tamanho desse potencial seria a média de crescimento do PIB desde o Plano Real, que foi em torno de 2,0-2,5% ao ano. É provável, porém, que o potencial hoje esteja abaixo de 2%, por conta dos vários anos de reduzido investimento e a má alocação de recursos públicos (por exemplo, a construção de estádios, em vez de políticas para melhorar a qualidade da mão de obra). Se nada for feito, o quadro vai se agravar, pois, daqui para frente, o crescimento da força de trabalho será inferior ao da população (fim do bônus demográfico).
Nosso capital humano é um grande entrave ao crescimento. Os empresários enfrentam dificuldades para contratar mão de obra qualificada, apesar do elevado desemprego. Uma parcela da população está à margem do mercado de trabalho por falta de qualificação.
Na comparação internacional, o que distingue o Brasil não é o tamanho do gasto em educação pública, mas sim os resultados. A ineficiência salta aos olhos. Gastamos 6% do PIB, o que nos coloca no grupo dos 20% dos países que mais investem em educação. Apesar disso, apenas 30% dos alunos do ensino médio têm desempenho satisfatório em exames internacionais (Pisa). O Brasil destoa também pela elevada evasão escolar, com 15% dos jovens entre 15 e 17 anos fora da escola. Ainda não cumprimos a Constituição, que estabelece a educação obrigatória e gratuita para pessoas entre 4 e 17 anos.
Apenas 37% dos jovens têm formação profissional, que são principalmente os filhos da elite. Justamente quem tem menos filhos – as mulheres mais pobres e com menos escolaridade têm 2,9 filhos, contra 1,2 das mais ricas e com maior escolaridade.
São 23% dos jovens que nem trabalham, nem estudam. A escola não consegue retê-los ou prepará-los para o mercado de trabalho. A falta de perspectiva dos jovens pode ser a causa da gravidez precoce: de cada 5 bebês que nascem no Brasil, 1 é filho de adolescente.
O avanço em políticas de educação deveria ser prioridade do atual governo, mas os sinais emitidos, por ora, não são bons. Temas relacionados a ideologia nas escolas só desviam daquilo que mais importa. Enquanto se discute executar o Hino Nacional nas escolas públicas, nossas crianças deixam de aprender matemática e português.
Não estão claras as prioridades do Ministério da Educação e muito menos se elas são compatíveis com os diagnósticos do setor. Ser liberal não é ser de direita. É conhecer os diagnósticos e as recomendações de políticas públicas baseadas em casos de sucesso.
Muito se avançou nesse quesito. Com base em cuidadosa análise de evidências, especialistas apontam a necessidade de elevar a carga horária e o tempo aproveitado em sala de aula; reduzir absenteísmo de alunos e professores; e valorizar a carreira docente, via salário e formação continuada, mas com cobrança de desempenho.
Como ensina Ricardo Paes de Barros, nós sabemos educar; o que não sabemos é copiar casos de sucesso espalhados no País. Há alguns exemplos de escolas com desempenho no Pisa comparáveis a de países desenvolvidos. Um destaque recente é o do Espírito Santo, com a bem-sucedida implementação de escola em tempo integral e aumento da carga horária.
A educação não é apenas uma questão moral, mas também de crescimento econômico. Deveria interessar a todos.
*ECONOMISTA-CHEFE DA XP INVESTIMENTOS
submitted by NoxNoctis4242 to brasilivre [link] [comments]


