Porque são modelos sempre único

Mas essas lentes nem sempre são a forma mais inteligente de olhar para as coisas. Por exemplo, quando você se depara com um problema novo, você não tem a experiência necessária para resolvê-lo. Então, enfrentá-lo com suas própria lentes não vai lhe aproximar da solução. É aí que você precisa entender o que são modelos mentais. Entre todos os modelos que desenvolvíamos, a escolha dele sempre residia naquele com menor quantidade de parâmetros. A Navalha de Occam propõe que a solução mais simples normalmente é a correta. Os modelos de gestão não são excludentes. É possível adotar um modelo participativo focado em resultados e processos, por exemplo. A determinação do modelo também deve considerar como a empresa quer se relacionar com os colaboradores. Isso é uma questão que nem sequer se coloca, até injustamente para o Citroën. É que todos os segmento E premium são modelos recentemente lançados (o Audi A6 é um restyling, mas ainda assim), ao contrário do C6, que já se mantém no activo há uns tempos. Isso faz com que o fosso seja ainda maior. Porque existem diferentes formas de aprendizagem, e porque cada aluno é único, os professores devem estar armados com diferentes modelos pedagógicos para serem capazes de se adaptar a diferentes situações. Mesmo assim, os modelos pedagógicos sempre se concentram em três elementos: O que se destina a ensinar; Como se destina a ensinar Modelos mentais são dispositivos do pensamento por meio dos quais um ser humano tenta explicar, a si próprio e aos outros, como funciona o mundo real. É um tipo de símbolo interno de representação da realidade externa, hipotética, que tem um papel importante na cognição – ou seja, na forma como apreendemos o mundo. Por ser o único filtro de modelos mentais de natureza coletiva, a cultura pode ser encarada de duas maneiras bem distintas. Se, por um lado, ela é positiva, pois ajuda a manter a ordem e estruturar uma forma de pensar que se estende a um grande número de pessoas, de outro, ela tende a ser limitadora e conservadora. Os modelos lógicos baseados em registros, por outro lado, refletem melhor as formas com que os dados são armazenados no servidor. Selecionar um modelo de dados é também uma questão de alinhar suas prioridades para o banco de dados com os pontos fortes de um determinado modelo, independentemente de essas prioridades incluírem velocidade ... Porque as pessoas desejam sempre as mesmas coisas? Em um mundo onde a maioria das sociedades são formadas por modelos de excessivo consumismo, é fácil ver que boa parte desses momentos de desejo de compra são puramente artificiais e se mostram como um claro reflexo da propaganda mal intencionada que é veiculada não só pelas mídias mas ... Algumas das características desse tipo de modelos de pesquisa básica são: ... ao contrário dos outros tipos de modelos de pesquisa, não é o único responsável por descrever o ambiente do fenômeno do estudo, mas também se concentra em definir as causas por trás do fenômeno de estudo. ... A realidade é que você deve sempre analisar ...

Meu feedback sobre New World

2020.09.01 19:36 hmmild Meu feedback sobre New World

I – INTRODUÇÃO

1.Olá, primeiramente, queria dizer que eu sou apenas um cara que gosta de jogar e ajudar as pessoas e, que as vezes algumas ideias surgem à mente, e assim aconteceu durante esse primeiro contato com o jogo e, por oportuno, explicar que aqui são apenas algumas ideias iniciais, que precisam ser trabalhadas, veja bem, ideias, um ponto de vista pessoal, ou seja, apenas uma opinião pessoal como jogador.

2.Eu começo dizendo ainda: difícil não é você conseguir players para um novo jogo, mas sim mantê-los.

3.Aqui estão apenas algumas idéias e análises pessoais de um jogador comum. Muitas coisas que estarão aqui são ideias iniciais e esboços prematuros. Antes de começar, queria deixar uma visão rápida sobre o que eu penso da realidade dos MMORPGs ao longo do tempo:

  1. O mundo já não é mais como era há 10, 20 anos atrás. As tecnologias e as informações estão cada vez mais intensas e aceleradas. Dito isso, na minha análise como jogador há mais de 20 anos, eu percebo que muitas "empresas tradicionais" não acompanharam essa revolução tecno-científica no mesmo ritmo em que elas aconteceram, tanto é que muitas delas, precursoras de alguns gêneros, somam mais prejuízos do que lucro.

  1. Na primeira década do século, podíamos contar nos dedos de uma das mãos os grandes e pioneiros jogos de MMORPG, dentre outros gêneros semelhantes.

  1. Muitos de nós, hoje com seus trinta e poucos anos, ou quase lá, de existência, estávamos na adolescência e começando a engajar nesse universo dos MMORPG, passando horas e horas do nosso tempo imersos em determinado game da espécie.

  1. Pois bem, o tempo passou, e aquela galera que crescia junto com os primeiros MMORPGs foram se ocupando com seus empregos, estudos, família, enfim, já não tinham mais tanto tempo livre para despender aos MMORPG da época, que exigiam e recompensavam os jogadores mais imersivos e dedicados exclusivamente ao jogo.

  1. Nesse contexto, juntamente com o avanço acelerado da globalização, algumas empresas foram rápidas e perspicazes ao perceberem a tempo essas mudanças no mercado. Eis então que surgem e se popularizam gêneros como por exemplo: os mobas, battle royale, os hack and slash, os action rpgs entre outros.

  1. Aqui não vou me alongar muito sobre o tema, apenas dizer que esses gêneros conseguiram contemplar uma gama muito maior de jogadores, como, por exemplo, aqueles que não tem muito tempo para dispor ao game e, também obtiveram uma fatia maior ainda de mercado. Consequentemente, por obterem êxito com essa façanha, muitos jogos explodiram e se popularizam virando fenômenos, trazendo cada dia mais e mais adeptos ao seu nicho.

  1. Agora, no cenário atual, o jogador que joga 12 horas por dia e o jogador que joga apenas duas horas, estão num cenário de igualdade. Uma vez que o mundo e o mercado mudou, o foco dos games mudou, as pessoas mudaram, as tecnologias mudaram. Porém, muitas empresas, que desprezaram até a própria comunidade, não conseguiriam enxergar isso e foram à falência, já dizia Cássia Eller: “Mudaram as estações e nada mudou...♫”

  1. É possível perceber, que esses novos jogos buscam manter sempre um cenário justo, equilibrado, alinhado a diversão, interação e o constante progresso, valorizando outros aspectos em detrimento ao tempo gasto com o jogo e execuções de ações massivas, repetitivas e cansativas. Agora há um equilíbrio natural, o principio fim é, por exemplo, a habilidade individual e o raciocínio de cada jogador, e não mais nos itens e nas vantagens dos leveis que o jogador adquiriu jogando 25 horas por dia. Agora, para você conseguir progredir no game e estar entre os melhores, não é preciso ser um “crackudo” e totalmente aquém da realidade.

  1. Dito isso, deixo algumas questões? Qual caminho New World quer seguir? O que New World quer contemplar? Qual o público alvo do New World?

  1. Eu acredito que assim como algumas novas empresas estão fazendo e, conseguindo sucesso com isso, a Amazon, com o New World, pode focar o máximo possível na igualdade e num sistema justo de progressão, encaminhar as dificuldade e os desafios dentro do jogo para o ponto certo, e não mais ficar na mesmice falida de sempre.

  1. Se a Amazon conseguir isso, New World tem um potencial enorme de crescimento e de dar um passo importante para uma nova era dos gêneros de MMORPGs . Mas para isso, na minha singela opinião, é preciso deixar de lado alguns preceitos ultrapassados que já não se enquadram mais no mercado atual.

  1. Dessa forma, é necessário reinventar e criar novos paradigmas e, antes de mais nada, é fundamental ter muita coragem e não ter medo de errar, para que no fim, não seja apenas mais um no meio de tantos jogos horríveis que já existem, e que ainda insistem na mesmice ultrapassada de outrora.


II – OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE NEW WORLD


  1. Acredito que New World precisa ter um proposito inicial mais conciso, seja para atrair novos jogadores, seja para mantê-los. É preciso haver uma ideia central que faça com que o game não se torne algo repetitivo, enjoativo e com um fim precoce.

  1. Como fazer isso? Primeiro de tudo, o game deve ter um sistema justo e igualitário para todos. Como assim? Deve recompensar dentro das proporções todos os jogadores de maneira igual, seja o que joga sozinho, seja o que joga em grupo, seja o que joga 20 horas por dia, seja o que joga duas horas, ponto.

  1. O quesito, por exemplo, da "sorte aleatória", pode ser bem melhor trabalhado para esse aspecto. Abordo esse tema melhor no item VIII do tópico. Isso possibilita que os jogadores tenham em mente que em New World a qualquer momento a sua sorte pode mudar, e que mesmo você jogando pouco tempo, você pode ter a chance de ser agraciado de alguma forma com a sorte.

  1. Outra fundamental observação é que devem existir temporadas sazonais, sempre com atualizações e novidades, em busca de a cada nova temporada aprimorar o conteúdo que já existe.

  1. Eu não acredito que o jogo deveria ter uma transição engessada, por exemplo: começa aqui, vai pra ali, e depois terminar lá, mas também não deve ser algo desorganizado e sem sentido, é preciso limitar algumas progressões precoce demais, criar um sistema de penalidades de ganho de experiência, assim tudo terá seu devido tempo para acontecer. O que eu mais tenho observado são players leveis baixos correndo e atravessando para áreas que tecnicamente deveria ser mais perigosa ou restritas para eles no momento. Acredito que as busca pelo level máximo não deva ser algo com grande impacto dentro do jogo, mas também não deve ser desprezado tão facilmente, o foco do jogo não deve ser farmar, farmar, farmar, farmar, farmar, tal área, ou tal monstro. O foco não deve ser o level máximo e suas vantagens extrapoladas. Sinceramente, existem infinitos e melhores aspectos a serem exploradas do que isso.

  1. Dá pra perceber que o jogo mistura um pouco a história da alta e baixa idade média juntamente com o início da formação dos primeiros burgos. O território se divide numa espécie de suserania e vassalagem e mistura a ideia de um feudo/burgo.

  1. Um grande problema que deu pra perceber nesse primeiro teste, é justamente a questão territorial, aparentemente os players tendem a se agrupar na facção que possui mais domínio de terras e mais faccionados afim de buscar mais facilidade dentro do jogo. Isso é preciso ser corrigido, criando algum sistema de equilíbrio natural, fazendo com que esta questão não tenha tanto impacto no jogo.

  1. Acredito que toda facção devia ter pelo menos 1 território permanente e estável sob seu domínio. E que essa questão territorial não influencie significativamente na progressão individual dos jogadores e nas conquistas de desempenho.


III – FLANDERS

  1. Eu acho que seria genial, desde logo, mostrar ao jogador de New World, que o mundo, ao qual ele pertence, é um universo de constante e incansáveis guerras, paralelo a luta pela sobrevivência e a oportunidade de ter seu nome na história, de ser reconhecido no universo a qual ele pertence, seja pelos seus feitos, maestrias, conquistas, habilidade, enfim.

  1. Antes de falar sobre o que acho sobre o sistema de guerra de New World, quero começar pelo sistema de “zona de Flanders”. Para quem não conhece, Flanders (atual Bélgica) foi uma região de intensa batalha entre França e a Inglaterra pelo controle do Canal da Mancha, um local de comercio lucrativo e ponto estratégico para quem o dominasse, e que deu contornos a “Guerra dos 100 anos”.

  1. New world poderia trazer áreas de intensas batalhas e diversas disputas, essas áreas seriam zonas neutras de pvp obrigatório, monstros e bosses de extrema dificuldade e difíceis de matar, porém o foco dessas áreas jamais poderia ser a experiência de leveling ou loot, mas sim a sobrevivência e o combate frenético. As facções estariam em intensas disputa, estariam preocupados em matar os super Bosses, matar as facções rivais e sobreviver. Não podem por exemplo ser aceito formação de grupo nessas áreas (precisa ser estudado). No final, conseguem as recompensas pela morte do Boss, se conseguirem mata-lo, apenas os membros da facção que causou mais dano à ele. Deve ser uma área com desafios difíceis pela sobrevivência. Para essas áreas podem haver por exemplo 3 divisões, até o lvl 20, do lvl 21 ao 40, e do level 41 ao 60, restringindo o acesso de cada area pelo level e títulos (vou falar sobre eles abaixo) dos jogadores. Novamente, o equilíbrio é tudo. Acho que pra uma ideia inicial nesse sentindo é isso.


IV – RANK E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PVP

  1. Um sistema de rank das mais variadas categorias deve haver em new world, é mais um objetivo a ser almejado pelos jogadores. Desde da divisão por quantidade de abate, até a divisão de level de colheita e ouro.

  1. Por exemplo, um divisão para o rank de abates e mortes, com algumas peculiaridades. Uma ideia inicial nesse sentindo seria: para cada abate que você conseguir no mundo aberto você soma 2 pontos no rank, para cada morte você diminui -1 ponto. Abater jogadores 10 leveis menores que o seu, você não pontua, morrer para jogadores 10 leveis menores que você, você perde -5 pontos. Matar jogadores com 10+ leveis maiores que o seu você soma 5 pontos. Deve haver também um sistema que pontue a assistência nos abates, para contemplar todos, principalmente aqueles que querem focar seus personagens em cura e proteção por exemplo.

  1. É preciso estudar também, como funcionaria o abate e a morte do jogador estando em um grupo.

  1. Durante a guerra os abates não contabilizam, há tão somente uma nota geral pela vitória ou pela derrota.

  1. O pvp em mundo aberto: deve acontecer num cenário mais justo possível, se o jogador for abatido por um grupo, o jogador que morreu não deve ter tantos prejuízos, isso se eles estiver solo, e o grupo que o matou não deve ter tantos benefícios, no fim o jogo deve contemplar sempre um ambiente justo e equilibrado. Consegue êxito por exemplo, aquele que tem uma melhor habilidade de combate, independente apenas dos itens que carrega, que montou uma emboscada bem sucedida, que atacou na hora certa, que conhece os limites do seu personagem, que sabe usar um contra-ataque, que combinou melhor seus pontos de habilidade, enfim. E na guerra vai vencer o que tem uma melhor estratégia, uma melhor tática, que sabe a hora de atacar, recuar. É preciso criar um sistema justo, durante o tópico vou deixar algumas outras ideias de como poderia ser isso.

  1. Basicamente é deixar claro que você ter um item lendário, não deve lhe tornar uma lenda.

  1. O jogo deve primar sempre pelo justo e o equilíbrio.

  1. Ayrton Sena e eu, cada um com uma Ferrari igual, mas no final a gente sabe o resultado, o melhor sempre ganha é claro, que nesse caso seria eu, obviamente, :rofl:. Mas deixando a brincadeira de lado, o que eu quero dizer com isso é que a vitória deve acontecer não porque o carro desse ou daquele é melhor, e sim porque naquele momento, naquela disputa, quem estava no volante foi melhor. Mantendo a analogia, na realidade atual, quem ganha é quem tem o melhor carro. Agora eu pergunto, atualmente, quem assiste, se entretém e se empolga com a Formula 1? É apenas uma analogia exemplificativa.


V – SISTEMA DE CONDUTA

  1. ​​Minha ideia principal neste item é o sistema de conduta junto com o faccionado renegado.

  1. Para entender minha ideia, primeiro quero que você entenda um pouco como ela é desenhada em minha mente. Eu dividi a conduta dos jogadores em duas, vou chamá-las de conduta azul e vermelha.

  1. Faço parte de uma facção, mas não gostei e quero mudar, posso? Depende, você está disposto a pagar o preço? Você será caçado por sua traição, seu nome estará nos murais das cidades e uma recompensa por sua cabeça será imposta, os membros da sua atual facção irão lhe caçar em busca da recompensa e de vingar sua traição.

38.CONDUTA AZUL: você ganharia pontos de conduta azul quando trabalhar em prol da facção, para cada boa conduta você ganha pontos de conduta azul, por exemplo, participação em guerras e invasões, abate de membros de outra facção, etc.

39.CONDUTA VERMELHA: seria o oposto da conduta azul, a cada “sabotagem” você perde a conduta azul, zerando sua conduta azul, ela fica negativa e começa a ficar vermelha, ao atingir uma certa quantidade de conduta vermelha você pode trocar de facção. Para ativar os pontos negativos de perda de conduta e ganho de conduta vermelha, você precisa encontrar um NPC que aparece em áreas aleatórias de vez em quando. Não pode ser previsível. Você fará uma missão que lhe permitirá realizar atos de traição ou sabotagem, como, por exemplo, matar membros de sua facção atual, a partir do momento em que você faz o primeiro ato de traição em busca de ativar a conduta vermelha, você já está marcado para morrer por causa da traição. Quanto mais atos de traição você fizer, maior será a recompensa por sua cabeça. Quando você trabalha contra a facção em busca de ser um renegado, sua cabeça está em alta e as punições são severas, ainda é preciso trabalhar nessa ideia, é apenas um esboço inicial.

  1. Uma das muitas consequências dentro da mudança de facção pode ser que o jogador perca todo o progresso de classificação, conquista e itens dentro dos armazéns de sua antiga facção, algo mais ou menos nesse sentido.

  1. Marechais e membros de altos cargos não podem mudar de facção. É preciso encontrar um título ou um limite em que a mudança é possível e o jogador se torna um renegado.


VI – TÍTULOS

  1. Acho que isso é uma oportunidade única.

  1. Implementar um sistema de títulos é um desafio e objetivo adicional para os jogadores almejarem dentro do jogo. Mas não é qualquer sistema. É um sistema único, grandioso e revolucionário.

  1. O que seriam os títulos? Primeiro, os nomes aqui são apenas para exemplificar algo que pode ser muito melhor trabalhado.

  1. Em primeiro lugar, cada facção deve ter seu “Marechal”, é mais um objetivo para os jogadores perquirirem dentro do jogo.

  1. O título de Marechal de uma facção nada mais é do que seu representante de honra e comandante máximo dentro do jogo, e esse título deve ser temporário e obtido por meio de eleição e / ou disputa em um grande evento de batalha entre os integrantes da facção, que preenchendo alguns requisitos e outros títulos pré-existentes poderão disputar essa posição.

  1. Mas para você ser um Marechal, você precisará primeiro ter alguns outros títulos, só então você poderá competir pela vaga de Marechal, em um grande coliseu, por exemplo.

  1. Todos os jogadores que foram inscritos para competir pela vaga do Marechal, competiram em um campeonato de disputa 1vs1 pelo título, até que remanesçam apenas dois que disputarão o confronto final pelo título de Marechal.

  1. Como você se qualifica para competir pelo título de Marechal?

  1. Para entender isso, você deve primeiro entender como isso é desenhado em minha cabeça:

  1. New World, a meu ver, tem uma grande oportunidade de revolucionar os jogos MMORPG. Uma chance de ouro. Faltam apenas alguns ajustes e um propósito único, grandioso e consistente.