2019.02.28 15:13 NoxNoctis4242 O verdadeiro patriotismo

As prioridades do Ministério da Educação não estão claras; ser liberal não é ser de direita
https://economia.estadao.com.bnoticias/geral,o-verdadeiro-patriotismo,70002738584
Zeina Latif*, O Estado de S.Paulo 28 de fevereiro de 2019 04h00
O quanto um país consegue crescer sem esbarrar em gargalos de capacidade instalada, infraestrutura e mão de obra qualificada é o que os economistas chamam de crescimento potencial de longo prazo. Estimá-lo não é tarefa fácil, pois é necessário conhecer o estoque e a qualidade da mão de obra (capital humano), de máquinas e equipamentos e da infraestrutura. É necessário também estimar o impacto de outros fatores sobre o funcionamento da economia. Por exemplo, um ambiente de negócios difícil, com complexidade de regras e leis, exigindo mais gastos das empresas com advogados e contadores, reduz a produtividade do setor produtivo e o potencial de crescimento.
No Brasil, uma primeira aproximação do tamanho desse potencial seria a média de crescimento do PIB desde o Plano Real, que foi em torno de 2,0-2,5% ao ano. É provável, porém, que o potencial hoje esteja abaixo de 2%, por conta dos vários anos de reduzido investimento e a má alocação de recursos públicos (por exemplo, a construção de estádios, em vez de políticas para melhorar a qualidade da mão de obra). Se nada for feito, o quadro vai se agravar, pois, daqui para frente, o crescimento da força de trabalho será inferior ao da população (fim do bônus demográfico).
Nosso capital humano é um grande entrave ao crescimento. Os empresários enfrentam dificuldades para contratar mão de obra qualificada, apesar do elevado desemprego. Uma parcela da população está à margem do mercado de trabalho por falta de qualificação.
Na comparação internacional, o que distingue o Brasil não é o tamanho do gasto em educação pública, mas sim os resultados. A ineficiência salta aos olhos. Gastamos 6% do PIB, o que nos coloca no grupo dos 20% dos países que mais investem em educação. Apesar disso, apenas 30% dos alunos do ensino médio têm desempenho satisfatório em exames internacionais (Pisa). O Brasil destoa também pela elevada evasão escolar, com 15% dos jovens entre 15 e 17 anos fora da escola. Ainda não cumprimos a Constituição, que estabelece a educação obrigatória e gratuita para pessoas entre 4 e 17 anos.
Apenas 37% dos jovens têm formação profissional, que são principalmente os filhos da elite. Justamente quem tem menos filhos – as mulheres mais pobres e com menos escolaridade têm 2,9 filhos, contra 1,2 das mais ricas e com maior escolaridade.
São 23% dos jovens que nem trabalham, nem estudam. A escola não consegue retê-los ou prepará-los para o mercado de trabalho. A falta de perspectiva dos jovens pode ser a causa da gravidez precoce: de cada 5 bebês que nascem no Brasil, 1 é filho de adolescente.
O avanço em políticas de educação deveria ser prioridade do atual governo, mas os sinais emitidos, por ora, não são bons. Temas relacionados a ideologia nas escolas só desviam daquilo que mais importa. Enquanto se discute executar o Hino Nacional nas escolas públicas, nossas crianças deixam de aprender matemática e português.
Não estão claras as prioridades do Ministério da Educação e muito menos se elas são compatíveis com os diagnósticos do setor. Ser liberal não é ser de direita. É conhecer os diagnósticos e as recomendações de políticas públicas baseadas em casos de sucesso.
Muito se avançou nesse quesito. Com base em cuidadosa análise de evidências, especialistas apontam a necessidade de elevar a carga horária e o tempo aproveitado em sala de aula; reduzir absenteísmo de alunos e professores; e valorizar a carreira docente, via salário e formação continuada, mas com cobrança de desempenho.
Como ensina Ricardo Paes de Barros, nós sabemos educar; o que não sabemos é copiar casos de sucesso espalhados no País. Há alguns exemplos de escolas com desempenho no Pisa comparáveis a de países desenvolvidos. Um destaque recente é o do Espírito Santo, com a bem-sucedida implementação de escola em tempo integral e aumento da carga horária.
A educação não é apenas uma questão moral, mas também de crescimento econômico. Deveria interessar a todos.
*ECONOMISTA-CHEFE DA XP INVESTIMENTOS
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2019.01.23 18:24 Polidashow Repasse sem dó...!!

Repasse sem dó...!!!!:
"Leio aqui uma enxurrada ⛈️⛈️ de gente👩🏻👩🏼👩🏾🧑🏻🧑🏼🧑🏾 cobrando a tal da investigação 💴, já exigindo pena de morte ☠️☠️ para o Flávio Bolsonaro, todos revoltadíssimos 😡😡 que ainda nao houve conclusão🚪🚪 dos fatos! Calma minha gente..!!! 🤕🤕 Antes disso, tem a facada 🔪🔪 nunca esclarecida em Bolsonaro 🤵🤵, o assassinato☠ do Celso Daniel 🔫🔫, tem os fundos de pensões saqueados💲💲, tem o enriquecimento dos filhos do Lula🤑🦑, tem da filha da Dilma🤑🤑😈😈, tem a filha do Cunha🤑🤑🤑, tem o BNDES 💸💸💸 tem os 12 processos😱😱😱 do Renan👺 que não andam e o apartamento🏬 de cinema🎥 em Miami🏝🗽, tem a roubalheira do Aécio🤧🤧 e da Dilma👿👿, do Lindberg👽 e da Gleisi💩, tem o Temer🧛‍♂️🦇 e sua trupe, tem os saqueadores da Lei Rouanet🎥💸, tem a morte do Teori Zavaski👨🏻‍🦲💀🛩.... Vocês estão achando que só porque a Globo🌎 quer ferrar com o governo vai furando a fila assim??...??? Nananinanão! Amorecos💞, acalmem-se! Vamos com calma!..!!! Não entrem na pilha🔋 e deixem de ser manipuláveis🖐🏻🖐🏻. !!! A Globo está com pressa? Problema dela!"
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2018.09.23 14:00 seucarro 20 Dicas para você pegar estrada com mais segurança

Pensando em pegar a estrada? Confira aqui dicas fundamentais de cuidados com o carro e com a direção

Ninguém merece lidar com imprevistos na hora de viajar, não é mesmo? Preparamos uma lista para lhe ajudar a conferir os principais itens que merecem atenção especial antes de sair rodando de carro por aí. Com essa lista com 20 dicas sua viagem tem tudo para ser tranquila e com o máximo de tempo aproveitado.

1. ÁGUA

É fundamental averiguar o nível de água do radiador (responsável pelo resfriamento do motor). O reservatório apresenta uma marcação do nível ideal, caso seja necessário, complete com água e/ou fluido. Aproveite para verificar também o nível de água no reservatório do lavador do para-brisas, esse item pode ser indispensável na estrada.

2. BATERIA

É recomendável verificar a carga da bateria, em caso de perda de capacidade, substitua por uma nova.

3. EXTINTOR DE INCÊNDIO

Verifique se o produto encontra-se no prazo de validade estabelecido pelo fabricante, lembre-se que o equipamento vencido gera multa, além de não funcionar corretamente em caso de necessidade. É importante ler as instruções de uso do extintor.

4. FREIOS

É essencial a verificação do nível do fluido de freio que fica no compartimento do motor, isso porque se estiver baixo a capacidade de frenagem pode ser reduzida, um perigo se ela for necessária em velocidades mais altas. Em caso de falta de fluido, observe as indicações do manual do proprietário e acrescente o produto.