  1. Minha ideia consiste em alguns “planos de carreira”, novamente são apenas nomes exemplificativos. Se você ama pvp, venha jogar New World, se você ama pve, venha jogar New World, sem você adorar criar e construir, venha jogar New World, se você gosta de andar pelo mapa e ser um explorador, venha jogar New World, se você quer ser muito rico e exibir suas conquistas, venha jogar New World.

  1. Em New World não deve existir aquela mesmice engessada de sempre, mago, cavaleiro, curandeiro, arqueiro, não, não e não. Em New World cada jogador montará sua própria “classe” de acordo com seu perfil, estilo de jogo e objetivos dentro do jogo. Por exemplo, você adora o pvp? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nesse quesito. Você ama o craft? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nisso. Você é um jogador mais focado no pve? Faço o mesmo, busque seus títulos e conquistas para você conseguir se destacar nessa area. O que eu quero dizer com isso é que com um sistema único e infinito você pode finalmente moldar seu personagem de acordo com suas pretensões, nenhum personagem será igual ao outro. Você quer usar bastões mágicos com foco no pve? Você então buscará dentro do jogo quais conquistas e títulos combinaram com sua maestria, itens, perfil, status, pretensões, enfim, as possibilidades são infinitas.

  1. Eu acredito que cada facção precisará de jogadores das mais diversas áreas, jogadores com habilidades de pvp, jogadores com habilidades de pve, jogadores com habilidades de artesanato, jogadores com muito dinheiro para financiar a manutenção das cidades e guerras, todos são importantes dentro de New World, independente do level e perfil do jogador, todos têm um papel dentro do jogo.

  1. Se o jogador quiser ser um expert em combate pvp, ele vai buscar uma carreira ideal que se encaixe com o seu perfil e lhe proporcione isso, primeiro focar em um titulo máximo e nas combinações de conquistas adjacentes que ele achar melhor para seu estilo, como por exemplo: General ( mais focado em combate corpo a corpo), Alquimista-mor( mais focado em dano magico e bastões mágicos), Mestre-Sacerdote (dano magico e cura), etc... São apenas alguns nomes exemplificativos.

  1. Se o jogador quiser se especializar em lutar contra bosses e monstros épicos e lendários, ele buscará o título e os caminhos para ser um Mestre Caçador.

  1. Se o jogador quiser ser um Mestre Artesão, com crafts poderosos, valiosos e exclusivos, que só ele pode fazer, então seguirá este caminho profissional.

  1. Se o jogador quiser ter muito dinheiro, com grandes aquisições, vantagens comerciais, casas, ele buscará o título de Barão-mineiro.

  1. As possibilidades são infinitas, as combinações de maestria, armas, estilo de jogo, títulos, interesses, objetivos, tudo, é um imenso mundo a ser explorado.

  1. Com alguns ajustes aqui e ali, este jogo se torna o melhor.

  1. Exemplo disso? Se você quer ser um artesão, seus serviços serão solicitados, pois somente você poderá fabricar certos itens com a possibilidade de conseguir modificações raras e valiosas, por exemplo, somente você poderá esfolar certos monstros que precisam um alto grau de maestria, e esse nível apenas os artesãos podem alcançar.

  1. Neste ponto do item, seria um mundo extraordinário, se New World seguisse esse caminho: Se ao invés de todos os monstros soltarem o mesmo item por exemplo: “couro cru”, por que não soltar itens específicos, como: couro de lobo, couro de coelho, couro de crocodilo, isso iria expandir um universo de craft extraordinário, um mercado único, os jogadores quem quiserem ser artesões teria algumas vantagens ao escolher essa carreira, só eles que poderiam esfolar alguns monstros e manejar crafts mais complexos. Esses comentários são apenas algumas ideais e exemplos que precisam ser explorados e trabalhados.

  1. O mesmo vale para o jogador que quer ser um Barão-mineiro, você com esse título máximo, pode ir até o nível 100 de mineração por exemplo. Sem o título, você só pode ir até 50, por exemplo. São ideias e combinações infinitas.

  1. O mais importante é que cada título tenha um “Plano de Carreira”.

  1. Por exemplo, se o seu forte é o combate corpo a corpo e você é focado no pvp, eu diria que você ia querer seguir a carreira de General, começando com o primeiro título de soldado, depois de algumas conquistas torna-se sargento e assim por diante até chegar ao último posto de general. Os nomes são apenas exemplares. Se esse é o seu propósito dentro do jogo, estar focado na guerra, combate corpo a corpo e no pvp, você vai buscar fazer conquistas e adquirir os melhores títulos que combinem com seu personagem, itens, maestria, etc.

  1. Ou talvez você queira dominar a arte da magia ou da cura e seguir a carreira de curandeiro ou mago. De qualquer forma, as possibilidades são imensas.

  1. O segredo e o desafio seria encontrar a melhor construção para o seu perfil, entre seus títulos, maestria, equipamentos, atributos e finalidades, por exemplo, você é um grande jogador de pvp, a lenda do combate, porém, em uma invasão de monstros os jogadores mais focados no pve, que são especialistas em abater monstros, teriam uma pequena vantagem nesse quesito, já que essa seria sua especialização. Mas cuidado, não são apenas os caçadores que poderão matar ou impactar os lendários bosses e monstros, apenas terão uma ligeira vantagem neste aspecto, pois essa seria sua carreira e função dentro do jogo, eles nasceram para isso.

  1. Se um jogador quer estar focado no pvp, mas também quer uma melhor performance para matar monstros, por exemplo, ele deve investir um pouco mais para ter uma melhor performance na luta contra monstros, e encontrar qual combinação de títulos é melhor para ele. Existem desafios e possibilidades a serem estudados, que cada jogador terá que descobrir dentro do jogo, qual o seu perfil?!.

  1. Por exemplo como seria um modelo disso na minha cabeça:

Exemplo 1
Eu quero ser um jogador focado no pvp e combate corpo a corpo:

Carreira de General
I - Título de soldado: +3 de força
II - Título de sargento: +2% de dano com arma de uma mão contra players
III - Título de tenente: +2% de resistência física e magica contra jogadores
IV - Título de capitão: +5 de força
V – General: +5% de danos contra player segurando arma de uma mão ou escudo

Exemplo 2
Eu quero ser um jogador focado no PVE e combate a distância:

Carreira de Grão Mestre Caçador
I – Título caçador 1: +3 de destreza
II –Título caçador 2: +5% de dano contra monstros
III – Título caçador 3: +5% de resistência contra monstros
IV – Título caçador 4: +5 de destreza
V – Grão Mestre Caçador: +10% de dano a distância contra monstro

  1. Os bônus dos títulos dentro do jogo, é algo a ser estudado e trabalhado cuidadosa e profundamente.

  1. Neste sistema, novamente, apenas um exemplo, cada jogador só poderia habilitar um único grande título principal ou plano de carreira principal e ter um número limitado de especializações menores. É um universo a ser explorado.


VII – LIMITES E PENALIDADES

  1. Aqui não tem muito segredo, o jogo precisa ser o mais amplo possível, não deve haver muitas restrições de uso de itens, você pode usar o que quiser, desde que preencha alguns requisitos.

  1. Os status precisam ser melhor trabalhados. Combinar determinada quantidade de atributo necessário para usar um item e/ou upar uma habilidade de maestria é algo que pode ser bem melhor trabalhado. Pode acrescentar também combinações com os títulos e plano de carreia. São muitas possibilidades.

  1. É preciso haver sistema de penalidades para ganho de experiência e formação de grupo, tanto para pve como pvp. Isso evita uma serie de problemas dentro do jogo, por exemplo, que players inexperientes e leveis baixos sejam “carregados” por outros jogadores até um momento do jogo ao qual eles não deveriam estar.


VIII – ÁREAS EXPLORÁVEIS E MONSTROS MISTERIOSOS

  1. Em primeiro lugar, para entender como isso está em minha mente, isso deve ser encarado como algo extremamente raro e completamente aleatório.

  1. A ideia não é algo: “Eu vou entrar no jogo e fazer isso”. NÃO, você não vai.

  1. É algo assim: você está caminhando no mundo aberto, no meio do nada, não é um lugar específico, não é um monstro específico, não é um momento específico, é simplesmente aleatório, não é um respawn fixo, não é você quem decide, não há cálculo, não há uma forma de você “farmar” isso, é algo totalmente imprevisível, ao acaso e por sorte.

  1. De repente você vê, não sei, um coelho diferente (monstro mistérioso), você mata e quando analisa e você tem a POSSIBILIDADE de conseguir algo valioso, veja só, eu disse que você tem a POSSOBILIDADE, por exemplo, de conseguir uma pedra valiosa, ou um componente que pode ser usado para um craft valioso, etc. Veja bem, e atenção, além desses monstros misteriosos aparecerem de maneira totalmente aleatória, a chance de conseguir alguma coisa deles também é totalmente dependente da sorte.

  1. Outra coisa que poderia existir com a mesma ideia, são áreas e / ou objetos exploráveis. Uma gruta misteriosa por exemplo, uma garrafa no meio do rio, um arbusto, coisas que o jogador tem a opção de explorar ou entrar. Mas, novamente, são coisas totalmente aleatórias, que não estão disponíveis para sempre, possuem um curto período de tempo para serem exploradas.


IX – OUTRAS IDEIAS POSSÍVEIS


  1. Futuramente, caso a comunidade e o jogo queiram implementar montarias, ou algo do tipo, é preciso criar um sistema totalmente equilibrado e muito bem elaborado, e que não tenha grande impacto na jogabilidade, eu tenho uma ideia inicial para esse sistema, onde a montaria serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para o deslocamento. E o jogador terá que pensar com muito cuidado se vale a pena usá-la para uma determinada viagem.

  1. O jogador não poderá usar a montaria o tempo todo.

  1. Haverá restrições de área para montarias.

  1. O cavalo terá uma barra de energia que tem um tempo de recarga considerável, se o jogador quiser ir para uma área muito longe o cavalo pode ficar cansado, se não tiver condições para suportar a viagem, e assim ele entrará em “tempo de recarga”. O cavalo ficará na mesma velocidade de um jogador se movimentando, até que ele possa novamente desenvolver velocidade, ele poderá fazer isso somente após um determinado percentual de energia recuperada. O jogador não poderá realizar ações em cima do cavalo. Se o cavalo ou o jogador for abatido, o jogador cai e terá que decidir se corre atrás do cavalo, foge ou vai para o duelo. O jogador precisa ir até o cavalo caso perca o controle dele e o animal saia correndo pela floresta. O jogador não pode fazer algo como assobiar e o cavalo aparecer misteriosamente. Caso o jogador se perca do seus cavalo ao fugir dos inimigos por exemplo, passado algum tempo o cavalo dará respawn na cidade onde o jogador tenha feito seu “check-in”.

84.Os acampamentos devem ter estábulos para o cavalo descansar e recuperar as energias mais rapidamente, porém não deve ser algo instantâneo. De qualquer forma, há muitas variáveis em mente para isso.


X – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu tenho várias outras ideias, mas por enquanto acho que é isso.

O mais importante é que o jogo entregue uma gama infinita de possibilidades alinhadas as mais variadas formas e estilos de jogos. Se você gosta do pve, você vai ter suas inúmeros funções e caminhos para de divertir e crescer dentro do jogo, benefícios de craft, farms, você pode ter um papel de destaque nas invasões de monstros e lidar com bosses difíceis, você pode conseguir riqueza e gloria nesse seguimento e estilo de jogo, igualmente se você gosta de pvp, com as intensas guerras e os espólios das batalhas pvp. Acredito que em New World toda facção vai precisa de bons jogadores de pve, com os benefícios que estes jogadores podem ter para lidar com monstros poderosos, crafts, colheitas, mineração, como também precisar do talento de bons jogadores de pvp para as batalhas e guerras. Basta encontrar o equilíbrio do sucesso.

Essas são minhas considerações em face desse primeiro contato com o jogo.

Espero profundamente que o jogo não seja apenas mais um no meio de tantos outros horríveis que já existem.

A Amazon tem plena capacidade e poder para revolucionar mais esse mercado.

Espero que alguma coisa aqui tenha contribuído com algo, e torço pelo sucesso do jogo.

E continuem sempre olhando para o Brasil, aqui também tem mercado e pessoas capacitadas para fazer muita coisa pelo mundo, tanto real como virtual. Abraços!
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2020.08.24 07:11 aquele_esquisito Me alienei completamente em relação as pessoas (Histórias de Quarentena)

Esse ano tá sendo bem interessante para mim até agora, comecei com 23 anos, virgem, bv, com zero experiências íntimas com mulheres, sem nunca de fato ter valorizado essas aventuras, isto é, nunca ter buscado de fato. Sempre fui no menor número possível de festas, nunca engajei em nenhum tipo de flerte com uma mulher e com isso nunca cheguei perto não só das ppks alheias como não sei o que é amar uma mulher. Basicamente era um incel sem a parte de odiar as mulheres, só a de não ver necessidade em transar mesmo, sem nenhum vitimismo, *quase um assexual que sente vontade física de transar mas não psicológica. *
Pois bem "ano novo, vida nova", pensei comigo mesmo que ia mudar isso, não deve ser tão difícil, ainda sou jovem sem ser garoto demais, quase empregado, não sou horrendo, os anos de academia me transformaram em uma pessoa atraente de corpo e sou absurdamente interessado (quase de maneira autista) em saber das coisas/conceitos/ideias/ciências/formas de arte, me transformando numa máquina de boas conversas por ter assunto pra infinidade de tempo. Por que decidi mudar isso? Literalmente por pensar com o meu pau, depois dos 20 parece que minha libido triplicou e eu não via a hora de finalmente comer alguém. E aí eu ainda caí na isca de "tem mais de 20 e é virgem? teu padrão é muito alto" que me deu um falso senso de segurança, ou seja, fui em todas que deram bola.
Usando tinder já comecei a perceber que ter um grande conhecimento de vários assuntos não significa ter uma boa conversa de bate e pronto, por isso passei uns tempos dando match com qualquer menina (mesmo que longe) só pra treinar o meu gingado na conversa com elas, depois de umas semanas consegui uma melhora boa (e agora quase indo pro fim do ano já me sinto um mestre das conversas) e comecei a de fato marcar encontros.
Pelo tipo de texto que estou escrevendo você pode talvez imaginar um autista metido que se acha o rei da cocada, e é meio assim que eu me sinto comigo mesmo, mas na vida real eu consigo me passar por uma pessoa completamente normal e sociável, o lance é que eu estou fazendo força para isso internamente. Sempre achei isso meio normal porque apesar de ser extremamente introvertido nunca fui tímido e sempre convivi com coletividades de amigos ao longo da minha vida ATÉ a faculdade quando todo mundo foi separando, daí eu tenho um senso de normalidade bastante bem desenvolvido, a partir dai é questão de querer mesmo.
Primeira menina foi logo na época de carnaval (apesar de ter passado longe de blocos), foi com ela que eu perdi o BV de todas maneiras possíveis e desenvolvi mais habilidade com mulheres, saímos durante a semana quase toda (ela era de fora) mas não conseguimos transar por conta de terceiros empacando o bonde (a vontade foi tanta que chegamos a ficar nos esfregando em alguns lugares públicos). Viu? Não foi tão difícil, vou transar bem mais rápido que imaginava, eu só precisava achar alguém que morasse sozinha pra facilitar tudo. O único alerta que essa primeira vez me deu foi que eu não gostei da experiência, e eu to acostumado a não gostar de saídas sociais/fingir ser normal, passo por isso a vida inteira, mas acho que por essa vez ter aprofundado mais na minha intimidade acabei odiando mais do que uma simples ocasião social.
Sai com a segunda um tempo depois e essa era bem mais quieta e tranquila que a primeira, com essa não rolou nada e eu não fiquei tão desconfortável, depois percebi que foi porque foi basicamente um rolê que eu tenho com meus amigos, daí o nível de conforto foi proporcional a isso e não a de ir pra trocar saliva com uma mulher. Essa segunda era espetacularmente linda apesar de não parecer tão interessada como a primeira (que também era bonita!). A partir daí eu percebi que tava fácil demais e decidi tentar ser mais criterioso a fim de achar uma mulher bonita que fosse transar comigo sem as frescuras sociais, porque meu pau tava mandando em mim.
Enfim, achei uma mina com 28 anos que tava querendo, marquei um pouco antes das minhas aulas começarem mas tive que dar uma adiada por um problema, porém o encontro nunca de fato aconteceu pois por ironia divina, o corona estourou e a pandemia começou. A partir daí vou dar uma acelerada na história, pois desse início de março até hoje continuei acessando o tinder assiduamente quase como um vício de autoestima com a desculpa de treinar meu papo com mulheres, e sem intenção de quebrar a quarentena.
Fiz todos tipos de perfil possível (pedindo sexo na bio, super fofo, esquisito, descolado...) e dei match com todo tipo de mulher possível, tive várias conversas a ponto da minha habilidade social ter crescido bastante, porém acabei chegando no ponto de saturação mais que completa. Lembra quando eu disse que ia ser mais criterioso? Isso subiu absurdamente a minha cabeça a ponto de eu literalmente achar todas as mulheres do app feias ou indesejáveis de alguma forma, antes eu literalmente tinha uma certa luxúria por quase todas porém isso foi morrendo com as conversas. Porque eu começava a conversar no meu modo ultra social (quase um superego em esteroides) e levava uma conversa foda em vários lugares imagináveis, conseguia colocar as minas fissuradas em continuar a conversar comigo, me chamar pra conversar tomando iniciativa e tudo mais. Mas aí eu percebi que comecei a odiar as conversas, porque a dura realidade é que nenhuma mulher passa um tempo psicopata aprendendo a conversar com homens no tinder pra ter a conversa perfeita.
Isto é, apesar de eu tomar a dianteira, as conversas para mim começaram a ser absurdamente horríveis e pouco proveitosas, porque as mulheres em geral são seres humanos normais, que em sua maioria são completamente entediados consigo mesmo e desinteressantes. Deixou de ser sobre conquistar as meninas com a lábia das palavras para "Quero uma conversa interessante pra mim", e obviamente não encontrei ainda uma menina psicopata ao ponto de seguir o guia que eu descrevi, mesmo as boas de conversa batiam no meu ego me dizendo "nossa, se eu consegui isso com essa, talvez eu consiga algo melhor". Até agora eu consegui umas 5 meninas a tentarem me convencer a quebrar a quarentena com elas.
Olha a merda no que eu me tornei, esses últimos parágrafos são estreitamente das profundezas da minha mente, onde eu comecei a levar essas conversas de merda e encontros como achievements sociais. Que foi de certa forma como eu abordei tudo isso no começo sem perceber, quero transar porque sim, meu pau me ordena, quero perder o BV para poder falar livremente com as pessoas que eu já beijei (não gosto de mentir sobre isso e sempre admito o que sou sem vergonha quando o assunto surge em conversa com amigos) e não sou um completo inapto social por tentar e ser rejeitado. Finalmente me encontrei numa posição de poder e comecei a usar isso pra aumentar o ego pura e simplesmente, fui me tornando uma mina aleatória de only fan que coleciona macho que paga tudo pra ela (famosos simps).
"Nossa, que fanfic de adolescente retardado" pode passar pela sua mente, pois bem, a dose de realidade chegou para mim, porque apesar de não ser horrendo eu não sou nenhum modelo, então teve uma hora que eu basicamente bati no meu limite de beleza no tinder e a atenção que eu tava recebendo secou completamente. Comecei aceitando qualquer uma com um perfil super amigável e convidativo, pra aceitar até umas meninas que considero meio feias com um perfil mais interessante, pra começar a encontrar com meninas regulares/do meu nível pra até algumas mais bonitas com um perfil super esquisito (pra filtrar tipos de menina que eu não queria), e aí eu estagnei, ainda to um pouco longe do topo da pirâmide mais fui um pouco mais longe do que imaginava. Fui de perdedor de boas, para perdedor com um falso senso de poder, para perdedor carente que tentou voar muito perto do sol, tudo isso também por não gostar da ideia de correr atrás de mulher, parto do princípio que se a mina não tiver iniciativa pra vir falar comigo é porque pra ela não tem nada ali e já descarto de cara.
Eu basicamente sinto que estou passando, ao longo dos últimos anos, por um processo de alienação completo de relações sociais à lá ted kaczynski, e eu sinto que essa era uma das últimas barreiras que eu tinha pra quebrar: a do sexo oposto. Já tinha normalizado na minha cabeça a minha própria desumanização e completa insignificância, pra estender isso pra colegas/amigos/parentes, e finalmente sinto que estou me descolando do tecido dos relacionamentos, ou de mulheres no geral. O que eu achei mais perceptível desse processo foi que o meu "pensar com o pau" meio que se tornou temporário, antes eu poderia ter me masturbado ou não e ainda havia um certo desejo por mulheres, agora eu sinto que sou uma pessoa quando estou com tesão e quando não estou mais simplesmente volto a não dar a mínima pra estar com uma mulher (eu já não ligava pro aspecto de companhia da relação, agora então o sexual parece ter ido embora também assim que esvazio o saco), inclusive com algumas dessas meninas que encontrei cheguei a fazer chamadas pra ficar me masturbando e é mata conversa na certa, porque o meu tesão acumulado por aquela pessoa desaparece da face da terra com uma gozada e eu não consigo nem mais falar com ela. Não sei se já estou estragado pro sexo, porque tenho certeza que depois de transar o meu desejo vai ser ficar sozinho comendo uma pizza e ouvindo música.
Pra quem for comentar em nofap e parar de ver pornô, eu não me masturbo com tanta frequência ao longo do ano, inclusive já fiz no fap de 3 meses duas vezes (outra isca que não serve pra muita coisa), também quase não consumo pornô, minha libido é muito errática com a masturbação, posso passar um tempo me masturbando 3-4 vezes por mês (tendo muita ocupação e coisas pra resolver) para chegar uma sequência de três dias de vagabundo e me masturbar 4-5 vezes por dia, quantificando num ano passo longe de vício por punheta ou pornô.
O mais engraçado da história toda é que todo esse processo aconteceu com auxílio do isolamento físico da quarentena que me possibilitou a chegar nesse ponto de alienação sem nem transar ainda. To quase me sentindo como o androide no fim do Ex-Machina que vai pra sociedade viver como uma pessoa normal, visto que to bem perto de finalizar a faculdade, vou tentar arranjar um emprego, morar sozinho, e finalmente virar um adulto de fato, a única coisa que eu tava sentindo dever nesse quesito de amadurecimento era a parte de relacionamento, principalmente o sexo porque de fato eu nunca tive interesse em montar família com casamento/filho/cachorro/gato, nem a ideia de namorar me atraia já bem novinho justamente por desgostar dessa ideia do companheirismo, minha última esperança era transar, mas isso eu acho que nem faço mais questão de concretizar.
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2020.08.07 17:55 inv3stbr [OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro)

[OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro)
Salve cambada. Diretasso vejo gente pedindo ajuda para entender opções aqui no sub, e na versão mais retardada e corna do sub (investimentos). Então decidi explicar tudo o que você precisa saber sobre opções. Esse post é pra você preguiçoso do kct. Então bora, segue o índice:

  1. O que são opções;
  2. Calls e Puts;
  3. Como são precificadas;
  4. As Gregas.
  5. Como perder dinheiro; [PRÓXIMO POST]
  6. Como perder dinheiro pra krl; [PRÓXIMO POST]
  7. Como ganhar (???) [PRÓXIMO POST]

O que são opções

Opções são contratos. O vendedor, também chamado de lançador, tem o dever de cumprir o contrato, desde que o comprador das opções opte por exercer seu direito até determinada data. E é dai que vem o nome dessas girombas arrombadoras de pf.
Ta mais e ai? Continuando: a B3 oferece dois tipos de opções, as americanas e as europeias. Se você pensou que a diferença fosse a quantidade de pelos e a qualidade da cerveja, errrrrrouuuuu. As opções americanas permitem que o comprador exerça seu direito em qualquer momento (a partir do próximo dia útil a compra das opções) até a data de vencimento. Já as europeias, apenas na data de vencimento.
Todos os meses, na terceira segunda-feira, existe o vencimento de opções - ou no próximo dia útill caso haja feriado. Detalhe: as opções não são negociadas na data de vencimento, mas como dito, os compradores podem exercê-las. Ainda não ficou claro? Segue o fio.

Calls e Puts

A B3 disponibiliza dois tipos de opções, de compra e de venda. As opções de compra (carinhosamente chamadas de calls) nada mais são do que um contrato que da direito ao comprador de comprar o ativo subjacente a determinado preço (strike) até determinada data (vencimento) do lançador das opções. Exemplo:
Comprei 100 opções de compra VVARH250 por 0.06 reais cada (n ta fácil pra ngm kkk). O strike dessa opção é de 25 reais e o vencimento em 17/08. Portanto, até o dia 17/08 eu tenho o direito de exercer a opção de compra de VVAR3 por 25 reais. Se VVAR3 ir pra 27 reais, eu ganho 27 - 25 - 0.06 = 1.94 por ação. O cara que me vendeu tomou no cu.
As opções de venda, conhecidas como puts, dão o direito ao comprador de vender o ativo subjacente a determinado preço até certa data. Exemplo:
https://preview.redd.it/305fuoz6rlf51.png?width=639&format=png&auto=webp&s=a99a1311da6f3da20c0149f47c198f9496976d69
Comprei VVART190 por 0.59 reais. O strike da opção é 19. Ao comprar a put eu tenho o direito de vender VVAR3 por 19 reais até a data de vencimento 17/08. Se VVAR3 vai pra 17 reais, eu tenho o direito de vender por 19, ganhando (19 - 17 - 0.59) por ação.
https://preview.redd.it/xzg6kez1rlf51.png?width=631&format=png&auto=webp&s=97934355c93464fa1aebe18177b830286aad6024

Como são precificadas

São vários os métodos de precificação. Além do tarô, dardos e chutômetro, uma forma conveniente de precificação é Black-Scholes. Que porra é essa? Se você pensou que fosse uma marca de vape: vntc. É um modelo de precificação de opções. Ele assume uma série de premissas (algumas não tão válidas) na precificação das opções, mas servem como base e é amplamente utilizado pelo mercado.
O valor de uma opção depende de basicamente 5 fatores: i) tempo restante até o vencimento; ii) o preço do ativo hoje; iii) o strike; iv) risk free; v) volatilidade.
E ai doente, como eu uso isso? Você pode colocar as fórmulas no excel ou usar alguma calculadora online para calcular pra você o preço justo de uma opção, por exemplo.
Nem sempre (ou quase nunca) o preço de uma opção vai ser igual ao valor que você vê no seu HB. Por quê? Porque seu preço depende de outros fatores. Você quase nunca quer compravender um ativo pelo seu valor justo. Se você está comprando, quer mais barato, vendendo, quer mais caro. Simples.
Quando a realidade não se encaixa no modelo você altera o que? A realidade, obviamente. O único parâmetro não consensual é a porra da volatilidade do ativo. Quanto maior a volatilidade, maior será o preço da opção. E é ai que entra a volatilidade implícita, conhecida como IV (não é um quatro, seu animal). Para um dado preço de opção, podemos encontrar qual a volatilidade que estão usando para precificar, por isso implícita.
Você "paga caro" uma opção, se a IV dela estiver muito acima da volatilidade que você espera. As duas opções usadas como exemplo estão com IV próximo de 70% anualizado. Zoadasso.

As Gregas

Infelizmente não estou falando das loirinhas. As Gregas, como são conhecidas, são medidas de sensibilidade do preço da opção em relação a alguns fatores. Assumindo que a opção é precificada utilizando BS, elas podem ser calculadas facilmente.
Delta: a amante, as vezes ajuda e as vezes te fode. Nada mais é do que a sensibilidade do preço da opção em relação ao preço do ativo subjacente. Exemplo. Se a ação subiu 10 centavos e a opção de compra subiu 5, seu delta é 0.5. Ao comprar um ativo ou uma opção de compra, você está delta positivo. Ao comprar uma put ou shortear um ativo, você está delta negativo.
Gamma: a Sogra. É a segunda derivada em relação ao preço do ativo subjacente. Como assim, nem sei o que é derivada porra? Basicamente diz o quão estável é o delta dessa opção.
Vega: a namorada. A segunda grega mais importante, na minha opinião. Ela mede o quanto varia o preço da opção com uma varição em sua IV. Ou seja, se todos os fatores permanecerem constantes, mas houver um aumento da IV, o preço da opção sobe.
Theta: a esposa. A greguinha mas comedora de cus. Ela mede o quanto varia o preço de uma opção com o passar do tempo. Inimiga dos comprados e é bem fdp... pergunta pra quem encheu o cu de call de cogna semana passada kkk #Caféco #M #Ferri #CVM
Rho: o Haddad, um poste indiferente. Uns dizem que tem efeitos, outros dizem que não. De qualquer forma, mede a sensibilidade em relação a taxas de juros.
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2020.06.02 02:23 MischiefManaged97 A época de exames no IST vai ser uma novela: prof a dar rage quit

Contexto: professor revoltadíssimo com as avaliações à distância dá rage quit.
O texto:
INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL 2 (CDI2)
No dia 28 de Abril o Conselho Científico e Pedagógico do Departamento de Matemática (DM) aprovou por unanimidade uma posição que, no essencial, foi:
“- O DM até à data não conhece uma solução que permita concluir que a avaliação final presencial (testes/exames) das Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser substituída por qualquer tipo de avaliação remota nas plataformas disponíveis, sem que a sua credibilidade, integridade e justiça fiquem seriamente comprometidas.
- O DM esta disponível para, em conjunto com os Órgãos do IST, procurar encontrar as medidas que sejam necessárias para que a avaliação final destas Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser feita sem comprometer seriamente os princípios fundamentais acima enunciados.”
Esta posição, respeitante às 8 Unidades Curriculares Horizontais do DM, foi transmitida aos Órgãos Centrais do Técnico (conselhos de Gestão, Científico e Pedagógico) e, em resposta, recebeu no dia 28 de Maio a reafirmação que as avaliações teriam de ser remotas.
Eu, um outro Professor de CDI2 e um Professor de CDI1-Semestre Alternativo não aceitamos fazer avaliações remotas, a não ser provas orais para quem não possa comparecer a prova presencial devido ao COVID-19. As minhas 4 razões principais para isso são:
1) Considero que não é possível garantir justiça e equidade nas classificações atribuídas neste tipo de disciplinas com avaliações remotas de provas prestadas a partir de qualquer lugar (se não for um número limitado de provas orais), e quando assinamos os livros de termos das classificações finais estamos a responsabilizar-nos pela justiça da classificação atribuída a cada aluno.
2) Entendo que os alunos devem prestar provas em condições o mais semelhantes possível com as a que estão habituados, para se poderem concentrar no conteúdo das perguntas e respostas sem outras perturbações e/ou dificuldades tecnológicas ou intromissões à distância durante as provas, de modo à avaliação ser sobre competências demonstradas na matéria da disciplina e não de outra natureza, como destreza digital ou outra.
3) Considero que a avaliação por respostas de escolha múltipla é inapropriada para avaliação na escala de 0 a 20 valores de uma disciplina como CDI2, e que os procedimentos que estão a ser considerados para realização e fiscalização de provas remotas com respostas escritas em papel e enviadas electronicamente, além de não assegurarem justiça e equidade, são demasiado complicados para que, a meu ver, os alunos possam ser avaliados justamente pelas suas competências na disciplina sem excessivas perturbações ou preocupações com aspectos que não têm a ver com a disciplina.
4) Várias das universidades de engenharia na Europa e nos EUA que mais respeito decidiram que não poderiam deixar de fazer as avaliações presenciais que tinham previstas, em alguns casos adiando-as (e.g ETH Zurich, EPFL Lausanne, KU Leuven, quase todas as boas escolas de engenharia da Alemanha, a U. Técnica da Dinamarca, a École Polytechnique de Paris, o MIT), ou que as classificações finais com provas remotas seriam só Aprovado/Reprovado (e.g. U. College London, U. Sheffield, Stanford U., Harvard U.), ou ainda que alunos do 1º ano transitam para o 2º ano sem avaliações (e.g. U. Edinburgh, U. Manchester). Há também outras universidades de topo que optaram por avaliações remotas. Contudo, é claro que as universidades referidas entendem que a substituição de avaliações presenciais por remotas e as classificações que se obteriam são inadequadas.
No que respeita às outras duas universidades públicas de Lisboa, o IUL-ISCTE prevê avaliações presenciais (na FIL-Expo) e a U. Nova de Lisboa determinou:
“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, deverá, sempre que possível, privilegiar-se a realização de provas presenciais e físicas, aspeto que fica reforçado com as instruções de desconfinamento, sem prejuízo que permanece actual – sendo até desejável em diversas situações –a necessidade de compatibilização entre provas presenciais e físicas e provas realizadas a distância”
e
“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, dar opção aos alunos de realização de provas presenciais e físicas, em alternativa à realização, apenas, de provas a distância”.
Além disso, em Lisboa há pelo menos uma universidade privada – U. Lusíada – que fará as avaliações finais presenciais inicialmente previstas (com a alternativa de prova oral remota para quem não possa comparecer).
Neste contexto, solicitei ao Presidente do Técnico autorização e apoio para avaliação presencial nos cursos a que dou aulas (com alternativa de prova oral remota), a realizar em grandes espaços (átrios dos Pavilhões de Civil e Central, e outros grandes espaços do Técnico ou da U. de Lisboa), com lugares separados de pelo menos 2 metros, uso individual de máscara, higienização dos espaços e das mesas antes de cada turno, realização consecutiva dos dois testes cada um em 1 hora.
Esta proposta começou por ser muito bem acolhida numa reunião a 23 de Maio, mas na 5ª feira passada (28 de Maio) foi-nos transmitido pelo Conselho de Gestão que não era aprovada por não garantir a avaliação “nas mesmas condições para todos os alunos” da disciplina, e que as avaliações finais teriam de ser todas remotas. Isto apesar de, mesmo em situações normais, os enunciados das provas serem diferentes entre turnos de provas, e até haver diferenças num mesmo turno, e das avaliações remotas que estão previstas (respostas de escolha múltipla para uns cursos e manuscritas com envio electrónico para outros) serem radicalmente diferentes.
Exactamente “nas mesmas condições” é obviamente impossível. O que é preciso é que sejam o mais possível equivalentes, e principalmente para alunos de um mesmo curso. O que se espera numa Universidade é que no âmbito de regras gerais com ampla flexibilidade sejam os Professores Responsáveis a definir as condições em que se realizam as provas que levam às classificações de que terão de assumir a responsabilidade assinando-as, em vez de lhes ser imposto um modelo único ou desrazoavelmente restritivo por órgãos administrativos que não têm competência legal para atribuir classificações e não as podem assinar.
Nesta situação, como não acredito na razoabilidade dos resultados destes tipos de avaliações remotas, pelas razões referidas, solicitei a minha substituição como Professor Responsável Geral de CDI2 no período de avaliações finais, pois não posso ser responsável por um processo com resultados de que não poderia assumir a responsabilidade. Essa é a explicação que senti necessidade de vos dar, de modo franco e suficientemente claro para que possam perceber porque vou ser substituído por outro Professor do Departamento de Matemática, provavelmente logo depois de hoje.
Cada Professor Responsável por cada bloco de CDI2 irá em breve informar sobre os procedimentos da avaliação remota desse bloco.
Tenho pena de não vos poder acompanhar como Professor Responsável Geral de CDI2 até ao fim.
Faço votos para que tenham os maiores sucessos no estudo e nas provas que vão realizar, e também na vossa vida futura como estudantes e profissionais.
Lisboa, 1 de Junho de 2020
Luis Magalhães, Professor Responsável Geral por Cálculo Diferencial e Integral 2 no IST

INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CDI2 DE LMAC E MEFT
Como podem ver no anúncio precedente, devido a discordar em absoluto de avaliações finais remotas para este tipo de disciplina pelas razões aí expostas (excepto um número limitado de provas orais para quem não possa comparecer devido ao COVID-19), e depois de ter solicitado ao C. de Gestão do IST autorização e apoio para realização de provas presenciais nas condições adequadas (com a alternativa de provas orais remotas), o C. de Gestão acabou, a 28 de Maio, por não autorizar.
Como a minha discordância de provas remotas nas condições previstas é por razões muito fortes (explicadas no anúncio precedente) e, portanto, não seria responsável se as ministrasse ou fosse o Professor Responsável de uma disciplina em que fossem ministradas por outros, solicitei ser substituído por outros Professores do Departamento de Matemática como Professor Responsável Geral de CDI2 e como Professor Responsável da disciplina para LMAC e MEFT, o que deve ser já depois de hoje.
Como devem calcular, lamento fortemente que não tenha havido abertura para uma alternativa que me parece razoável e a melhor possível nesta altura, e até a mais próxima da que os alunos estão habituados e da que estava estabelecida inicialmente. Em particular, entristece-me não ser eu a avaliar os alunos a que dei aulas e que acompanhei ao longo deste semestre e também no semestre passado. Acho que os alunos não deveriam ficar nessa situação, mas, como provavelmente compreenderão, não posso ser responsável por um processo com resultados de que não poderia assumir a responsabilidade.
O meu serviço na disciplina terminará quando for nomeado o Professor que me substituirá, incluindo horários de dúvidas. Contudo, como atendo sempre quem me procure para falar de Matemática, e com acrescida satisfação quando são antigos alunos meus, estarei disponível para esclarecimento de dúvidas ou outras questões de Matemática que entendam pôr-me, a pedido por e-mail a que responderei combinando como o fazer em cada caso; não hesitem, pois é com total abertura e disponibilidade, e até com prazer, que responderei.
Quanto ao processo de avaliação, neste momento é certo que será remota, nas datas e num dos turnos marcados no Fénix e com os dois testes previstos consecutivos, para cada curso num turno que será indicado com antecedência.
O novo Professor Responsável por CDI2 para LMAC e MEFT irá informar os alunos, em breve, sobre os procedimentos da avaliação remota para estes cursos.
Tenho pena de não vos poder acompanhar como Professor Responsável de CDI2 até ao fim.
Faço votos para que o estudo e as provas que vão realizar vos corram o melhor possível.
Lisboa, 1 de Junho de 2020
Luis Magalhães, Professor Responsável por Cálculo Diferencial e Integral 2 para LMAC e MEFT
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2020.04.10 12:44 sairjean Os Quatro Erros Que Estão Levando ao “Relaxamento do Isolamento”