5. LIMPADORES DOS VIDROS

Vale a pena averiguar o estado das palhetas, pois elas podem estar ressecadas ou desgastadas. Para isso, você pode ativar o lavador de para-brisas para molhar os vidros e em seguida ligar os limpadores, se a limpeza não for satisfatória, pode ser que seja necessário trocá-los.

6. LUZES

É necessária a checagem de todas as luzes dos faróis (alto, baixo e de neblina), bem como das luzes dos freios e das setas (pisca). Se houver tempo, faça a regulagem do facho dos faróis, que contribui para uma melhor visão dos motoristas que transitam em sentido contrário.

7. ÓLEO DO MOTOR

Indispensável verificar o nível de óleo e, se necessário, complementar com o produto de mesma especificação. A não manutenção desse item acarreta graves danos ao motor do carro.

8. PNEUS

Os pneus devem estar em bom estado, inclusive o step. Antes de sair viajar, faça a calibragem seguindo a pressão recomendada no manual do veículo. Aconselha-se também realizar o alinhamento e balanceamento dos pneus e, não custa nada dar uma checada nos itens necessários a uma troca, como o triângulo, o macaco e a chave de roda.

9. BAGAGENS

Procure levar somente o necessário, pois o peso extra das malas interfere no consumo de combustível do veículo, além de influenciar também na frenagem, exigindo maior distância para sua execução. O ideal é organizar tudo no bagageiro acomodando-se embaixo os volumes que pesam mais. Recomenda-se não levar objetos soltos no interior do veículo para evitar que eles se movam em manobras súbitas, podendo ferir os passageiros.
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10. COMBUSTÍVEL

Em carros com motores flex, o mais indicado é abastecer com gasolina. Apesar de mais cara, a gasolina rende mais, o que significa maior autonomia e menos paradas para reabastecimento, dessa forma, seu percurso fica mais rápido e diminui-se o risco de ficar sem combustível, em caso de estradas com poucos postos.

11. CHUVA

Estenda o cuidado em caso de chuva, a pista molhada pode ficar mais escorregadia, por isso, evite frenagens bruscas. Reduza a velocidade e procure usar giros mais altos. Atenção às poças na estrada e, em caso de chuvas abundantes, busque um local seguro, como um posto de gasolina, para encostar o carro e esperar a chuva reduzir.

12. HORÁRIO

A sugestão é evitar os horários de pico como final de tarde, começo da noite e início da manhã, pois são os horários preferidos dos que saem para viajar em feriados prolongados, por exemplo.

13. CRIANÇAS

Lembre-se da obrigatoriedade do uso de cadeirinhas ou assentos para crianças com idade inferior a sete anos e meio. E no banco dianteiro só andam crianças maiores de 12 anos.

14. DOCUMENTAÇÃO

Certifique-se de que toda a documentação está em ordem e lembre-se de levar o RG, a CNH e os documentos do veículo, eles podem ser solicitados em diversas situações de seu trajeto.

15. ENTRETENIMENTO

Em trechos mais longos, as crianças principalmente tendem a se cansar. Recomenda-se que sempre que houver mais de um adulto no carro que ele procure formas de entretê-las por meio de histórias, músicas, jogos e brincadeiras.

16. NEBLINA

Em caso de nevoeiro espesso, a regra é reduzir a velocidade e acender os faróis baixos. Lembre-se de nunca utilizar o farol alto, pois eles diminuem ainda mais a visibilidade. A dica para se manter no percurso corretamente é procurar orientar-se por algum elemento como as faixas pintadas no asfalto. Recomenda-se utilizar o acostamento somente em casos de extrema urgência.
Leia também: 10 Defeitos mais caros em um carro

17. REFEIÇÕES

O ideal é fazer refeições leves antes de partir para a estrada. Comer muito ou fazer refeições pesadas pode provocar sonolência ou mal-estar no decorrer da viagem. Parece óbvio, mas vale lembrar que é proibido ingerir bebidas alcoólicas.

18. SONO

Parece também lógico que não se deve pegar a estrada caso sinta sono. Uma ‘piscada’ um pouco mais demorada já pode causar um dano irreparável. Se a sonolência aparecer ao longo do trajeto, considere parar e tirar uma soneca, não é o ideal, mas pode ajudar.

19. SEGURO

Certifique-se de que o seguro do carro encontra-se no prazo de validade. Guarde em local de fácil acesso o número do telefone da emergência de sua seguradora. Caso precise dos serviços, lembre-se que a maioria dos planos de seguros dispõe de assistência e reboque 24 horas em todo território nacional.

20. PRUDÊNCIA

Vale lembrar que essa é a virtude dos cautelosos. Por falta de precaução muitos acidentes são causados. Por isso, fique atento à sinalização, aos limites de velocidade da via, respeite as leis de trânsito e trafegue mantendo a distância segura em relação ao veículo da frente.
Redação SeuCarro.net
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2018.06.21 03:52 pqpm Faltas ao trabalho justificadas (restauração)