“É fácil persuadir o povo de algo, difícil é manter essa persuasão.” ― Niccolò dei Machiavelli
Temos visto nos últimos dias as pessoas relaxarem a observância das medidas de isolamento social nos estados e municípios onde foi implantado. Era mais do que previsível, dada a maneira titubeante com que foi implantado.
Deixemos de lado, por hora, a atuação do Presidente da República, que a maioria dos brasileiros acredita que “mais atrapalha que ajuda”, segundo recente pesquisa do Datafolha, e nos concentremos somente no que o Ministério da Saúde e os governos estaduais e distrital e as prefeituras municipais têm feito.
O timing da adoção do isolamento social foi tempestivo, na avaliação de vários especialistas, embora tenha sido já muito perto da subida acelerada da curva de contágio, deixando aos governos e à população pouca margem temporal de manobra. No momento em que os governadores e prefeitos decidiram agir, já de meados para o fim de março, não havia mais tempo para errar. E eles erraram, humanos que são. E insistem nos erros, arriscando emular outra proverbial espécie animal.
(Pode parecer injusto apontar erros dos governadores e prefeitos diante das, digamos, atitudes do presidente. Mas ele é um “ponto fora da curva”, que não deve servir de parâmetro.)
Primeiro erro: quiseram implantar as medidas de distanciamento ou isolamento social gradualmente, talvez para não dar uma parada brusca na atividade econômica, e para convencer e condicionar os cidadãos aos poucos. E também para eles próprios, os governantes, poderem aprender, na tentativa e erro, as mais eficazes estratégias de isolamento, posto que ninguém tinha fórmulas prontas, e o que funcionou em outros países nem sempre é diretamente transponível à realidade brasileira.
Para que pudesse ser assim, porém, as medidas restritivas teriam que ter começado logo depois do Carnaval, aproveitando a ressaca da primeira e última festa popular que tivemos e teremos este ano, quando todo mundo quer mais é ficar dentro de casa mesmo, e não tem a menor vontade de sair pra estudar ou trabalhar. Mas, já no último terço do mês de março, as medidas tomadas teriam que já ser mais duras que foram ― e que ainda não estão sendo agora, no final do primeiro terço de abril.
Por exemplo, de início, e até hoje em muitos lugares, restaurantes podiam servir às mesas, desde que em menor lotação, deixando metade ou mais das mesas vazias. Ora, se um salão meio vazio reduz as chances de transmissão da doença, um salão totalmente vazio zera as chances de transmissão. Atendimento “para viagem” ou entrega em casa deveriam ter sido as únicas formas permitidas desde o início, sem consumo local.
Outra coisa: recomendava‐se às pessoas sair de casa somente “em caso de necessidade”, como fazer compras de supermercado e de farmácia, mas também correr na orla, se exercitar no parque, e até passear com o cachorro! (Vai explicar isso pra uma autoridade de saúde chinesa ou sul‐coreana…) Agora, estão tendo que cercar as mesmas praças, parques e calçadões que disseram que as pessoas podiam continuar frequentando. A ordem (não apenas “recomendação”) desde o início devia ter sido sair de casa apenas em caso de extrema necessidade, entendida como algo que, se deixar de ser feito, pode ocasionar a morte de alguém! Comprar comida e remédios é extrema necessidade; correr na orla e passear com o cachorro, não.
“Ah, mas as pessoas podiam se exercitar ao ar livre, desde que evitassem aglomerações.” Mas o que é uma aglomeração? Dez pessoas num espaço fechado de 20 m² de área é uma aglomeração? E cinco pessoas? E se for em 30 m²? E se for num espaço aberto? E se for “só rapidinho”?…
Aí está o segundo erro: confiar demais no bom senso e no discernimento das pessoas para avaliar situações críticas para a eficácia do isolamento. Não é que a maioria das pessoas não tenha bom senso nem discernimento (uma parcela delas não tem mesmo); mas sim que é muito difícil abandonar velhos hábitos e adotar novos. Especialmente quando os novos hábitos são desagradáveis, contrariam nossos desejos, exigem esforço e disciplina, põem à prova nossa força de vontade e, pior ainda, se nos são impostos por alguma autoridade. Que o digam todos que já tentaram fazer dieta pra emagrecer ou iniciar a prática de atividades fisicas, sobretudo se foi por recomendação médica! Nós sempre tendemos, inconscientemente até, a buscar maneiras de burlar as imposições que nos foram feitas.
Assim é que os julgamentos inerentemente subjetivos que as pessoas fazem do que seja uma “aglomeração” são inescapavelmente enviezados: tendem a ser mais próximos do que é mais conveniente e confortável para elas, e o mais próximo possível dos seus antigos hábitos, e não do que as autoriddes de saúde consideram aceitável para minimizar a transmissão do vírus. Confie no “bom senso” dos frequentadores do parque e o parque ficará cheio; confie no “discernimento” do dono do mercado e o mercado ficará lotado; deixe para o gerente do banco decidir o tamanho “razoável” das filas junto aos caixas e as filas serão enormes. E deixe para as próprias pessoas nas filas das agências e dos supermercados avaliar a distância que precisam manter umas das outras, e elas ficarão muito próximas ― neste caso, por causa da ilusão de que, quanto mais perro elas estejam do início da fila, mais rápido vão ser atendidas.
Não! Pelo menos no início do processo de condicionamento, a disciplina tem que ser imposta e cobrada com rigor. Desvios devem ser corrigidos e punidos energicamente. Como só agora alguns governadores e prefeitos estão pensando em fazer ― e, mesmo assim só a partir da semana que vem…
Terceiro erro: dar às pessoas a ilusão de que o sacrifiício não será tão grande quanto se sabe que de fato será. Já na primeira entrevista coletiva que deu, o ministro da Saúde declarou que o pico da epidemia, fosse este de uma “montanha” ou uma “colina”, se daria entre o final de abril e o início de maio. Então, não precisa ser nenhum expert em epidemiologia pra deduzir que se o período de distanciamento ou isolamento social vai começar mais de um mês antes do pico, e sendo as curvas dos modelos epidemiológicos simétricas, o término desse período de isolamento deverá ser também mais de um mês depois desse pico. Quer dizer, se as medidas começaram em meados de março, elas terão que perdurar até meados de junho, para atingir o objetivo primário de “achatar a curva” ― e também o secundário, que não se fala muito, de “aplainar a curva” da segunda onda epidêmica que inevitavelmente virá quando as medidas de restrição forem relaxadas.
Então, por que os governadores e prefeitos já não decretaram, desde o início, que o isolamento vai ter que durar pelo menos três meses para ser efetivo? Por que ficam nessa lenga‐lenga de “quinze dias, e depois reavaliamos” a necessidade de continuar ou não com o isolamento? Para não “assustar” ou “desanimar” a população? Isso só faz as pessoas terem a expectativa de que vão ter que aguentar “só mais duas semanas”, e a cada prorrogação do prazo ficarem mais frustradas e impacientes, desacreditadas mesmo da eficácia das medidas. Afinal, se a cada duas semanas elas são continuadas, ficam cada vez mais rigorosas, e ainda assim o número de casos e mortes só aumenta, é porque não está dando certo!
(Dizer que a quantidade de mortes “seria muito maior” sem o isolamento é uma coisa muito vaga e abstrata; a variação nas quantidades de casos e de mortes de uma semana pra outra oferece um parâmetro muito mais objetivo, ainda que, por si só, enganoso, pras pessoas avaliarem a aparente eficácia das medidas de contenção adotadas. E esse parâmetro vai dar aparentar um índice mais de fracasso que de sucesso até que se chegue do “outro lado” do pico da curva.)
Esses três primeiros erros, na verdade, são variações de um mesmo equívoco maior: violar uma das mais conhecidas regras de política real do velho Niccolò:
“Faça de uma vez só todo o mal, mas o bem faça aos poucos.”
No caso em questão, implante logo de início duras regras de restrição à circulação de pessoas. Depois, quando for seguro, vá relaxando bem devagar. Coincidência ou não, é como fizeram (primeiro o “mal”) e estão fazendo (agora o “bem”) a China e a Coréia do Sul. E não estou dizendo que se devia ter feito aqui exatamente igual ao que se fez lá. Mas que os gestores devem ter coragem de fazer o que deve ser feito quando ainda pode ser feito.
“Não, você não poderá passear com seu cachorro. Não vai poder passear nem sozinho, aliás. Se insisitr, será multado em 1000 reais. Se desacatar o guarda, será preso. Você escolhe se prefere cumprir o isolamento na sua casa ou na cadeia.”
“Restaurantes, lanchonetes e padarias só vão poder atender pra viagem ou por delivery. Quem atender para consumo no local ficará duas semanas de portas fechadas. Se reincidir, perderá o alvará de funcionamento.”
“O decreto de isolamento social vai durar pelo menos até 15 de junho. Se der tudo certo, no início de junho a gente começa a abrandar o isolamento. O quê?… Se não for suficiente, a gente prolonga, ora!”
Medidas assim precisavam ter sido anunciadas no primeiro dia. Como não foram, têm que ser ditas hoje. Senão, “na terça que vem”, medidas muito piores terão que ser anunciadas.
Mas ainda tem ainda outro problema, que não é tanto dos governantes, mas mais das autoridades de saúde…
Quarto erro: números enganosos, que fazem parecer que o problema é menor do que na realidade é, que o perigo está mais distante do que na realidade está. Sabemos que, por vários motivos ― subnotificação, testagem insuficiente, atraso nos resultados dos testes, tempos de incubação do vírus, de aparecimento dos sintomas, de agravamento dos sintomas ― nós não só estamos vendo a “ponta do iceberg” como estamos olhando pra ele com o binóculo ao contrário! (Pra quem nunca olhou num binóculo ou luneta, se você olhar pelas lentes pequenas, apropriadamente chamadas de “oculares”, o objeto visto parecerá mais próximo; se você virar o instrumento ao contrário e olhar pelas lentes maiores, chamadas “objetivas”, o objeto visto parecerá mais distante.)
E não basta simplesmente os especialistas ouvidos todos os dias nos noticiários alertarem para o fato de que, devido aos problemas supracitados, a quantidade de infectados “deve ser maior” (já ouvi alguns falarem que “pode ser maior”) que o número de casos confirmados da doença. Novamente, isso fica muito vago. “Maior quanto?”, as pessoas se perguntam. E, ao imaginar a resposta, pensam sempre algo como “10% maior? 50% maior?”.
É que as pessoas em geral têm dificuldade de entender o conceito de ordem de grandeza. O mais recente e talvez mais confiável estudo cientifico sobre isso (postarei o link depois) estima que, no Brasil, pouco menos de 1% dos prováveis infectados são detectados. Isso quer dizer que o número de infectados é 100 vezes maior ― duas ordens de grandeza ― que o de casos confirmados!
E não são só pessoas com baixa instrução que têm dificuldade de entender isso. Quando eu falei desse estudo pra um amigo com grau superior de escolaridade, ele me disse, com base no número de casos confirmados ontem, 09/04, que foi 17.857, que então seriam “180 mil aproximadamente‘’ os infectados. No que eu repliquei, “É pra multiplicar por 100, não por 10.” E ele soltou um palavrão quando deduziu o número provável de perto de 1.800.000 infectados no Brasil enquanto escrevo estas intermináveis linhas. Não foi um erro de matemática dele, óbvio, mas uma resistência psicológica de encarar um cenário muito mais terrível do que ele acreditava ser. (A mesma resistência, que, estou certo, está na sua mente, leitor, neste exato momento, gritando pra você “Não, isso é um exagero, não pode ser tudo isso!”)
Este é o número que tem que ser anunciado com destaque nos telejornais: o número provável de infectados estimado por algum método razoável, nem que seja baseado em “palpites bem informados” (educated guesses). Porque, por mais grosseiro e incerto que seja ― e, no estágio atual de (des)conhecimento sobre o coronavírus, não tem como não ser ―, ele ainda será muito mais próximo da realidade que o ilusório “total de casos confirmados” que vemos pelo nosso binóculo ao contrário. Pelo menos enquanto não tivermos testado uma quantidade de pessoas que permita calcular, com métodos estatísticos confiáveis (aplicados em qualquer pesquisa de opinião ou de intenção de voto), quantos assintomáticos e paucissintomáticos há na população brasileira num dado momento.
“Ah, mas não tem como fazer esse cálculo.” Tem sim! Há pelo menos um mês que é possível fazer. Qualquer matemático que faça jus ao seu diploma ― de graduação ― é capaz de bolar um modelo baseado nos dados coletados na China e na Coréia do Sul (e, em breve, também na Alemanha), e fazendo a devida adaptação nos parâmetros para adequar à realidade brasileira, extrapolar um número que estará dentro de uma margem de erro ainda larga, mas dentro da qual é altamente improvável que o número de casos confirmados esteja. (Foi assim que os autores do estudo dos 1% fizeram, aliás, mas baseando‐se apenas nos números da China.) Para os objetivos de conhecer o real tamanho e a real distância de um iceberg, enxergar pelas oculares de um binóculo um tanto desfocado é melhor que olhar pelas objetivas de um perfeitamente ajustado.
Mas e qual seria a diferença, para o público, saber esse número estimado? Isso não vai confundi‐lo ainda mais? Não, vai esclarecê−lo mais! Porque hoje o morador da Rocinha lê no jornal que tem 11 casos confirmados numa comunidade de estimados 100 mil habitantes e pensa, “Ah, é muio pouca gente ainda!” Talvez ele leia a lista de nomes dessas pessoas e, muito provavelmente, não conhecerá nenhum. Qual a chance de qualquer um desses onze ter cruzado seu caminho no dia a dia, na ida e volta pro trabalho, ou na visita ao mercado? Não é nem preciso fazer conta pra estimar que é mínima, ínfima, praticamente nula. Conclusão: ainda dá pra encontrar os amigos no largo que dá acesso à principal subida do morro.
Mas se ele ouvir todo mundo nos jornais, na teve, na internet falando que esses 11 casos correspondem, provavelmente, a 1.100 infectados, a coisa muda completamente de figura! Já são pouco mais de 1% dos moradores. Quer dizer que, de cada cem pessoas, conhecidas ou não, que passam por ele todos os dias subindo e descendo as vielas da favela, uma já tem o coronavírus. Pode ser alguém que more no seu beco! Ou o mototaxista que o leva todo dia pro trabalho! Ou pode estar atrás dele na fila do supermercado!
Semelhantemente, numa cidade pequena, de 20 mil habitantes, enquanto não é anunciado o primeiro caso, as pessoas pensam que seu lugar ainda está “livre do vírus”. Tem prefeito de cidade do interior afrouxando as normas de fechamento do comércio e de restrição à circulação de pessoas baseando‐se justamente nessa falsa premissa. Mas se ele souber que quando o primeiro caso em sua cidade for confirmado provavelmente já haverá outros 99 ainda não notificados, e que, portanto, o vírus já pode estar circulando na sua cidade há vários dias, talvez já há semanas, e que a qualquer momento um deles vai dar entrada no único hospital da cidade e já de cara ocupar um dos dois leitos de UTI disponíveis, ele vai pensar 10 vezes antes de autorizar a reabertura do comércio!
Haverá, ainda, tempo de corrigir esses erros, antes da explosão de casos? Bom, certamente não vai se obter o mesmo benefício que se obteria se eles tivessem sido corrigidos há duas, três semanas. Muitas pessoas que não precisavam morrer vão morrer ― já estão morrendo ― porque os gestores públicos e as autoridades de saúde agiram conforme eu descrevi aqui. Mas muitas mais que não precisam morrer vão morrer se eles continuarem, se nós todos continuarmos, agindo da mesma maneira.
“Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.”
(Não, esta não é de Maquiavel; nem de Einstein, como às vezes se atribui. É de um grande sábio desconhecido mesmo…)
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2020.04.07 18:21 Miragehead Democracia em tempos de cólera.