Antes de começarem já a dizer "vê no google", só quero que saibam que já vi a legislação em causa. Este site foi o melhor que encontrei mas que ainda assim não me esclareceu todas as dúvidas.
--Perguntas no final do texto, antes um pouco de exposição.
Acontece que eu tenho o estatuto de trabalhador estudante. Tanto na faculdade como no meu local de emprego. Apresentei prova de matrícula, recibo do pagamento de inscrição, e prova de conclusão de 12° ano, a papelada toda que eles pediam não sei porque tantos papeis, mas pronto, lá os dei. Sendo assim. Sei que tenho o direito a faltar em dia de exame e na véspera com uma falta justificada renumerada.
Falei com a gestão da loja (restauração), por diversas vezes, entregando várias vezes as datas dos exames (3x para ser exato), chegando mesmo a mostrar o calendário de exame ao diretor de loja (aberto em site oficial da universidade, numa área, supostamente, apenas acessível com palavra passe fornecida pela escola). Agora ao verificar o planeamento, notei que estou no horário para ir trabalhar em 3 dos 5 dias que tinha pedido para ir ao exame (e em exatamente 0 vésperas).
Eu tentei falar com a gestão no início do mês (quando saiu o calendário) , para ver se podiam alterar o horário de maneira a permitir a ida a exame. Tentei pedir que se usassem dias de férias, e que como tal fosse pedido a um dos meus colegas em part-time que viessem em caso excepcional (tal como se alguém tivesse faltado). Disseram que aquele calendário era final, que tudo o que eu sugeri era impossível, mais, que se me puseram a trabalhar naqueles dias é porque não tinham outra escolha. Aí eu respondi, que provavelmente iria faltar de qualquer maneiras, e que apresentaria a justificação, assinada pelo professor responsável pela cadeira.
Agora, por regra de loja, sei que não me vão marcar falta, mesmo que seja injustificada, exigindo depois que eu venha trabalhar noutro dia que não esteja no horário. No entanto sei que esta falta que eu vou dar é completamente justificada, e por lei deve ser renumerada, inclusive a véspera, mas pronto, não vou exigir tanto.
Portanto as minhas perguntas são:
-Devo faltar, exigindo o pagamento dos dias?
-Pessoas com experiência na restauração, que tipo de reação posso esperar dos responsáveis de loja se faltar, mesmo que tenha avisado?
-Posso me recusar a fazer os dias que me vão exigir por ter faltado para ir a exame?
-Existe alguma consequência para a loja em que trabalho se não me marcarem a falta, exigindo um retribuição futura?
Agradeço a quem me poder ajudar, mesmo que não possa ajudar dêem opinião, só para saber se estou a agir bem ou não.
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2018.04.23 16:47 Randomlucko [Desabafo] Nada de novo, só desanimado/indignado com as coisas que ocorrem no país.

Isso aconteceu na cidade de alguns parentes, uma pequena cidade de pouco mais de 30 mil habitantes.
Neste sábado foi feriado, e portanto as lojas do centro não abriram, com a exceção de uma loja de calçados.
Pois bem, durante a manhã o representante do sindicato da cidade (há apenas um que representa vários sindicatos) e um fiscal da prefeitura foram até a loja e fizeram uma tremenda bagunça, gritando exigindo que fechasse, que era ilegal e exploratório, isso tudo na frente de clientes. Foram extremamente rudes e intransigentes.
Mas o detalhe é o seguinte: na loja o único que estava trabalhando era a dona, os funcionários não tiveram expediente, apenas a dona foi abrir e trabalhar.
Resultado da brincadeira: foi forçada a fechar a loja e recebeu uma multa da prefeitura (não sei detalhes da multa, mas foi algo com lei municipal).
E agora as perguntas que ficam na minha cabeça são: pra que? Quem que essa loja tava atrapalhando? Ela tava trabalhando, no seu estabelecimento, ganhando dinheiro e gerando impostos e não forçou funcionário nenhuma a trabalhar, então pra que punir? Pra que impedir ela? Quem ganha com isso? Pra que fazer um puta estardalhaço em frente a clientes?
Enfim, sei que é apenas um desabafo, e que essa tipo de situação não é regra ou ocorre o tempo todo, mas me incomoda muito.
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2018.02.08 14:50 0nonada Minha família enche o saco pra eu fazer concurso.

Eu não tô conseguindo mais me concentrar pra fazer o que eu quero. Toda hora a minha mãe aparece exigindo que eu me torne concursado, dando vários exemplos de pessoas fracassadas na família por não terem seguido essa linha. Quando não é ela, é meu cunhado. Esse não cansa de me lembrar que o filho de um amigo tá ganhando 11 mil por mês após ter feito um concurso e passado.
Pelo que eu entendi do discurso deles, a questão é que pegaram trauma de trabalhos "normais". Trabalhos em que os patrões não reapeitam leis trabalhistas e mandam eles fazerem coisas que estão além de suas verdadeiras funções. Eu compreendo esse lado, porém queria fazer a minha faculdade. E, tendo em vista toda essa exigência deles, acho que terei que dar uma pausa no que tenho planejado e fazer esses diversos concursos por aí.
Pra minha tristeza, ainda não sou independente financiamente, mas tô procurando algo. O ponto, porém, não é que eu tenha odio de concurso e nunca farei na vida, algum dia eu irei, mas o momento não é esse. PQP!
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
URL: http://ift.tt/2uO9Icf
Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
The post Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana appeared first on The Intercept.
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2017.06.15 00:27 joereis1983 Nada sobre nada na vida do Joe.