Navegando pelas páginas e redes sociais nas quais costumo me informar, notei um discurso rival/equivalente em muitas opiniões, inclusive de pessoas que considero verdadeiramente intelectuais. Há uma tendência a flexibilização do valor da democracia como forma de governo. Há, na verdade, uma dicotomia que ganha curiosa equivalência em seu objetivo. Eu falo do papel da democracia na sociedade contemporânea e o seu destino em um mundo de crise permanente, marcado por sucessivas crises econômicas, ocorrendo cada vez em lapsos menores de tempo, a crise de imigração e, no momento, a pandemia do CODV-19.
Com o espírito do tempo (Zeitgeist) sendo marcado por uma descrença ascendente nas instituições nacionais e internacionais, percebe-se que o desprezo pela democracia tem se manifestado em diferentes mentes, de diferentes espectros ideológicos e políticos. Se, por um lado, a democracia é flexibilizada por aqueles que defendem a lei e a ordem, discurso que faz parte do conservadorismo político, e se alicerça na obrigação do Estado de garantir o consenso nacional, nem que seja a força, por outro vem sendo flexibilizada por mentes “progressistas”, que enxergam na democracia uma origem burguesa, criação do liberalismo político do século XIX e XX, incapaz de garantir verdadeira liberdade e emancipação social.
É comum observar nesses espectros a afeição a regimes autoritários como solução para os problemas que se apresentam. De um lado, caberia ao Estado a alcunha de silenciar vozes discordantes e garantir a dura aplicação da lei independentemente das circunstâncias. Há, nessa gente, resquícios do positivismo de Max Weber, da ideia de ordem acima da liberdade como pressuposto da existência da própria liberdade e da harmonia social. Entretanto, percebe-se que o conceito de harmonia social almejado por este pensamento se identifica em uma unidade consensual; unidade de costumes, moral e valores. Esse movimento é facilmente verificado nas extremas direitas de todo o mundo.
Nada obstante, não são apenas os super-conservadores que vislumbram um valor secundário da democracia. Verifica-se discurso semelhante em parte daqueles que se consideram progressistas. O momento de pandemia e do local e situação da China deram origem a debates calorosos sobre o sistema político chinês. É sabido que não há democracia plena na China. Os Chineses denominam a forma de governo deles como democracia consultiva socialista, muito embora exista um único partido político, centralização da maioria dos poderes na figura presidencial, liberdade restrita da mídia etc. Entretanto, para alguns, um regime mais autoritário seria condição para soberania nacional, aplicação ampliada de políticas públicas, promoção da igualdade e outros valores caros ao pensamento progressista.
Ocorre que ambos ignoram que o autoritarismo, a despeito das pretensas vantagens, é incontrolável. É perceptível ao se estudar a história dos regimes autoritários que eles são marcados por profunda corrupção, assassinatos, perseguições e restrição da liberdade. É paradoxal a ideia de que a restrição da liberdade garantiria a própria liberdade, não importando as “vantagens” que são trazidas. Na própria China é imposta a população exaustiva jornada de trabalho, restrição das liberdades individuais, restrição do acesso a informação e responsabilização penal que extrapola o indivíduo (por exemplo, familiares também podem ser presos por crimes cometidos por um membro da família).
Observa-se que muito se identifica com o regime fascista de Mussolini, por exemplo, que exaltava o valor social do trabalho, garantia certa renda a todos e tinha objetivos claramente desenvolvimentistas. A moeda de troca é a própria liberdade e direitos individuais diversos.
Observa-se, da mesma forma, que regimes autoritários costumam a ser ineficientes, apesar de poder haver exceções, como a própria China. Não obstante, é verificado que o desenvolvimento da China é atribuído a exploração laboral do próprio povo e de um regime capitalista imperialista na política externa, marcada por práticas de concorrência desleal.
Ademais, não há nenhum regime autoritário no mundo hoje que promova verdadeira igualdade material a sua população. Não apenas igualdade econômica, como igualdade civil, igualdade racial e igualdades subjetivas, como a promoção do respeito à grupos vulneráveis, a exemplo dos LGBTs, mulheres, deficientes físicos etc.
Não há regime autoritário e nem regime democrático que seja perfeito. Mas é perceptível que os regimes democráticos são melhores ou, ao menos, menos piores. A democracia frente às sucessivas crises, perdeu a sua qualidade, deixando de garantir a participação dos mais diversos estratos sociais para privilegiar elites econômicas formadas pela distorção da própria democracia.
O que temos é uma democracia contemporânea moribunda e ineficaz que, apesar de sua situação atual e falhas históricas, ainda é a melhor forma de governo praticada pela humanidade. A democracia garante diversidade de ideias e soluções, sendo um modelo de altíssima eficiência. Apenas a democracia oferece um mosaico de soluções sociais, políticas e econômicas que se alternam no tempo, o que garante a superação de soluções ineficientes. Apenas em regimes democráticos foi possível constatar a conquista de direitos por grupos vulneráveis, a superação da moral como fenômeno coletivo e o respeito a diferentes formas de viver.
Ademais, somente pela democracia que ocorreu, na história da humanidade, participação popular ampla nas políticas Estatais. Sem democracia não há verdadeira conquista de direitos, sendo o mais parecido com isso, na melhor das hipóteses, uma concessão unilateral por parte do Estado.
Se a democracia contemporânea é incapaz de promover o interesse coletivo é porque ela está maculada, sendo na prática, em muitos casos, o exercício de uma oligarquia disfarçada.
Portanto, está-se canalizando a radicalização para o caminho errado. O autoritarismo sempre será um atraso frente às conquistas democráticas, não importando a cor da bandeira hasteada. A radicalização deve acontecer no seio da própria democracia, de forma a restaurá-la a sua função original e reinventá-la frente aos problemas contemporâneos.
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2020.03.22 21:29 loslan FAKE NEWS (reportado p/ Revista EXAME e Jornal Estadao) - A renomada Universidade Stanford, nos EUA – teria mostrado que o uso associado da hidroxicloroquina e azitromicina teria sido capaz de curar pacientes com coronavírus.

Essa "estória" repercutida e reproduzida como se verdadeira, foi criada por um investidor em blockchain chamado James Todaro... Ah! Mais ainda, o Vale do Silício correu jundo. A WIRED que fornece acesso gratuito e ilimitado a histórias sobre a pandemia de coronavírus revela como um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita...
FONTES - LINKs: ao final do texto
"A CONVERSA SOBRE uma droga promissora para combater o Covid-19 começou, como costuma acontecer (mas na ciência não), no Twitter. Um investidor em blockchain chamado James Todaro twittou que um medicamento contra a malária de 85 anos chamado cloroquina era um tratamento potencial e preventivo contra a doença causada pelo novo coronavírus. Todaro vinculou a um documento do Google que ele havia escrito, explicando a idéia. Embora quase uma dúzia de medicamentos para o tratamento do coronavírus esteja em testes clínicos na China, apenas um - remdesivir, um antiviral que estava em testes contra o Ebola e o MERS do coronavírus - está em testes completos nos EUA. Nada foi aprovado pela Food and Drug Administration. Portanto, um medicamento promissor seria ótimo - e melhor ainda, a cloroquina não é nova. Seu uso remonta à Segunda Guerra Mundial e é derivado da casca da árvore chinchona, como o quinino, um antimalárico de séculos de idade. Isso significa que o medicamento agora é genérico e é relativamente barato. Os médicos entendem bem e podem prescrever o que quiserem, não apenas a malária. O tweet de Todaro recebeu milhares de curtidas. O mundo da engenharia / tecnologia pegou a ideia. O blog de leitura extensiva Stratechery vinculado ao documento do Todaro no Google; Ben Thompson, editor do blog, escreveu que estava "totalmente desqualificado para comentar", mas que as evidências anedóticas favoreciam a idéia. Ecoando o documento, Thompson escreveu que o documento foi escrito em consulta com a Stanford Medical School, a Universidade do Alabama na faculdade de medicina de Birmingham e os pesquisadores da Academia Nacional de Ciências - nada disso é exatamente verdade. (Mais sobre isso daqui a pouco.) Um dos co-autores de Todaro, um advogado chamado Gregory Rigano, foi à Fox News falar sobre o conceito. O CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, twittou sobre isso, citando um vídeo explicativo do YouTubede um médico que vem fazendo uma série de explicadores de coronavírus. Para ser justo, Musk não estava interessado na idéia de não ter mais dados, embora tenha escrito que havia recebido uma dose salva de vida de cloroquina para a malária. É a definição de "grande se verdadeiro". Parte da história do Covid-19, do coronavírus SARS-CoV-2, é que ela é nova . Os seres humanos não têm imunidade a isso. Não há vacina, nenhum medicamento aprovado para tratá-lo. Mas se um medicamento existia - se um medicamento barato e fácil pode evitar as piores complicações que requerem ventilação e às vezes fatais da infecção por coronavírus, ou talvez prevenir essa infecção em primeiro lugar, para que estamos isolando socialmente, como otários? Que se - como diz o ditado - está dando muito trabalho. A pandemia de Covid-19 está causando, razoavelmente, um surto mundial enquanto cientistas e formuladores de políticas correm para encontrar soluções, nem sempre com competência ou eficiência. É o tipo de coisa que irrita a mentalidade de engenheiro-disruptor. Certamente, esse deve ser um problema facilmente resolvido, que é principalmente culpa da burocracia, da regulamentação e de pessoas que não entendem a ciência. E talvez as duas primeiras coisas sejam verdadeiras. A terceira coisa, porém, é onde os riscos se escondem. O Vale do Silício homenageia pessoas que correm em direção a soluções e ignoram problemas; a ciência é projetada para encontrar soluções, identificando esses problemas. As duas abordagens geralmente são incompatíveis . O que aconteceu aqui, especificamente, é que Rigano procurou Todaro. O tweet de Todaro identificou Rigano como afiliado à Johns Hopkins; O perfil de Rigano no LinkedIn diz que ele está de licença de um programa de mestrado em bioinformática e foi consultor de um programa em Stanford chamado SPARK, que faz a descoberta de medicamentos translacionais - encontrando novos usos e pedidos de medicamentos aprovados. "Eu tenho uma experiência muito única na encruzilhada do direito e da ciência", diz Rigano. "Trabalho com grandes empresas farmacêuticas, universidades, biotecnologias e organizações sem fins lucrativos no desenvolvimento de medicamentos e produtos médicos". Ele diz que esses contatos o informaram sobre o uso de cloroquina contra o Covid-19 na China e na Coréia do Sul, então ele começou a ler sobre ele. (Johns Hopkins não retornou uma solicitação de comentário; um porta-voz dos e-mails da Stanford Medical School: “A Stanford Medicine, incluindo a SPARK, não esteve envolvida na criação do documento do Google, e solicitamos que o autor remova todas as referências a Além disso, Gregory Rigano não é consultor da Faculdade de Medicina de Stanford e ninguém em Stanford esteve envolvido no estudo. ”) Acontece que as pessoas lançam cloroquina como antiviral há anos. No início dos anos 90, os pesquisadores o propuseram como um complemento aos medicamentos inibidores da protease precoce para ajudar a tratar o HIV / AIDS. Uma equipe liderada por Stuart Nichol, chefe da Unidade de Patógenos Especiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, publicou um artigo em 2005 dizendo que a droga era eficaz contra células primatas infectadas com SARS, o primeiro grande coronavírus respiratório a afetar seres humanos. É um teste in vitro, não animais vivos - apenas células. Nichol não respondeu a um pedido de comentário, mas um porta-voz do CDC enviou um e-mail: “O CDC está ciente de relatos de vários medicamentos sendo administrados para tratamento ou profilaxia para o COVID-19, incluindo aqueles que demonstram atividade in vitro contra o SARS-CoV- 2. Neste momento, é importante garantir que dados clínicos robustos, coletados em ensaios clínicos, sejam obtidos rapidamente, a fim de tomar decisões clínicas informadas sobre o manejo de pacientes com COVID-19. ” Em uma conferência de imprensa da Organização Mundial da Saúde em fevereiro, um repórter do grupo de verificação de fatos Africa Check perguntou se a cloroquina era uma opção. Janet Diaz, chefe de atendimento clínico do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde, respondeu que a OMS estava priorizando alguns outros medicamentos nos testes junto com o remdesivir e reconheceu que os pesquisadores chineses estavam trabalhando ainda mais. "Para a cloroquina, não há provas de que este seja um tratamento eficaz no momento", disse Diaz. "Recomendamos que a terapêutica seja testada em ensaios clínicos eticamente aprovados para mostrar eficácia e segurança". A cloroquina e uma versão alternativa chamada hidroxicloroquina parecem funcionar contra vírus, inibindo um processo chamado glicosilação, uma transformação química das proteínas na camada externa do vírus que faz parte do processo de infecção. Pesquisadores chineses iniciaram talvez meia dúzia de ensaios randomizados das duas versões em humanos e obtiveram pelo menos alguns dados iniciais promissores. Com esses dados em mente, um pesquisador francês de doenças infecciosas chamado Didier Raoult publicou uma rápida revisão dos estudos in vitro existentes de cloroquina e hidroxicloroquina e (junto com alguns outros pesquisadores ) recomendou não apenas aumentar a pesquisa em humanos, mas também começar a usar os medicamentos clinicamente. (Raoult não retornou um pedido de comentário, mas um publicitário do hospital em que trabalha enviou um link para um vídeo no qual Raoult apresenta dados que ele diz mostrar eficácia em um pequeno grupo de humanos reais. Esses dados não foram publicados ou revisado por pares.) Exceto pelo vídeo, que ainda não havia sido lançado, Rigano montou tudo isso e entrou em contato com Todaro. "Essencialmente, escrevi a publicação com base em minha interface com vários pesquisadores de Stanford e outros, e desenvolvemos esse corpo de evidências e ciência hardcore", diz Rigano. “James, Dr. Todaro, estava fazendo o melhor trabalho, pensei, em qualquer pessoa da mídia, qualquer médico, qualquer agência de notícias, qualquer pessoa no Twitter, ao cobrir o coronavírus. Eu acompanho sua pesquisa em outros itens, como computação descentralizada, há vários anos. ” Todaro, que obteve um MD da Columbia e agora é um investidor de bitcoin, estava interessado o suficiente para colaborar no documento. "Eu adicionei coisas que pertenciam mais ao lado médico das coisas e dei uma sensação mais clínica, acho", diz Todaro. “Algo que a Big Pharma não vai gostar - está amplamente disponível, é bem barato e é algo que pelo menos um milhão de pessoas já está participando. Na verdade, existem muitos aspectos de algo que podem ser lançados rapidamente se os dados clínicos corretos estiverem disponíveis. ” Todaro e Rigano juntos começaram a conversar com Raoult sobre o pequeno estudo que ele estava preparando, e também chamaram um bioquímico aposentado chamado Tom Broker. Ele foi originalmente listado como o primeiro autor do documento do Google, seu nome seguido por "(Stanford)". Foi aí que Broker obteve seu doutorado, em 1972, mas Broker está há anos na Universidade do Alabama, em Birmingham. Sua área de pesquisa é o adenovírus e o papilomavírus humano, que têm DNA como material genético, em oposição ao RNA dentro dos coronavírus. Eles são bem diferentes. Broker diz que não estava envolvido na produção do documento do Google e nunca defenderia o uso de um medicamento sem testes formais. Todaro e Rigano, desde então, removeram o nome dele, a pedido de Broker. “Eu não contribuí, escrevi qualquer parte ou tive conhecimento deste documento do google.com.br. Nunca conduzi pesquisas sobre patógenos do vírus RNA. Não tenho credenciais ou autoridade profissional para sugerir ou recomendar ensaios ou práticas clínicas ”, escreveu Broker em um email. “Aparentemente, fui inserido como autor 'gratuito', uma prática que sempre evitei em meus 53 anos de carreira. Além disso, nunca envolvi nenhuma parte das mídias sociais, privada ou profissionalmente. Todas as minhas publicações científicas são processadas por meio de revisão por pares. Sugiro que você se comunique com um dos autores reais. Questionado sobre a declaração de Broker, Todaro diz que Broker simplesmente não queria se envolver com a atenção que a idéia e o documento estavam recebendo. “Eu não conheço pessoalmente Tom Broker. Minha correspondência foi com o Sr. Rigano ”, diz Todaro. "Quando começamos a receber informações da imprensa, minha impressão foi que o Sr. Broker ficou muito impressionado com isso". Rigano diz que também foi sua impressão. "Dr. Broker é um cientista da mais alta ordem. Ele não está acostumado a esse tipo de atenção da mídia, então nós meio que precisamos continuar sem ele aqui ”, diz Rigano. "Ele não está pronto para a mídia, se tornando uma celebridade." O documento de cloroquina que Todaro e Rigano escreveram espalhou quase - desculpe por isso - viralmente. Mas mesmo que algumas pessoas estejam dizendo que esse é um tratamento, ele ainda não foi submetido a um estudo de controle randomizado em larga escala, o padrão ouro para avaliar se uma intervenção médica como uma droga realmente funciona. Até que isso aconteça, a maioria dos médicos e pesquisadores diria que a cloroquina não pode ser nenhum tipo de bala mágica. “Muitos medicamentos, incluindo cloroquina ou hidroxicloroquina, trabalham nas células do laboratório contra os coronavírus. Foi demonstrado que poucos medicamentos funcionam em um modelo animal ”, diz Matthew Frieman, microbiologista que estuda terapêutica contra os coronavírus na Universidade de Maryland. O que acontece se você colocar os medicamentos em animais? Ninguém sabe ainda. Provavelmente nada de ruim, porque eles são usados há décadas. A ação da cloraquina, diz Frieman, “é conhecida há algum tempo por outros coronavírus, mas nunca se desenvolveu como terapêutica testada em humanos. Há razões para acreditar que isso vai mudar agora, junto com outras terapêuticas que têm eficácia no laboratório. ” Isso ocorre porque o novo coronavírus está incentivando a pesquisa a retomar praticamente qualquer coisa que já tenha mostrado algum efeito sobre os coronavírus, e algumas novas idéias também. Rigano diz que ele e Todaro estão agora realizando seus próprios ensaios clínicos, embora não esteja claro como eles pretendem coletar ou apresentar os dados. Eles esperam que os médicos se inscrevam como sujeitos e depois prescrevam a hidroxicloroquina para si mesmos enquanto tratam pacientes com Covid-19. Quando perguntado sobre o que seria o grupo de controle - médicos que pareciam pacientes que não tomaram o remédio, talvez? --Igano teve algumas idéias. “Você pode usar controles históricos, a taxa de médicos infectados que não usavam hidroxicloroquina regularmente. E se existem médicos que gostariam de participar do estudo que gostariam de não tomar hidroxicloroquina, eles também seriam excelentes controles ”, diz Rigano. “Ético, não queremos que ninguém contrate esse vírus. É realmente um design maravilhoso. ” Rigano diz que está conversando com a equipe de quatro hospitais australianos sobre a realização de um estudo maior e randomizado, depois de um com médicos voluntários. Rigano e Todaro sabem que um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita. Mas eles dizem que não há tempo a perder, que a pandemia está se movendo rápido demais para a ciência tradicional. "Isso levaria meses", diz Todaro. "Eu odiaria apostar em coisas que encontraríamos em meses ou em uma vacina que sai em meados do final de 2021". Eles não são os únicos com essas preocupações, é claro. O modelo mais recente do progresso do Covid-19 do Imperial College London apresenta o pior cenário de pior caso que envolve milhões de mortes, ou distanciamento e proteção social em todo o planeta por mais de um ano. A distância social pode dar aos hospitais uma chance melhor de acomodar e tratar os doentes, mas, com menos força, a doença simplesmente volta. As únicas coisas que mudariam esses resultados são vacinas ou medicamentos." Fonte: WIRED é onde o amanhã é realizado. É a fonte essencial de informações e idéias que fazem sentido para um mundo em constante transformação. - WIRED MAGAZINE LINKs: https://exame.abril.com.bciencia/o-que-e-a-cloroquina-remedio-promissor-contra-o-novo-coronavirus/ https://saude.estadao.com.bnoticias/geral,droga-usada-para-malaria-tem-resultado-positivo-contra-coronavirus,70003240466
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2020.02.15 00:17 aldelator Eu sou um Delator?

Olá Reddit. Espero que quem esteja lendo isso esteja muito bem.
Eu tenho relatos de alguns eventos que eu considero interessante compartilhar com vocês. É algo que já faz um tempo que vem martelando na minha cabeça. Espero que gostem. Isso não é ficção, é um fato real que aconteceu e eu não sei como reagir a isso.
Saindo do Ensino Médio, eu tinha em mente seguir a profissão de *****. Naturalmente, precisaria fazer uma Faculdade. Com os conselhos dos meus pais, eles me orientaram a fazer o curso que eu queria na faculdade *****. O que eu não sabia, era que esse local era mantido por uma instituição que por fins de entretenimento, eu vou me referir como Umbrela Corporation. Pois bem. Eu não tinha muita noção do campo de trabalho da minha profissão e muito menos do mercado de trabalho para essa profissão. Entrei para esse mundo pois era o meu sonho de infância e devo dizer que estou bem satisfeito em ter escolhido essa profissão. A minha faculdade era um local ótimo, acolhedor, com muitas pessoas dispostas a te ajudar e orientar. Com o passar do tempo, cada vez mais este lugar foi crescendo em meu coração e eu já me referia a Faculdade como Segunda Casa.
Eu me considero um bom aluno. Sempre me comportei corretamente, tirava notas boas e fiquei sem dependências. Os professores me adoravam e eu era muito querido. Os únicos problemas que tinha, eram as tradicionais rixas do período noturno com diurno e vice-versa. Esta faculdade, tinha um grupo estudantil liderado por alguns alunos, que eram considerados como modelos dentro da faculdade. Eu mesmo fui convidado e participei de uma reunião desse seleto grupo. Não fui em outras porque não aguentava os puxa sacos do professor que era responsável pelo grupo. O que os alunos deste grupo têm em comum, é o fato de todos, ostentar com o maior orgulho a bandeira da Faculdade e da Umbrela Corporation. Vestiam o uniforme em ocasiões sociais fora do horário escolar, postavam sobre o lugar nas redes sociais falando o quão maravilhoso era estudar no local x.
Nunca fui de ficar fazendo propaganda e sempre achei esse amor estranho e um pouco sei lá, estranho. Mas mesmo assim eu adorava o lugar e gostaria muito de fazer a minha carreira dentro da Umbrela Corporation. Era o meu sonho. Passei a notar, que os alunos do grupo já mencionado, recebia alguns benefícios como bolsas de estudo e até intercâmbios. Isso causava um mal-estar entra aqueles que não eram contemplados e aqueles que eram. Surgiram as acusações de puxa saquismo, favorecimento, brigas e etc. devo dizer que fui conivente com a situação pois não tive voz ativa nesse debate (e também fui um dos contemplados pela bolsa de estudos).
O fato, é que no último ano da faculdade eu fui escolhido para trabalhar na Umbrela Corporation. Ou seja, o meu sonho tolo seria realizado. Fiz a entrevista, e chorei quando não soube que seria ter uma vaga para mim, visto que eu já estava no final do curso, e eles preferiam dar prioridade para quem tinha mais tempo pela frente. Aqui eu vou salientar o quão eu estava emocionalmente investido neste lugar. A faculdade era a minha vida e a minha casa, trabalhar na Umbrela e ser um Executivo da empresa era o meu sonho. Eu já trabalhava em um outro lugar muito bom, porém era um contrato de 2 anos sem a possibilidade de efetivação. Eu estava preocupado e não sabia o que fazer porque tinha medo de terminar a faculdade e ficar desempregado (mesmo tendo boas indicações, bom currículo e bons precedentes).
O alívio veio quando recebi um e-mail dizendo que havia sido selecionado! Que alegria! O começo da carreira no lugar que eu amava. Logo na primeira reunião eles já apresentaram o plano de carreira e eu fiquei muito contente com a possibilidade de subir na corporação. Isso já fez eu odiar o lugar onde anteriormente eu tinha trabalhado (que não apresentava essa opção de subir). Nos primeiros meses a minha sensação era de que eu trabalhava no melhor lugar do mundo. Reuniões constantes, sempre perguntavam a minha opinião e o que eu achava, diferente do meu trabalho anterior, onde só era dito o que eu precisava saber e pronto. O que eu passei a notar, era a insatisfação de alguns funcionários que já estavam dentro da empresa a algum tempo. Sem falar no fato de que eles pareciam muito cansados. Entendam que eu era estagiário, e obviamente e fazia uma carga de 30 horas semanais. Esses funcionários trabalhavam 44 horas, sem mencionar o fato de que havia escalas para Domingo. Eu ignorava esses relatos pois eu estava contente e fiquei mais contente ainda quando alguns colegas de sala entraram na empresa também.
O trabalho era puxado e com o passar do tempo isso começou a refletir na minha saúde de uma maneira geral. Eu estava de manhã, e começava a trabalhar no começo da tarde. Então eu saia da faculdade e ia para a Umbrela. Só ia para a casa para dormir. Comecei a apresentar sintomas de Síndrome de Burnout. Não fiz muito alarde disso pois temia ser taxado como fraco ou incapaz. Fazia o meu melhor sempre, e fui ganhando certo destaque. O meu desejo era ser efetivado na empresa, porém novamente comecei a notar uma certa preferência por aqueles alunos-propaganda. O coordenador gostava de mim porque eu era bem crítico e sempre tinha um posicionamento assertivo nas decisões. Costumava a apontar os erros da empresa e onde ela poderia melhorar. Com isso fiquei incumbido de achar soluções para esses problemas e relatar aos superiores, algo que me deixou contente (e sobrecarregado)
As coisas começaram a ficar estranhas quando várias demissões seguidas foram acontecendo dentro da Umbrela. Pessoas pedindo para sair, outras sendo mandadas embora sem aparente justificativa. Eu sei que demissão é algo normal dentro de uma empresa, mas eu percebia que os Coordenadores tentavam maquiar a situação. Porque fulana foi fazer Medicina por isso ela saiu. Foi a justificativa de uma demissão. O que não faz total sentido. A pessoa se forma dentro do lugar, consegue trabalhar lá e do nada vai tentar outra profissão? Pode até ser possível, mas pouco provável.
Comecei a suspeitar ainda mais quando reparei que um dos Chefes do lugar, lançava olhares, devo dizer, lascivos? Nojentos? Com certeza nojentos para uma das minhas amigas que era muito bonita e muito simpática, enquanto ela conversava com um Coordenador. Foi horrível. Parecia que ele queria engolir a minha amiga viva. Tudo ficou pior quando ela foi cumprimentar ele. Eu já tinha notado esse tipo de comportamento antes entre alguns Supervisores, mas nada nesse nível. A verdade é que esse tipo de coisa por mais absurdo que soe, é considerado normal dentro do meu ramo.
Percebi que os Coordenadores encorajam a Doutrinação dos alunos da faculdade que entravam dentro da Umbrela, recompensando-os enormemente. Inclusive havia um grupo de alunos que durante as aulas, ostentavam com orgulho o uniforme da empresa.
Eu estava me sentindo preso. Queria continuar os estudos e fazer pós-graduação na Capital para expandir meu Networking, porém fui coagido ao meu Coordenador a continuar estudando na faculdade. O que eu achei estranho. Pensei que eles queriam funcionários empoderados e cada vez mais qualificados. Com o passar do tempo e essas situações acontecendo eu estava ficando cada vez pior. A gota da água foi quando tive uma crise de ansiedade por causa do estresse. Acabei pedindo para sair da Empresa. E aí que as coisas ficaram mais estranhas.
Meu coordenador tentava tirar respostas de mim do porquê de eu sair e se recusava a assinar os papéis. Eu contei a ele que saí pois estava tentando ser concursado e queria tempo para estudar. Algo que ele desaprovou. Ele disse que não valia a pena estudar para concurso e que eu deveria repensar esta decisão, pois a Umbrela proporcionava tudo para o meu crescimento e que seu saísse iria ser difícil conseguir um cargo bom igual o que eu tinha.
Ele estava certo e errado. Entendam que a Faculdade e a Umbrela são MUITO influentes na minha cidade, então eles têm os seus braços em tudo. Eu sabia que a possibilidade fora dessa empresa, era ter um emprego mal remunerado com uma carga horária grande. Por isso eu queria partir para Concurso Público. Queria estar livre daquele lugar. No final ele acabou assinando meu desligamento, mas ainda com dúvidas, ele comentou com o diretor da faculdade que veio conversar comigo. Como eu era bastante querido por todos, o meu súbito desligamento foi mal recebido, e os Coordenadores e Supervisores tentaram maquiar a situação (como sempre faziam). Para o meu Diretor eu contei tudo que havia testemunhado e visto e ele entrou em choque. Ele disse que eu fiz a coisa certa em sair, para poder melhor meus pensamentos. Os 2 últimos meses na faculdade foram horríveis.
Parecia que o lugar que eu tanto amava, estava me rejeitando. Me segregando. As pessoas olhavam para mim com pena e isso fez muito mal para mim. Com muita ajuda da minha família consegui dar a volta por cima.
Com o passar do tempo, os meus temores sobre a política da empresa se tornaram cada vez mais certos. Os alunos queridos que faziam propaganda, foram contratados para a Umbrela, e o restante que não foi, ficou à mercê das indicações do meu Coordenador. Eu percebi que essas indicações eram para lugares muito piores que a Umbrela, e que assim que surgisse uma vaga dentro da empresa, essas pessoas iriam correndo de volta a Umbrela, como se fosse o melhor lugar do mundo. A insatisfação dentro da empresa era grande, mas eles tentavam de tudo para ficar como bons moços.
Resumindo, esta empresa utilizou sua influência para dominar a cidade. Os melhores alunos entram dentro da empresa, mas são limitados a questão ao seu crescimento profissional. Não podem fazer cursos e especializações fora da Faculdade. E quem não entra na empresa é considerado como lixo e fica com subempregos, má remuneração e etc...
Eu me senti muito mal em sair, pensando que eu estava errado. Mas eu notei que fiz a coisa certa em sair. Hoje estou noivo e sou concursado público. Vou me casar em setembro.
Escrevi esse relato para incentivar as pessoas para se atentaram a Doutrinação dentro de seus locais de trabalho. LIBERTEM-SE! Busquem o melhor para suas vidas e não o bem de uma empresa. Se estiver sentindo mal ou sobrecarregado, não esconda, não abafe, FALE e LIBERTE-SE!
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2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha é a terceira criança e única filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um criança que não chamava a atenção, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que não gostava da idéia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito à Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com “um nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e não tinha mais peito do que um rapaz” (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observação é feita sobre seu comportamento. Não que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar caráter. Mas ele é pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucessão:
– Ambos os meus irmãos estão mortos. Sou o único filho sobrevivente do senhor meu pai.
– Sua irmã está viva – Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
– Uma mulher só pode herdar se não houver nenhum herdeiro varão em linha direta – ele insistiu em voz alta. – Não aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Você se esqueceu mais do que pensa. E é um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregará estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem já é suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irmãos, mas foi criada pela mãe “para ser ousada” (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista “atirando machados em uma porta” (AFFC, O Capitão de Ferro). Portanto, Asha desde cedo já podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que “tripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem” (ACOK, Theon II).
A má aparência, porém, é algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolescência, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos “atormentados por espinhas” (Botley era um dos cinco protegidos da mãe de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebelião Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincidência que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A Fúria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irmã, sinta-se imediatamente atraído por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na infância se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha é tangível nos livros, de modo que o Rei Greyjoy não faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irmã é o que acende o fogo do ciúme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Porém, o que Theon deixa passar despercebido é que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuadí-lo. Caso a relação de ambos tivesse começado em outro pé, talvez Theon não teria confundido a deferência com uma tentativa de ecarnecê-lo ou separá-lo de seu prêmio (o castelo dos Stark). Àquela altura este era até um erro desculpável da parte de Theon, pois até o leitor não entendia perfeitamente as intenções da irmã de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Alguém que revela ter partido para a guerra com o “coração pesado” em deixar a mãe para trás porque temia que ela morresse em sua ausência. Alguém que, apesar do discurso bélico e entrosamento com o pai, “sempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke”. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Alguém que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos românticos de Tristifer Botley, a ponto de querer protegê-lo dela mesma ao invés de simplesmente enxotá-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, até Tris começar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma dúzia de filhos, e, oh, algumas filhas também.
“Não quero uma dúzia de filhos”, dissera-lhe, aterrorizada. “Quero ter aventuras.”
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela última visita, porém, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto é a minha mãe, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beijá-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constatação é interessante por conta dos últimos acontecimentos em A Dança dos Dragões. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de aparência delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava à procura do meistre do castelo para tomar chá da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invasão faz com que ela se esqueça da situação. Portanto, há uma possibilidade de que Asha esteja grávida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implicações práticas e narrativas envolvem:
  1. A pretensão deste filho de Asha à Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. “Filhos do sal podiam até mesmo ser herdeiros quando um homem não tinha filhos legítimos com sua esposa da rocha” (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declarações de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em razão do que aconteceu com sua mãe?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha está grávida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretensão seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.12.28 13:24 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
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Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
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2019.12.21 02:41 ninjaurbano Tamanho da tela e seus impactos

Todos aqui sabem que a imagem dos jogos antigos, em razão de sua baixa resolução (240p), possuem certas particularidades que se diferenciam bastante em relação a outras formas de conteúdo. Nesse aspecto, os monitores que objetivamente melhor reproduzem uma imagem em 240p são os velhos e bons CRTs, sendo que as alternativas existentes para reprodução do 240p em monitores modernos apenas tentam reproduzir algumas das características desses aparelhos antigos.
Ocorre que as TVs modernas (LCD) conseguem facilmente expandir o tamanho sem trazer mudanças significativas no peso e diminuem de largura com o passar do tempo, proporcionando telas cada vez mais finas.
Os CRTs, por sua vez, penalizam o incremento do tamanho de tela com mais peso e mais largura. A principal razão do peso do CRT é a tela, que precisa fazer uso de um vidro grande e espesso (lembrando que vidros já são naturalmente pesados). Existe um vácuo dentro do tubo que demanda o vidro ser espesso o suficiente para resistir a uma implosão. Quanto maior o tubo, maior o vácuo e mais espesso precisa ser esse vidro para ter resistência. Logo, mais pesado será o aparelho. E talvez esse tenha sido o fator que mais acelerou o abandono da tecnologia CRT em favor de outra que no início se mostrava pior em quase todos os aspectos (LCD), exceto no peso e na largura.
De fato, o peso e o tamanho do CRT são aspectos devem ser considerados, já que o espaço urbano cada vez mais restrito tem provocado uma diminuição no tamanho dos imóveis residenciais. Os televisores de CRT, que antes ocupavam uma área nobre da casa, foram substituído por TVs mais leves e finas, muitas penduradas na parede para economizar espaço. A realidade atual é dura com os televisores de CRT por questões práticas, já que não faz sentido hoje em dia, por exemplo, colocar na sala um aparelho grande cuja única finalidade seria reproduzir jogos antigos, tomando espaço de uma TV moderna que hoje em dia possui muito mais aplicações (jogos modernos, filmes, séries, noticiário, etc.).
O tamanho físico do CRT também tem um certo impacto na qualidade de imagem que precisa ser considerado. Dentro da TV há um tubo que armazena um canhão de elétrons que dispara contra o revestimento de fósforo presente na tela, formando assim a imagem. Para isso, é preciso haver uma certa distância entre o canhão e a tela, e quanto menor é essa distância, maiores podem ser as imperfeições. Vou explicar de outra forma:
Imagine que você aponte uma lanterna diretamente para o centro da parede que está na sua frente, formando uma luz circular. Agora, sem mudar o eixo, incline lanterna do centro até que a luz atinja o canto da parede. Fazendo isso, a luz que antes se formava como um círculo no centro da parede agora aparece de forma oval no canto. Agora, faça o mesmo exercício mais afastado da parede e note que quanto mais afastado você estiver, melhor conseguirá iluminar os cantos da parede com a luz da lanterna em seu formato original.
Basicamente é mais ou menos isso que acontece no CRT. O canhão de elétrons fica a uma distância fixa da tela e dispara contra o centro dela. Esse disparo precisa percorrer a tela inteira e a distância para atingir os cantos da tela será sempre maior do que para atingir o centro. Quanto maior a tela, maior a necessidade de uma distância maior para ter o mesmo efeito.
Ocorre que nem sempre isso é possível por razões práticas.Por exemplo, se o canhão de elétrons de um TV de 14 polegadas fica a 30cm da tela, uma TV de 34 polegadas, para respeitar a mesma proporção, deveria ficar a 72cm da tela. Com isso a TV de 34", somando outros elementos, teria uma profundida de quase 80cm, que é uma largura bem difícil de ser acomodada em um ambiente doméstico. Para evitar esse problema, a distância do canhão para a tela é encurtada em telas maiores, o que infelizmente pode gerar problemas de geometria e convergência.
Em se tratando de filmes isso tem pouca relevância, mas jogos 2D possuem muitas linhas, com ação horizontal e vertical que tornam esses problemas de geometria e convergência bem evidentes.
Por razões semelhantes televisores de tela plana apresentam mais problemas de geometria e convergência do que monitores de tela curva, mas prefiro discutir isso em outro tópico.
Além de serem menos susceptíveis aos problemas acima, os monitores de CRT menores possuem uma maior densidade de linhas de resolução comparado a um modelo equivalente de tela maior, ou seja, muito mais resolução por milímetro de tela. Resultado: quanto menor a tela, maior a nitidez.
Por outro lado, em se tratando de televisores comuns, os modelos menores, que eram mais baratos, também ofereciam menos recursos em comparação a aparelhos maiores, como por exemplo, possuir só entrada de vídeo composto.
No ramo de monitores profissionais isso não acontece. Modelos pequenos e maiores são equipados com as mesmas conexões. Mas acho acho importante ressaltar que os monitores de 14" que são voltados ao ramo do "broadcast" (ex.: Sony BVM e Ikegami) ocupam um espaço muito maior do que a linha "professional" (ex.: Sony PVM). Então, se você quer economizar espaço (e peso) com um monitor menor, prefira a linha PVM.
Dito isso, tratemos da questão mais importante: a experiência prática de jogar em tamanhos maiores ou menores. Em primeiro lugar, é preciso observar a distância. Telas de 14" ficam ótimas jogando a uns 60cm (ou menos) do jogador, que seria equivalente à distância que ficamos de um monitor de PC. Para ficar tão próximo assim da tela é necessário jogar numa mesa e cadeira, tal como fazemos com um monitor de computador.
Telas de 20 polegadas já permitem um maior distanciamento (até 1 metro para preservar a imersão, eu diria). Telas maiores podem trazer maior conforto já que é possível se distanciar o suficiente para jogar num sofá.
Em síntese, telas menores, apesar de menos valorizadas, possuem algumas vantagens técnicas e podem ser muito bem aproveitadas em distâncias menores. Telas maiores podem trazer mais conforto à medida que podem ser apreciadas a distâncias maiores (e por mais pessoas), mas por outro lado são mais sensíveis a problemas de geometria e convergência.
Hoje em dia Monitores profissionais com telas maiores são bem mais caros do que o equivalente de tela menor. Um monitor desse tipo, de 19 polegadas, custa pelo menos o dobro de um equivalente de 14". Vale a pena? Difícil dizer. Há outras peculiaridades que podem influenciar na decisão, como por exemplo o número de linhas do monitor. Eu não gosto de monitores maiores com um número alto de linhas.
Dito isso, darei algumas considerações finais baseadas na minha experiência, recapitulando alguns pontos já tratados:
  1. Jogar em um monitor de 20 polegadas com 800 linhas a uma curta distância (a uns 60 cm da tela, por exemplo) é uma experiência pior do que jogar em um de 600 linhas na mesma distância. Isso porque o de 800 linhas já possui naturalmente scanlines mais ressaltadas, que se tornam ainda mais evidentes quanto mais você se aproxima da tela.Essa percepção diminui quanto você se afasta da tela, já que as linhas pretas aos nossos olhos se fundem com as linhas preenchidas, deixando o monitor de 800 linhas com uma imagem mais nítida do que o monitor de 600 linhas sem que as scanlines (ou o espaço preto entre elas) tenham um destaque excessivo.Mas é preciso considerar que você está se afastando ainda mais de uma tela que já não é tão grande.
  2. Jogar em um monitor de 14 polegadas de 800 linhas a curta distância proporciona uma excelente experiência de imagem sem que seja necessário se afastar mais do monitor, já que o tamanho menor proporciona um bom equilíbrio na percepção das scanlines.Outra vantagem é que a tela menor naturalmente oferece uma imagem mais nítida do que um monitor maior de igual resolução, já que o número de linhas é distribuído em uma área menor.Em resumo: para se jogar perto da tela em um monitor de 20 polegadas é preferível que ele esteja entre 450-600 linhas. Já um monitor de 14 polegadas fica bom a curta distância independente da quantidade de linhas de resolução, com a respectiva nitidez da imagem variando de acordo com número dessas linhas.
  3. Monitores maiores exigem maior distância entre a tela e o usuário, do contrário certos aspectos negativos da tela (ou da resolução 240p) se tornam mais evidentes.Infelizmente os problemas de geometria e convergência que tem maior incidência nos modelos maiores permanecem.
  4. Para aqueles que buscam o máximo da qualidade de imagem em 240p e gostam de jogar perto da tela tal como as pessoas usam uma tela de computador, um monitor profissional de 14 polegadas pode ser a melhor opção, ao meu ver.A desvantagem é que em termos de monitores de 14” você está limitado aos modelos profissionais, já que são os únicos que possuem entrada RGB, Componente ou S-video, que são requisitos mínimos para obter uma boa qualidade de imagem.
  5. Monitores profissionais não são as únicas alternativas para obter uma boa qualidade de imagem em 240p. Algumas TVs comuns ou monitores de arcade oferecem um resultado que pode ser tão satisfatório quanto um monitor profissional, dependendo da sua percepção.A questão é que comprando determinando monitor profissional você já sabe o que esperar dele. Já em se tratando de TVs comuns é mais difícil encontrar alguma de boa qualidade, no meio de tantas que existem ou já existiram.
  6. O tamanho de tela precisa ser compatível com a distância que você pretende ficar. Você pode usar perfeitamente uma tela pequena desde que você use o monitor de perto.
Se alguém quiser acrescentar algo ou compartilhar suas experiências pessoais sobre o assunto, fiquem à vontade.
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2019.11.18 19:40 marciofsrj Vanessa Vailatti