Bom, vai ser sobre nada interessante galera, mas vou escrever algumas bobeiras do meu dia, ja que estou com pouco tempo para acessar ultimamente.
Nobrissimos, novidades. Parece que o dia dos namorados deixou a mulherada em polvorosa no Tinder, conseguir alguns matchs, porem não sai com nenhuma ainda, só um bom bate-papo e talz, mas na sexta estou marcando com uma guria de caçapava e no sabado com uma daqui mesmo. Além disso, uma guria que eu levava um papo, la de Guarulhos, parece que ficou afim, to pesando a caminhada daqui até la para ver ela, e sinceramente, é ela que mais me atrai. Gatinha, meio gamer, joga lol (eu odeio esses jogos) e parece realmente que ela não é um gordo tetudo se passando por garota. Vou falar das 3.
1 - Daqui de sjc, trabalha de Babá em um bairro alto padrão, tem um filho de 6 anos, é bonita de rosto, parece um pouco fofinha, mas atraente. O problema é que ela faz o estilo talk show, só responde se eu perguntar, só fala se eu falar. Mas falei que poderiamos sair no sabado e ela disse que sim, mas fiquei de confirmar.
2 - Guria de Caçapava, cidadezinha ha uns 10 kms daqui. Guria de humanas, tattoos, meio desapegada, não é gata, mas tem um papo gostoso cara. Fechamos na sexta.
3 - A garota de Guarulhos. 27 anos, recém separada, pelo que percebi, mora em uma quebrada. Tem um garoto, é a mais bonita das 3, conversamos muito, sobre tudo. É minha preferencia, to preparando o Racionais no som do meu Escortão Azul Meia-noite para chegar chegando na quebrada e pegar essa princesa.
Além delas, tem uma guria de Pindamonhangaba que me colocou na parede, exigindo minha presença, não disse que iriamos em um barzinho antes, nada de filminho, nada de sentar na pracinha pra papear... ela disse simplesmente, vc passa aqui perto da minha casa, me pega e direto pro motel. Disse que possivelmente vou ouvir a voz dela apenas no "Oi", pq não vai falar mais nada até o fim da transa. Ela é gata tb, mas me assustei, eu assumo, fiquei com medo de ser fake, sei la, to me precavendo, mas talvez role. O problema vai ser a gasolina e grana, mas nubank me salva nessa.
Hj vou ao show do Vivendo do Ócio + Selvagens a procura de lei, vou sozinho denovo, apenas pelo som mesmo. Mas... nunca se sabe.
Vamos la malditos, opinem. Por favor, sem citar minha princesinha.
Abraços Redditor, saiam dessa porra e vão curtir essa merda de vida.
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2014.05.01 03:59 brasilbitcoin Como declarar os meus Bitcoins no Imposto de Renda? Por Paulo Fiorio

Por Paulo Fiorio
30 de abril é o prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) referente aos ganhos obtidos no ano passado. Além de pouco tempo, os contribuintes também têm outra preocupação: a Receita Federal informou que devem ser declarados lucros adquiridos com Bitcoins em 2013. De acordo com a própria Receita, quem realizar vendas da moeda em valor superior a R$ 35 mil por mês (aproximadamente 34,5 bitcoins), deve pagar IR sobre lucro (se houver) à alíquota de 15%. Os investidores que acumularam a moeda em 2013 e não adquiriram bens ou tiveram quaisquer ganhos com as transações também serão obrigados a declarar o saldo final total em 31/12/2013 na ficha de Bens e Direitos.
O comunicado da Receita reflete o interesse do brasileiro na chamada “Moeda da Copa”, que se torna cada vez mais popular e ganha novos entusiastas. Apesar disso, o Brasil ainda estuda regras para a sua circulação, já que cada país seguem diretrizes próprias. Mas, o investidor deve estar alerta. “Não só com a declaração do imposto de renda, mas quem investe em Bitcoins precisa se atentar a questões como a seriedade da empresa que intermedeia as suas transações, se ela segue à risca as recomendações do país em questão e até mesmo, as leis relativas a ‘lavagem’, ocultação de bens, direitos e valores. Como sabemos, no exterior, algumas empresas foram ligadas a atividades ilícitas e casos de lavagem de dinheiro também foram identificados e por isso, o usuário precisa se precaver”, diz Helena Suarez Margarido, sócia do HMO Advogados – eAdvisor, especializado no mercado de Internet e novas tecnologias.
Empresas brasileiras já estão tomando uma série de cuidados paratornar as transações mais seguras ao consumidor, como por exemplo a BitInvest, que adota medidas de segurança rígidas para proteger o usuário. “Utilizamos tecnologia de segurança similar à aplicada por grandes bancos internacionais e corretoras. Nossa comunicação é 100% criptografada e utilizamos os mais avançados padrões para manter as transações seguras. Isso também inclui seguir normas de compliance mínimas, exigindo verificação dos usuários finais, como já fazemos, o que é fundamental para garantirmos que não haverá lavagem de dinheiro por meio da nossa plataforma”, diz Flavio Pripas, CEO da BitInvest.
Os intermediadores têm papel fundamental na verificação da lisura das transações e dos usuários já que, em se tratando de transações, que por definição são anônimas, esses intermediários são os únicos responsáveis por ligar as transações virtuais ao “mundo real”. “A não observância dessas leis, em especial a 9.613/98, que exigem verificação de documentos e de transações suspeitas sujeitam os intermediários a sanções que vão desde advertência até suspensão das atividades da empresa, o que poderia lesar seus usuários”, explica a advogada.
Por mais que seja uma tecnologia inovadora, que até o momento, por ser anônima, possibilitou que alguns a utilizassem para ações negativas, o Bitcoin se apresenta com potencial para resolver problemas de pagamento de maneira muito mais ágil e confiável se comparado às atualmente existentes. Contudo, vale lembrar que, mesmo se tratando de algo novo, já existem leis no Brasil que dispõem regras gerais que devem ser seguidas por empresas e usuários e, portanto, se faz importante estar em dia com o Fisco e atento às leis e recomendações que regem o País. Podem surgir dúvidas mais complexas na cabeça do contribuinte, como é o caso de remessas de bens e valores de Bitcoins ao exterior. Quanto a esse tipo de transação, a utilização da moeda também não evita os impostos. “A princípio, Bitcoin deve ser entendido como um ativo, mesmo que virtual, portanto as regras de tributação obedecem às mesmas regras aplicáveis aos bens móveis em geral”, finaliza Helena Margarido.
Citações

Não só com a declaração do imposto de renda, mas quem investe em Bitcoins precisa se atentar a questões como a seriedade da empresa que intermedeia as suas transações, se ela segue à risca as recomendações do país em questão e até mesmo, as leis relativas a ‘lavagem’, ocultação de bens, direitos e valores. Como sabemos, no exterior, algumas empresas foram ligadas a atividades ilícitas e casos de lavagem de dinheiro também foram identificados e por isso, o usuário precisa se precaver”. — Helena Suarez Margarido, sócia do HMO Advogados – eAdvisor, especializado no mercado de Internet e novas tecnologias.

“Utilizamos tecnologia de segurança similar à aplicada por grandes bancos internacionais e corretoras. Nossa comunicação é 100% criptografada e utilizamos os mais avançados padrões para manter as transações seguras. Isso também inclui seguir normas de compliance mínimas, exigindo verificação dos usuários finais, como já fazemos, o que é fundamental para garantirmos que não haverá lavagem de dinheiro por meio da nossa plataforma” — Flavio Pripas, CEO da BitInvest.

Fonte: Amanda Gelumbauskas e Carol Cavalaro em Bitinvest.
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2014.03.14 19:16 Filipehdbr Sistema de pagamento bizarro e sombrio sendo disseminado mundialmente