Vanessa Vailatti

Bella da semana

Vanessa Vailatti

Vanessa Vailatti 2017 - O grande dia finalmente chegou! É hora de ver o ensaio mais esperado dos últimos tempos aqui no Bella da Semana. Ela, que já fotografou para o site há dois anos e foi sucesso absoluto no mundo inteiro, agora está de volta em fotos muito especiais. Depois que fotografou pela primeira vez, após ter sido coroada a musa do concurso promovido pelo Bella da Semana no carnaval de Floripa em 2015, Vanessa Vailatti curtiu a vida, beijou mulheres, virou celebridade e chegou a ser confundida com a esposa do atual presidente brasileiro Michel Temer, Marcela, em uma história que pipocou nos maiores veículos de comunicação nacionais. Vanessinha, nossa eterna musa, deixou todos nós implorando por mais. É com muito prazer que atendemos a esses pedidos e agora vocês podem ver o resultado deste novo trabalho aqui.
Nome: Vanessa Vailatti (Vanessinha). Data e local de nascimento: 21 de abril de 1992, em Guaramirim (SC). Cidade onde mora: Penha (SC). Signo: touro.
Medidas Altura: 1,64 m. Quadril: 99 cm. Cintura: 69 cm. Busto: 87 cm. Pés: 35.
Vanessa, desde que você fotografou para o Bella da Semana a primeira vez, seus fãs não param de pedir por um novo ensaio. Qual a diferença entre esse ensaio de agora e o ensaio de dois anos atrás? Os dois ensaios foram especiais, cada qual no seu momento. O primeiro é mais especial para mim porque foi quando tudo começou, mas que esse segundo não foi menos importância do que o primeiro. Questão de experiência, claro, que neste segundo eu me senti mais segura. Já tinha mais intimidade com as câmeras.
Você continua linda, mas parece que está ainda mais bonita do que da outra vez. Alguma coisa mudou na sua rotina de treinos ou alimentação desde então? Na verdade, meu corpo mudou muito durante estes dois anos e só nós, mulheres, sabemos das oscilações que sofremos. Hoje aumentei atividades aeróbicas e vario a minha dieta. A dica é não desistir jamais!
Você terminou a faculdade de Educação Física? Ainda não terminei, não, mas está nos meus planos.
Por falar em carreira, um tempo atrás você foi confundida com a esposa do atual presidente Michel Temer. Pode nos contar um pouquinho sobre essa experiência? Foi uma loucuraaaa! Mas adorei, não é sempre que se é confundida por uma pessoa tão influente.
Qual o lado complicado da fama? Como a maioria dos meus trabalhos são sensuais e me exponho muito, o lado negativo são as criticas. São críticas não construtivas, sabe? Os famosos "haters", pessoas que não têm um pingo de bom senso, que nunca me viram na vida e se acham no direito de comentar asneira, sendo que boa parte desses críticos são mulheres. Fora o uso indevido da minha imagem, usam meu nome, usam minhas fotos para promoverem alguns sites dos quais não faço ideia da existência.
Existe muito preconceito nesse meio? Sim! Ainda existe muito preconceito. Em pleno século XXI, a sociedade é muito machista. Mesmo a humanidade se encaminhando para uma vida mais liberal, a prática é outra. Se fala muito e se faz pouco. As pessoas julgam o livro pela capa e nem sempre o que parece, é. Além do mais, não cabe a ninguém julgar. Como sempre digo, a maldade está nos olhos de quem vê. O preconceito existe de ambas as partes, homens e mulheres. Elas, por não aceitarem esse mundo sensual (as modelos sensuais) e taxando apenas as modelos de passarela como as "verdadeiras representantes da moda e sensualidade”, o que é um erro; eles por não saberem diferenciar o trabalho da vida real, achando que somos um objeto sexual, prontas para servi-los. Um eterno desrespeito!
Nas redes sociais tem muita gente te pedindo em casamento... Pensa em casar? MEU SONHO É ME CASAR! Porém, não sou uma mulher tão fácil assim para ser conquistada (risos).
Já se surpreendeu positivamente com o comentário de algum seguidor? Sim, eu recebo várias mensagens de motivação e de carinho. Uma que me chamou muita atenção foi um direct de um seguidor me falando que tinha uma doença X e que gostava da energia que eu passava. Fora as mulheres falando que se espelham em mim. Isso é surreal, gratificante.
Você é um mulherão e está solteira, apesar de ter muitos pretendentes a seus pés. O que está faltando? Está faltando vontade. O amor eu já encontrei, mas falta vontade suficiente para querer estar junto e fazer por merecer a minha companhia.
No carnaval deste ano você foi à Bahia e um portal nacional publicou que você beijou dois homens e uma mulher. Qual a diferença entre o beijo masculino e o feminino? Alguns homens se sentem muito inseguros na hora da conquista e, consequentemente, essa insegurança é perceptível durante o beijo. Acreditem, é algo interessante e ao mesmo tempo assustador. Já com relação às mulheres, somos mais envolventes e, com esse jeito mais carinhoso, o beijo se torna diferente, pois a forma de beijar é completamente outra, é macio e único. A experiência foi única, mas de forma alguma põe em duvida minha sexualidade.
Quais os seus planos para o futuro breve? Tenho uns projetos, mas nada concreto ainda a ponto de ser compartilhado. Assim que se encaminhar, eu compartilho.
Tem algum arrependimento? Nem todas as escolhas que eu fiz na minha vida me fizeram bem, porém acredito que foram necessárias para o meu crescimento pessoal e profissional. Às vezes, precisamos abdicar de algumas coisas para podermos ganhar outras. Até porque nada acontece por acaso. Acredito muito naquele ditado que diz "eu prefiro me arrepender das coisas que eu fiz do que me arrepender das coisas que não fiz".
Conte-nos a ideia de um fim de semana perfeito: um final de semana na praia (sol, calor), com amigos ou uma boa companhia, dando risada, ouvindo música boa... isso é tudo o que eu preciso para o meu dia ser perfeito!
Para fechar, deixe um recado aos apaixonados por você no Bella da Semana: meus amores, eu só quero agradecer a todos vocês meus seguidores, pelas mensagens positivas e por todo carinho. É gratificante e me motiva a continuar. Muito obrigada!
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2019.10.17 15:36 pele2121 Tenis como combinar com a roupa

Tênis masculino: dicas para usar e combinar mais com o seu Look

Tênis masculino como usar e combinar com o seu visual: O tênis é uma opção de calçado mais prática e estilosa para guardar roupas masculinas. Por isso, você pode procurar um conforto, praticidade e personalidade em uma única peça que possa apostar nele.
O problema é que ao mesmo tempo em que é prático e estiloso, ele também pode ser uma armadilha. Porque você pode terminar usando um tênis em uma ocorrência errada, como por exemplo, em eventos mais formais que pedem um estilo social completo, ou seja, ao mesmo tempo que pode ser uma ótima escolha e prática, como comentados acima, também é muito fácil " vacilar ”na escolha e parecer desleixado quando o objetivo é estar bem vestido.
Por isso, os Skin Modas criaram esse artigo para ajudar, com dicas de tênis casuais para você usar em praticamente qualquer lugar sem medo, e também algumas dicas úteis para saber como combinar uma peça.
Até porque sabemos que, todo homem precisa de um tênis casual masculino para usar em diversos ambientes, não é verdade? Seja para trabalhar, passear ou qualquer outra atividade.
Tênis casual masculino como usar com cores sóbrias
Não poderia deixar de ser o primeiro da lista né? São os campeões de venda vendidos em preto, branco, marrom e cinza sempre agradáveis ​​e ficam praticamente com quase tudo. Por isso na dúvida sempre foque no convencional. Para quem você vai usar núcleos chamativos demais se não souber como combinar ou não está se sentindo bem em usar, certa galera? Então sem vacilar na dúvida foca na cor convencional !!! O famoso “só o básico”.
Se você pensa também em transmitir um pouco mais formal, quando está em um ambiente casual, pode apostar em tênis de camurça em toneladas mais neutras, detalhes ou musgo verde e bege também podem entrar nessa lista, dependendo da vestimenta.
Tênis casual masculino como usar com cor preta
O tênis preto é o verdadeiro coringa no estilo de qualquer homem. Porque ele é aquele que nunca deixa as mãos, porque ele combina com tudo e quase sempre agrada. A única atenção que deve ser tomada em relação ao formato de calçado, ao conforto e demais variáveis, pode seguir apenas em frente 99% de garantia de sucesso! Ou seja, está na dúvida vai de tênis preto.
Tênis casual masculino como usar com cor branca
O tênis branco sempre chamou atenção e é uma das maiores tendências no estilo masculino atualmente. Hoje em dia ele usou todos os caras de todos os estilos e idades, toda crença, religião, tempo, escola, etc, etc, etc, e por que vai Rs. Os modelos de cano alto trazem charme e elegância para qualquer composição, porque são perfeitos para uma festa ou evento social. Outras versões ficam ótimas com peças de núcleos neutros, como preto, cinza ou vários tons de azul.
Apenas um cuidado importante ele é muito, então cuidado especial com ele e limpá-lo freqüentemente, inclusive pode dizer que esse é o seu único defeito, por isso diz que nada é perfeito não é mesmo.
Tênis casual masculino como usar com cor "Gelo"
A cor “gelo” é cinza com uma pegada de grafite, está em alta e é ideal para criar combinações modernas para várias ocasiões diferentes. Por isso, você pode usar um tênis de cano baixo com calça alfaiataria, jeans ou até bermuda. Esse modelo fica ótimo com camisas jeans e blazers, e você pode usar uma peça para trabalhar e também para uma balada.
Tênis casual masculino como usar com cores mais fortes
Gosta de cores mais fortes? Não tem problema. Você pode combinar seu tênis colorido com roupas mais formais sem medo de ser feliz. Mais como fazer isso qual a dica? Escolha toneladas fechadas para não errar. Por isso, use uma cor que combine bastante roupas mais sóbrias, podendo ser usada durante o dia e também à noite. Por exemplo: uma cor preta de roupa com tênis verde ou vermelho, dependendo do tom pega nada mal = D.
Bônus: Estilo couro
Materiais como couro ou similares combinados com roupas sociais. Na verdade, essa é a principal dica para você usar um tênis com terno: escolha o material certo. Porque o couro, por exemplo, é um material mais nobre e, por isso, é perfeito para completar um visual mais formal como um terno, sem abrir mão da sua personalidade.
Mais cuidado, use um tênis com terno se tiver total certeza de que o ambiente permite essa liberdade.
Por ter essa pegada mais “nobre” também é ideal para usar em ambientes como trabalho local, sem perder o conforto e o estilo.
Bônus: Vans Estilo
Os tênis da Vans transmitem um estilo mais moderno. É uma marca registrada de quem curte surf, praia e skate são muito bons para quem deseja mostrar seu estilo sem parecer muito exagerado, e também para quem gosta de um visual mais esportivo, mas não gosta de peças muito pesadas. Para combinar, não é difícil, escolha calças com corte fino, coloque uma camiseta e um óculos de sol e não é esse estilo! Sem medo de ser feliz.
Tênis: masculino usar e combinar Conclusão
Tênis casual masculino como usar e combinar: Em suma, recomendamos que sempre um tênis com um modelo versátil que permita combinações variadas, porque mesmo que você adore os mais coloridos. Combinar um tênis colorido ou estampado mesmo que seja divertido e divertido, não é uma tarefa fácil, muitas vezes é menos. Então, lembre-se de que ao falar dos núcleos, inclua também os estilos de tênis esportivos, apenas as demos ênfase nos outros que considerar necessários.
Por isso, não deixa de opinar se algo está faltando comente fale sua opinião é importante.
Porque na Skin Modas qualidade é a nossa marca.
Skin Modas Qualidade é a nossa marca!
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2019.10.17 15:32 pele2121 Tênis masculino: Dicas para usar e combinar mais com o seu Look

Tênis masculino como usar e combinar com seu look: O Tênis é a escolha de calçado mais prática e estilosa do guarda-roupa masculino. Por isso se você procura querer unir conforto, praticidade e personalidade em uma só peça pode apostar nele.
O problema é que ao mesmo tempo em que ele é prático e estiloso, ele também pode ser uma armadilha. Porque você pode acabar usando um tênis em uma ocasião errada, como por exemplo, em eventos mais formais que pedem um estilo social completo, ou seja ao mesmo tempo que pode ser uma ótima escolha e prática, como comentamos acima, é também bem fácil “vacilar” na escolha e parecer desleixado quando o objetivo é estar bem vestido .
Por isso a Skin Modas criou esse artigo para te ajudar, com dicas tênis casuais para você usar em praticamente qualquer lugar sem medo, e também algumas dicas bem úteis para você saber como combinar a peça.
Até porque sabemos que, todo homem precisa de um tênis casual masculino para usar em diversos ambientes não é verdade? Seja para trabalhar, passear ou qualquer outra atividade.

Tênis casual masculino como usar com cores sóbrias

Não poderia deixar de ser o primeiro da lista né? São os campeões de venda versões em preto, branco, marrom e cinza sempre agradam e ficam bem com praticamente tudo. Por isso na dúvida sempre foque no convencional. Para que você vai usar cores chamativas demais se não souber como combinar ou não está se sentindo bem em usar, certo galera? Então sem “vacilar” na dúvida foca na cor convencional!!! O famoso “só o básico”.
Se você pensa também em transmitir um ar mais formal mesmo quando estiver em um ambiente casual, pode apostar em tênis de camurça em tons mais neutros, detalhe o verde musgo e o bege também podem entrar nessa lista, dependendo da vestimenta.

Tênis casual masculino como usar com cor preta

O tênis preto é o verdadeiro coringa no estilo de qualquer homem. Porque ele é aquela que nunca te deixa na mão, pois ele combina com tudo e quase sempre agrada. A única atenção que dever ser tomada é em relação ao formato do calçado, ao conforto e demais variáveis, do resto só seguir em frente 99% de garantia de sucesso! Ou seja, está na dúvida vai de tênis preto.

Tênis casual masculino como usar com cor branca

O tênis branco sempre chamou atenção e é uma das maiores tendências no estilo masculino atualmente. Hoje em dia ele usado todos os caras de todos os estilos e idades, toda crença, religião, time, escola, etc, etc, etc, e por ae vai Rs. Os modelos de cano alto trazem charme e elegância a qualquer composição, porque são perfeitos para ir a uma festa ou um evento social. Outras versões ficam ótimas com peças de cores neutras, como preto, cinza ou os vários tons de azul.
Só um cuidado importante ele suja muito, então cuidado especial com ele e limpá-lo frequentemente, inclusive pode se dizer que esse é o seu único defeito, por isso que dizem que nada é perfeito não é mesmo.

Tênis casual masculino como usar com cor “Gelo”

A cor “gelo” é aquele cinza com uma pegada de grafite, está em alta e ela é ótima para criar combinações modernas para várias ocasiões diferentes. Por isso você pode usar um tênis gelo de cano baixo com calça de alfaiataria, jeans ou até bermuda. Esse modelo fica ótimo com camisas jeans e blazers, e você pode usar a peça para trabalhar e também para ir para a balada.