São Paulo, 14 fevereiro de 2014.
Os governos mundiais anunciaram hoje um plano para permitir que cidadãos, anomimamente, transportem parte de suas riquezas consigo e realizem trocas com outros usando pequenos pedaços coloridos de papel, impressos com imagens maçônicas e nacionalistas, assim como também números que, propositalmente, representam o seu valor(isso se o papel não for falso!). Esses pedaços de papel são formalmente uma "nota" emitida do banco central de cada nação, mas eles também são chamados de "espécie" por muitos - esta é uma questão técnica que é muito complexa para cobrir neste artigo; Não obstante, essa é uma representação da complexidade e difícil forma de uso desse novo sistema.
"Notas de dinheiro" - Um sistema complexo
Esses pedaços de papeis(também conhecidos como "notas", "bufunfa", "cash", "dinheiro vivo" em sua comunidade sombria, anti-banqueira e libertariana, que têm sidos os primeiros usuários até então) vão diferir de nação para nação e não possuem liquidez fora das fronteiras de cada país.
O que será uma grande surpresa para gerações que cresceram com calculadoras e computadores, "notas de dinheiro" são emitidas com valores específicos prédeterminados, exigindo seus usuários a manter uma grande quantidade desses papéis que precisam ser somados para executar uma transação e então feitos outros cálculos para "dar um troco", um processo complexo de devolver ao pagador o excesso de pagamento usando outras notas. (Não se preocupe se isso parece difícil de entender, nós mesmos tivemos problemas em entender no início e certamente este método não está pronto para um consumidor em sua forma atual.)
José João, responsável pelo treinamento de funcionários na casas bahia, disse: "Eu mal consigo imaginar treinando dezenas de milhares de funcionários para usar "notas de dinheiro", verificar sua autenticidade e aprender a "dar troco" sem cometer erros. Isso irá requerer uma instalação em massa de máquinas de dar troco - as tão chamadas "caixas registradoras" - e milhões de reais em treinamento de funcionários, enquanto longas filas demoradas de consumidores serão criadas. Além disso, teríamos que adotar procedimentos de segurança e guardas armados para evitar o roubo dessas notas físicas enquanto estiverem guardadas conosco ou durante o transporte até o banco. Não conseguimos enxergar a adoção dessas notas em nossas lojas nessas condições".
Perfeita para criminosos
O lançamento de "notas de dinheiro" provocou uma reação mundial imediata de agências reguladoras, que, unânimemente, condenaram seu desenvolvimento.
"Dinheiro é 100% anônimi e é uma tecnologia de pagamento irrastreável. É como uma arma de destruição em massa lançada contra as leis,", disse João José, um delegado da polícia federal. "É um mecanismo de pagamento perfeito para criminosos, cartéis de drogas, terroristas, círculos de prostituição e lavadores de dinheiro. Nós não sabemos como será possível combater tal tecnologia e temos a plena expectativa de que uma nova geração de super-criminosos apareça, trabalhando nas sombras de mundo em que eles podem conduzir suas atividades ilícitas sem deixar qualquer tipo de rastro."
O superintendente de um banco, João José, tinha o seguinte a dizer: "Eu não consigo pensar em qualquer razão para que um cidadão correto queira usar dinheiro. De forma básica, acreditamos que deva haver um procedimento de licenciamento para pessoas e empresas que planejem usar dinheiro, algo como uma "licença-dinheiro". Esta licença irá limitar "dinheiro" para pessoas confiáveis que mantém registros detalhados e auditáveis de suas transações em dinheiro, para que possamos manter o estado de são paulo longe de criminosos."
Outros possuem preocupações em relação a notas forjadas. "No fim das contas, mesmo com impressoras modernas, dinheiro é apenas um pedaço de papel. Nós tememos que grupos criminosos e nações inescrupulosas imprimam dinheiro falso para que possam lucrar ou mesmo prejudicar as economias de seus inimigos," disse João José, um analista de mercado. "Neste interim, estamos certos de que dinheiro vai operar com valores em desconto no mundo real, dado o risco que uma parte tem de aceitar um dinheiro falso; sem dúvida dinheiro é um grande retrocesso no atual sistema financeiro baseado em criptografia."
Sem proteção ao consumidor
Embora difícil de imaginar, dinheiro funciona sem absoluta proteção ao consumidor. Se suas "notas" forem roubadas ou perdidas, elas assim estarão para sempre.
"Eu simplesmente não entendo porque não existe ninguém que eu possa ligar para reembolsar meu dinheiro se eu o perder," disse José João, um empresário do Rio de Janeiro. "Que tipo idiota de sistema de valores e pagamento não mantém registros de transação e propriedade?"
Ainda mais, parece não haver mecanismos de autenticação associado com pagamentos ou transferências em dinheiro, muito menos que acompanhe os modernos padrões de segurança. Uma vez que alguém obtém o controle de suas "notas", está livre para gastar ou usar como quiser, e não há como reverter, suspender ou mesmo identificar a transação ou quem as roubou.
Mesmo a destruição de notas, que, como você deve lembrar, são apenas pedaços de papel, poderia resultar em perdas. De acordo com o diretor da recentemente criada "Casa da Moeda", notas danificadas em mais de 51% devem ser enviadas para uma investigação especial que irá determinar se elas poderão ser, ou não, reembolsadas.
Falhas de segurança descoberta em "Carteiras físicas"
Propositores do dinheiro desmentiram estas preocupações dizendo que diversos fabricantes de carteiras, como "Coach", "Gucci" vão anunciar em breve "carteiras físicas" em couro e camurça. Estas carteiras são feitas para guardar as notas, de forma que caibam em uma bolsa ou um bolso de roupa.
"Uma vez que suas notas estão seguramente escondidas em sua carteira Gucci, e guardada em seu bolso de calça[o bolso da frente é recomendado como 'boa prática' de segurança], é quase impossível que elas sejam roubadas, perdidas ou destruídas", disse José João, responsável pela comunicação da Gucci LTDA.
Mas algumas pessoas que adotaram o dinheiro em seu início reportaram que essas carteiras físicas possuem falhas de segurança. "Eu estava em um bar em Belo Horizonte duas semanas atrás e esqueci minha carteira Gucci lá", disse José João, um turista. "Quando retornei na manhã seguinte, minha carteira estava lá mas meu dinheiro tinha ido embora!". Nós entramos em contato com a Gucci a respeito desta tentativa de hacking, mas preferiram não comentar "sobre matérias de cunho confidencial de consumidores."
Até mesmo criminosos não estão imunes aos riscos do dinheiro. O notório lugar "MercadoLivre" de drogas, onde vendedores e consumidores deixam envelopes de dinheiro (nos quais eles claramente escrevem seus nomes) na caixa de correio do lugar que gerenciava as transações, misteriosamente fechou na semana passada, citando 'roubo do dinheiro devido a um bug no processo de selamento dos envelopes'. Enquanto especialistas técnicos acreditam que seja possível que a cola no envelope não estivesse corretamente aplicada, eles também alertaram que uma "nota" é basicamente uma chave pública e privada ao mesmo tempo, e assinalaram que pode haver risco em deixar criminosos anônimos manter a chave privada de seus valores.
Requer presença física
No que parece ser a limitação mais estranha do dinheiro, ele só funciona para pagamentos entre 90 centímetros ou menos, e deve ser manuseado de um humano para outro para executar a transação.
Esse requisito é amplamente discutido como vulnerabilidade fatal para tradicionalistas.
José João, gerente de uma agência do Bradesco, disse: "Uma forma de pagamento que não pode ser usada a distância, não pode ser usada para e-commerce, não pode ser usada em dispositivos móveis, não pode ser usada em transações baseadas em computdores, não pode ser programada, não pode ser pensada como um sistema de pagamento. Eu admito, como forma de expressão de arte, transações em dinheiro é um experimento divertido, mas não tem aplicação no mundo real de banco, finanças ou comércio.
Ainda mais, dada a associação de dinheiro com atividades criminais, nós estamos recusando ofertar serviços bancários e fechando contas de clientes que usam 'dinheiro', seja pessoa física ou jurídica. É a única forma que temos de assegurar que estamos seguindo nossas obrigações legais e regulatórias."
Reconhecidamente, se você tentar usar dinheiro em um país diferente do que foi emitido, ele será categoricamente recusado. Para que isso seja possível, você terá que ir em pontos pré-determinados, normalmente em aeroportos ou certos bancos, com horário de abertura limitado, que irá "trocar" suas notas pelas notas do país que você está visitando. Essas transações possuem altas taxas - normalmente 2-3% - para cada transação, significando que cada turista irá perder 5% ou mais de seu dinheiro em uma viagem típica apenas em custos de "troca', o que parece ser extraordinariamente alto para isso. Um cálculo complicado de multiplicação ou divisão.
Um passo para trás para economia
Economistas estão boquiabertos com legisladores que estão apoiando a adoção do dinheiro, apesar de suas fortes objeções. Uma ferramenta de política chave de Bancos Centrais tem sido o uso de taxas de juros positivas e negativas para gerenciar o crescimento econômico. Parece que isso não será possível com o dinheiro.
José João, um renomado jornalista para Folha de São Paulo, disse: "Este é um dia triste para a macro-economia. Se o dinheiro decolar de qualquer forma, ele reduzirá nosso controle sobre as alavancas da economia significativamente, fornecendo um mecanismo para depositantes a optar por sair de taxas de juros negativas. Dado o fato de que ele pode nos impedir de prevenir a próxima depressão e vai certamente reduzir a arrecadação de impostos, pode-se até considerá-lo diabólico."
Meio ambiente e impactos na saúde
Os ambientalistas expressaram preocupações sobre o impacto do dinheiro sobre o meio ambiente. "Você imagina que, em 2014, teríamos nos livrado de pesticidas e irrigação intensiva de algodão [leia-se: corte de árvores]. Agora teremos que tratar o algodão com tintas perigosas e transportá-lo com combustíveis fósseis, apenas para representar um valor como "20", que poderia ser representado eletronicamente sem, efetivamente, nenhum custo. Quando vamos aprender? ", Disse José João, recentemente nomeado diretor executivo do Clube Sierra.
Autoridades de saúde pública também advertiram que o dinheiro poderia ser um excelente vetor de transmissão de doenças. "Testamos várias 'notas' em nossos laboratórios recentemente e descobrimos que, em média, tem 20 vezes mais bactérias do que um assento sanitário", disse José João, vice-presidente de Pesquisa do hospital Albert Einstein. "Nosso conselho é que as pessoas devem evitar o dinheiro, em geral, e só lidar com isso se for absolutamente necessário. As crianças, os idosos e imunocomprometidos não devem manusear dinheiro em qualquer circunstância."
O que vem em seguida?
Os defensores do 'dinheiro' acham que ele acabará por ser uma tecnologia amplamente adotada que vai se espalhar por todo o mundo, permitindo que transações pessoais de médio porte (não micro-pagamentos, mas não mega-pagamentos também) de uma forma que é invulnerável a interrupções elétricas ou de internet e que dará início a uma nova era de comércio mais "humano".

Nós tentamos manter uma mente aberta nesta publicação para novas tecnologias, mas, até à data, temos dificuldade em ver o dinheiro de forma positiva. Certamente grupos criminosos vão aproveitar o anonimato perfeito do dinheiro para causar estragos na aplicação da lei e arrecadação de impostos, algo que é profundamente indesejável. Entre os cidadãos cumpridores da lei, podemos imaginar uma possível adoção em comunidades modernas densas, como Moema, onde 'carteiras', 'dinheiro' e 'dar troco' poderia ser mais um reflexo do seu ponto de vista de sistemas sociais modernos.
Fora isso, seria difícil recomendar que o consumidor ou comerciante médio torne-se envolvido no que é ainda hoje um sistema muito bugado, cheio de riscos, inconveniente, com altos custos de transação, além de ser possível transmissão de doenças. Mesmo se tratado perfeitamente, o dinheiro certamente irá manchar o seu negócio e vida pessoal com a reputação decadente dos traficantes de drogas, terroristas, lavadores de dinheiro e anarquistas que o usam hoje, ameaçando negócios e relacionamentos bancários e levantando as sobrancelhas de agências reguladoras sob sua comunidade.
Traduzido de http://ledracapital.com/blog/2014/2/17/bitcoin-series-19-bizarre-shadowy-paper-based-payment-system-being-rolled-out-worldwide
submitted by Filipehdbr to BrasilBitcoin [link] [comments]


2010.02.08 22:30 brunopio Direito Intelectual: patentes, comunidade científica e outros assuntos relacionados.

Aqui nesta área, pretende-se inicialmente abrir a discussão de diversas áreas do direito intelectual.
A propriedade intelectual pode ser dividida em duas categorias: direito autoral e propriedade industrial, sendo que pertecem à primeira as obras literárias e artísticas, programas de computador, domínios na Internet e cultura imaterial, e à segunda as patentes, marcas, desenho industrial, indicações geográficas e proteção de cultivares. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é o órgão brasileiro responsável pelas marcas, patentes, desenho industrial, transferência de tecnologia, indicação geográfica, programa de computador e topografia de circuito integrado.
No Brasil, está disciplinada principalmente pelas leis 9.279/96 (Marcas e Patentes), 9.456/97 (Cultivares), 9.609/98 (Software) e 9.610/98 (Direitos Autorais), além de tratados internacionais, como as Convenções de Berna, sobre Direitos Autorais, e de Paris, sobre Propriedade Industrial, e outros acordos como o TRIPs (Trade Related Intelectual Property Rights). É também preceito Constitucional, estando arrolado entre os Direitos e Garantias Fundamentais, com previsão nos incisos XXVII, XXVIII e XXIX, em consonância aos incisos XXII e XXIII, do artigo 5º da Constituição Federal.
No que tange aos chamados "conhecimentos tradicionais", existem várias discussões entre juristas, comunidades locais e organizações mundiais de proteção da Propriedade Intelectual acerca da adequação desse tema ao sistema patentário atual. A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) trata conhecimentos tradicionais como um novo tema a se definir, instituindo o “Comitê Intergovernamental sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos, Conhecimento Tradicional e Folclore”, para estudar formas de regulamentar o assunto.
Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas de propriedade intelectual, exigindo que as mesmas liberdades sejam preservadas em versões modificadas.
Creative Commons disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de "todos os direitos reservados" do direito autoral tradicional, ela foi criada para transformá-la em "alguns direitos reservados".
Assim, antes de se começar qualquer debate, sugiro estar a parte pelo menos da legislação vigente no Brasil. Não adicionei todas as possíveis formas de direitos livres aqui no texto por serem praticamente infinitas, e obviamente poderão estar no debate. Sinta-se a vontade para adicionar e comentar sobre outras formas de direito autoral.
submitted by brunopio to PartidoPirata [link] [comments]


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