Tênis casual masculino como usar com cores mais fortes

Gosta de cores mais fortes? Não tem problema. Você pode combinar seu tênis colorido com roupas mais formais sem medo de ser feliz. Mais como fazer isso qual a dica? Escolha tons fechados para não errar. Por isso, use uma cor que combine bastante com roupas mais sóbrias, podendo ser utilizado durante o dia e também de noite. Por exemplo: uma cor preta da roupa com um tênis verde ou vermelho dependendo do tom pega nada mal =D.

Bônus: Estilo couro

Materiais como o couro ou similares combinam muito com roupa social. Na verdade, essa é a principal dica para você que quer usar um tênis com terno: escolha o material certo. Porque o couro, por exemplo, é um material mais nobre e, por isso, é perfeito para completar um visual mais formal como com um terno, sem te fazer abrir mão da sua personalidade.
Mais cuidado, só use um tênis com terno se você tiver a total certeza de que o ambiente permite essa liberdade.
Por ele ter essa pegada mais “nobre” também é ideal para usar em ambientes como no local de trabalho, sem perder o conforto e o estilo.

Bônus: Estilo Vans

Os tênis da Vans transmitem um estilo mais moderno. É uma marca registrada de quem curte surf, praia e skate são muito bom para quem quer mostrar seu estilo sem parecer muito exagerado, e também pra quem gosta de um visual mais esportivo, mas não curte peças muito pesadas. Para combinar, não é difícil, escolha calças com o corte slim, coloque uma camiseta e uns óculos de sol e ae está esta no estilo! Sem medo de ser feliz.

Tênis: masculino usar e combinar Conclusão

Tênis casual masculino como usar e combinar: Em suma, recomendamos que tenha sempre um tênis com um modelo versátil que te possibilite inúmeras combinações, porque mesmo que você adore os mais coloridos. Combinar um tênis colorido ou estampado mesmo que seja ousado e divertido, não é uma tarefa fácil, logo muitas vezes menos é mais. Então, lembrando que quando falando das cores se inclui os estilos de tênis esportivos também, apenas demos ênfase a outros que achamos necessário.
Por isso, não deixa de opinar se sentiu que algo está faltando comente fale sua opinião é importante.
Porque na Skin Modas qualidade é a nossa marca.
Skin Modas Qualidade é a nossa marca!
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2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
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Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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2019.08.16 05:09 silveringking Opinião sobre economia e dinheiro

Ultimamente tenho feito bastantes posts sobre a minha vida no Reddit, no entanto reparo que raramente faço um post relativamente às minhas ideologias. O que eu quero dizer é, que embora eu fale constantemente da minha vida e faça bastantes tentativas humorísticas raramente dou a minha opinião sobre um assunto sério, sem tentativas humorísticas ou bitaites sobre a minha vida. Hoje gostaria de falar sobre crise, as minhas opiniões sobre crise e as maneiras de resolver.

Introdução
Aqui há alguns anos eu escrevi um documento chamado “Como resolver a crise? - Teoria Especulativa da Divida Flutuante”, que podem sacar aqui. Eu sei que isto parece bué de estranho, mas eu cheguei a mandar um esboço sobre este documento ao Passos Coelho, e ele respondeu, melhor dizendo não me respondeu, o secretariado dele acusou a receção dois ou três anos depois. Também mandei ao então presidente, o senhor Cavaco Silva, mas em retrospetiva e apesar de eu ter obtido uma resposta que pessoalmente não acrescentou nada, eu não o deveria ter feito, porque a ideologia do Sr Cavaco Silva é bem diferente da minha. O Cavaco é notoriamente gastador e tende a gerir-se mal com poucos recursos, conheci bastante gente que me falou que ele poderia ter muitas qualidades, mas saber poupar nos gastos não era um deles. Hoje eu gostaria de explicar as bases da minha teoria, por favor tenham em atenção que o documento acima está desatualizado, entretanto eu ganhei mais experiência, também ganhei outras perspetivas que o Carlos de 2012 não tinha com certeza…

O problema
Muito resumidamente, o problema da economia atual é que é cíclica, eu gosto de comparar a economia mundial a um relógio mecânico, basta um dente partir e o relógio deixa de funcionar. Eu acredito que a razão para haver tantas crises no último século foi exatamente o facto de vivermos em ciclos, em 2013 eu não consegui pensar numa solução para o problema, só consegui pensar num remedeio…

Desperdício de recursos monetários
O que eu vou dizer vai soar uma barbaridade, no entanto algumas pessoas têm demasiado dinheiro que não lhes devia ser retirado em massa. É óbvio que todos têm direito a viver dignamente, mas algumas pessoas têm simplesmente demasiado dinheiro. Tanto dinheiro de facto que não sabem o que fazer com ele, e por isso usam-no de forma pouco sábia. Eu não estou a dizer que todos os milionários são gastadores burros, mas eu posso citar bastantes, só a título de exemplo, Mike Tyson. Se imaginarmos a lógica do relógio mecânico, há roldanas pequenas e roldanas grande, uma roldana grande pode causa bastante mais estrago que uma pequena. Numa economia cíclica onde todos os recursos estão conectados e todos vivemos de forma comum, uma pessoa que não tenha capacidade e astúcia para gerir o seu dinheiro pode causar um dano enorme.

Uma solução
O meu problema, no entanto, não é porque eu ache que certas pessoas não deveriam ter dinheiro, eu apenas acredito que o modelo económico favorece períodos alternados de crise e prosperidade. Não é bom viver entre extremos, o importante é viver no meio termo, na ideologia budista, Buda passou por períodos de extrema fome e desgraça e de grande abundância e riqueza e aprendeu que nem excesso nem falta são bons, o que é bom é ficar lá no meio. O importante é ter apenas o suficiente, pelo que acredito que constante inflação, atribuição excessiva de dinheiro, criação de megacorporações, etc, etc, foca-se muito na centralização de recursos. O importante é descentralizar, por exemplo eu acredito muito no modelo do bitcoin e acredito que tem muitas perspetivas de futuro. O modelo do bitcoin é o de que existe um número limitado de bitcoins que são atribuídas devido a um esforço (neste caso quebrar blocos), a lógica do bitcoin é a de que um bitcoin é cada e cada vez mais difícil de se conseguir e estes como estes ficam cada vez mais raros e difíceis de obter, também lhes é atribuído um valor maior, ao mesmo tempo cada transação em bitcoin tem um determinado valor, e o valor debitado, quando estes bitcoins acabarem será utilizado para criar novos bitcoins com um valor de face apropriado… O único erro que eu vejo no modelo do bitcoin é que pessoas com mais recursos conseguem mais facilmente minerá-los pois com o passar do tempo o equipamento para este é mais caro e só pessoas com capital prévio podem se aventurar na mineração deste… Logo o modelo não é muito inclusivo a não ser que se entre no modelo logo do inicio, e mais uma vez permite a acumulação de riqueza, mas é sempre melhor entre alternância entre privatizações e nacionalizações, impressão de dinheiro para resolver problemas económicos e corrupção que leva muitas vezes a crises…
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2019.08.14 22:08 expanssiva Como e por que caprichar no convite de formatura

Como e por que caprichar no convite de formatura
Por que caprichar no convite de formatura? Como fazer para que ele seja marcante? Como fazer para que esteja à altura do significado desse momento?
Grandes momentos em nossas vidas precisam ser celebrados. O que dizer então das conquistas, sobretudo aquelas que foram fruto das nossas próprias escolhas?
Quantos anos de estudos e privações para chegar a esse momento grandioso? Afinal, a gente sabe bem que a vida na universidade não é só a temida ralação. Ao mesmo tempo, tem as amizades, as festas e muitas experiências importantes.
Apesar disso, sabemos que não existe almoço grátis. Afinal, sabemos que um estudante passa no mínimo onze anos em sala de aula antes de fazer a opção de que? Passar mais de quatro a seis anos assistindo aulas. A diferença é que agora muitos ainda têm que conciliar o estudo com o trabalho e até outras obrigações.
Dessa forma, por mais saborosa que seja, a vida acadêmica é um desafio. Portanto, você, só por ter chegado até aqui, já é um vencedor.

Sobre a arte de celebrar conquistas

Caprichar no convite de formatura é só parte do ritual de celebração de sua conquista.
Acreditamos que os maiores significados estão nos detalhes. Cuidar deles é uma forma de agradecer ao universo por ter proporcionado a você chegar até aqui. Você não precisa gastar uma pequena fortuna e reunir toda a população da cidade de São Paulo para festejar o seu dia. O que importa é que você planeje o seu dia para que ele seja carregado de significado para você.
Pode ser com a família, pode ser com o namorado ou a namorada, aquele grupo de amigos fiéis, em casa, num restaurante ou num clube, com todos os formandos desse ano. O importante é que o seu dia seja carregado de significado e cada detalhe valorize o momento.
Você tem todo direito de planejar esse dia e desejar que suas escolhas contribuam para que ele seja inesquecível. Aliás, não só para você, mas também para as pessoas que realmente se importam com seu sucesso e suas conquistas, que compartilham suas dores e sua felicidade.

O seu convite de formatura tem que ser demais

O que nós queremos mostrar aqui é que não se trata de um convite. Não é só isso. É parte de um ritual, um momento continuado.
Nós não vamos dar dicas de estilo ou mensagem. Acreditamos que a melhor ideia para um convite de formatura é aquela traga significado a quem o recebe. Para isso, o principal conteúdo do seu convite é você mesmo, seu estilo de vida, sua personalidade, seu jeito de ser.
Então, não adiante nós dizermos para você fazer uma citação a Shakespeare, Fernando Pessoa ou Madona. O que nós podemos recomendar é que você dedique um bom tempo à criação da sua mensagem. Caso tenha dificuldade, busque ajuda. Sempre tem alguém criativo por perto.
A mensagem do convite de formatura, como, aliás, de qualquer convite, deve ser curta e relevante. Por isso mesmo, procure sair da caixinha, dê exclusividade ao seu momento. Esse se aplica a todo o resto, não só no que diz respeito à sua formatura, mas sempre que você tiver uma conquista para celebrar.

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Convite de formatura único

Tem, também, a possibilidade de um convite único para toda a turma. Nesse caso, a gente sabe que sai mais barato para todo mundo, mas não quer dizer que tenhamos que abandonar os requisitos aqui abordados.
Toda turma tem algo que a simbolize. Só tome cuidado com excesso de formalidade e, do outro lado da cerca dos absurdos, com a vulgaridade. Lembre-se de que é uma coisa séria, mas um momento de alegria e celebração. Só não esqueça que vocês estão se formando depois de anos de luta.

Como deve ser o convite de formatura?

Agora que já falamos de estética, vamos à parte mais formal. O que deve constar em seu convite de formatura?
Primeiramente, vamos às informações:
– título do evento. Ex: formatura de “fulano” em “Direito”
– data;
– local;
– endereço;
– horário.
Quanto à apresentação, procure, de preferência, entregar a confecção do layout a uma gráfica profissional.
Aqui na expanSSiva nós trabalhamos da seguinte forma. Disponibilizamos diversos tipos de convites diferentes, nos mais diversos formatos e feitos com diferentes materiais, com preços para todos os gostos.
Você acessa nossa página de mostruário de convites e namora os lindos modelos de cartões de formatura que nós disponibilizamos.
Depois que você fizer a sua escolha, é só fazer a solicitação de orçamento. Um representante entrará em contato para acertar com você todos os detalhes da produção do convite.
Enfim, em se tratando de convite, muito é pouco. Economizar nas palavras vai tornar seu convite mais agradável de ler e olhar.
Você pode usar uma foto sua no convite de formatura. É uma ideia bastante aceitável, já que você é a estrela do evento.

Produza seu convite de formatura sempre com antecedência

Só não esqueça de que existe uma liturgia relacionada a convites, sejam eles de casamento, batizado, formatura ou aniversário. Você não pode deixar para enviar o convite na última hora.
Aliás, essa coisa de receber convite na última hora faz as pessoas pensarem que você não faz a mínima questão de que elas estejam presentes. Por favor, isso não é uma dica.
O convite também não pode ser enviado com muita antecedência, porque a pessoa querida vai até se sentir lisonjeada com o seu carinho, mas corre o risco de acabar esquecendo a data.
A nossa sugestão é que os convidados recebam seu convite de formatura três semanas, ou 20 dias, antes da formatura. Assim, todos terão tempo para se planejar.
Agora que você já sabe tudo que precisa saber sobre como e por que caprichar no convite de formatura, reiteramos o nosso convite para que conheça nossas dezenas de modelos de convites.
Desejamos que esse dia especial para você seja também inesquecível.
#convitedeformatura
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2019.08.07 15:50 lanaSouza “Bullying “nas relações conjugais - palavras que machucam!

Artigo publicado há 5 ANOS no JusBrasil , pela própria autora deste Blog, mas com antigo perfil do Jus (sucesso por lá, editado aqui pelas alterações da Maria da Penha em 2019)
Há alguns anos, poucos após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha(11.340/2006), uma senhora me procurou, em meu antigo escritório em Cuiabá, para contar o que se passava consigo, na verdade, com o seu relacionamento conjugal.Dizia ela estar casada havia 3 anos e meio e há muito já não sabia o que era ouvir uma palavra carinhosa do marido, ao contrário disso, só ouvia frases depreciativas à respeito de sua aparência, suas vestes, sua inteligência, sua formação profissional, etc.
*Este texto está disponível também AQUI
Aliás, ela não sabia dizer se algum dia teria ouvido um elogio do marido sobre algo relacionado a ela, mesmo antes de casarem.
A senhora em questão havia me procurado para saber se tinha algo que ela pudesse fazer acerca do assunto, uma vez que também considerava aquilo como um tipo de violência doméstica. Ela estava certa. A violência porquê passava no dia a dia, dentro do lar, é considerada pela Lei 11.340/2006 como sendo Violência Psicológica, e vem prescrita nos artigos 5º “caput” e 7º, inciso II da referida Lei.
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150 de 2015);
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
(…)
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Hoje (2019), entretanto, a antiga Lei já conta com as mudanças acrescentadas pela Lei 13.827/2019, com as seguintes alterações:
Art. 2º O Capítulo III do Título III da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescido do seguinte art. 12-C:
“Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:I - pela autoridade judicial;II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ouIII - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.”
Art. 3º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 38-A:
“Art. 38-A. O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência.
Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.”
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de maio de 2019; 198o da Independência e 131o da República. JAIR MESSIAS BOLSONARODamares Regina Alves
A violência em questão é quase tão grave quanto a física, podendo ser inclusive pior, vai depender do “estado emocional” de cada mulher e da constância da agressão!A pessoa da história acima passou a sofrer depressão com o decorrer do tempo. Frequentava o psiquiatra e tomava remédios controlados; não conseguia mais trabalhar e fazer as atividades da casa como antes pois vivia mais acamada do que disposta.
Engordou, deixou de fazer coisas que antes gostava, coisas normais e consideradas necessárias para uma mulher como: pintar as unhas, depilar-se, fazer exercícios, ir ao cinema, falar e encontrar com amigas e parentes; isolou-se em seu mundo – passou a ser tão“agressiva” com os demais que acredita ter se igualado ao agressor (marido); a vida dentro de casa transformou-se em “elogios” mútuos.
De pessoa “doce”, carinhosa, gentil e amável, em especial com os romances que já havia tido anteriormente, passou a ser amarga e tratar esse companheiro da mesma forma que ele a tratava pois, segundo ela, “é dando que se recebe”; “quem oferece flores receberá flores, mas quem só dá espinhos é isso que conseguirá” (palavras dela). No entanto, quanto mais agressiva (com palavras) se tornava, mas culpada e infeliz, vivia!O que fiz por essa senhora?
A Lei ainda era considerada “experimental”, estava em vigor há pouco mais de um ano, todavia era novidade, inclusive em se tratando de violência psicológica – no que tive de estudar o assunto para dar uma melhor resposta. Acredito que ela somente aguardou a resposta porque eu era indicação de uma amiga sua.
Diz ela que contar o caso que se passava em sua vida já era difícil e vergonhoso por demais para me contar, sair relatando a dois ou três Advogados era impossível.Assim fui “estudar” a lei mais a fundo para saber se o caso dela haveria solução.Percebi que, pelo fato de NÃO estar disposta à separação, nem tinha vontade de vê-lo preso, pois era ele quem mantinha a casa com o “bom salário” que recebia; (estava desempregada) e, na época sem condições psicológicas para tal; não haveria muito o que fazer a não ser indicar acompanhamento psicológico para ele também – até porque, como já dito, a lei era muito nova e não havia precedentes ou algo que se pudesse valer como “exemplo” para resolver a situação.Acredito que minha explicação não lhe tenha caído muito bem, pois ela insistia que àquilo era crime, já que havia lido a lei antes de ir me consultar. Um tipo difícil de cliente, pois acha que sabe tudo; não aceita conclusões e explicações que não seja do agrado. Mas qual seria a resposta que ela gostaria de ouvir se não queria se separar do marido nem vê-lo preso?- Já não sei, nunca entendi!Só sei que se a vida dela não estava fácil, a minha também não ficou nada agradável depois dessa consulta. Essa senhora estava muito impaciente, amarga e intolerante. Chorava com facilidade e perdia a paciência por qualquer coisa.
Realmente estava doente devido ao relacionamento perturbado que tinha com o marido, segundo ela, já tinha até pensamentos suicidas. Confesso que fiquei atormentada por não “conseguir” fazer nada.O esposo dessa cliente transformou a vida dela num inferno ao se aproveitar de sua fragilidade e dependência econômica!Chamá-la de preguiçosa, burra, gorda e inútil era comum, isso fez com que a auto estima dela se perdesse por completo. Era por isso que não desejava a separação, acreditava que não encontraria mais ninguém e muito menos um emprego para seguir vivendo – ele fazia questão de dizer, também, que ninguém a iria querer.
A atitude dele parecia a de um sádico; só se sentia feliz quando a fazia chorar – muitas vezes chegou a pensar que ele poderia ser um psicopata, já que não sentia nada por ela, nem por ninguém; totalmente desalmado e descompassivo – o pior de tudo é que ele deixava claro que gostava de ser assim!O relato que acabo de transcrever é bastante comum. Acredito que hoje a facilidade em lidar com tais situações é bem maior que há 13 (doze) anos, quando essa senhora me procurou.
Hoje existem delegacias especializadas em defesa da mulher em qualquer cidade, há ajuda psicológica oferecida pelo próprio Estado e apoio incondicional à mulher vítima de qualquer violência que venha descrita no artigo 7º da Lei Maria da Penha, e as alterações inseridas pela nova Lei (a de 2019 - citada acima).Um dos motivos que me fez recordar dessa infeliz Senhora foi a leitura de um artigo publicado na revista Marie Clarie de outubro de 2014, que entrevistou a Psicóloga Adelma Pimentel sobre o lançamento do livro em que é autora, denominado“Violência Psicológica nas relações conjugais” (da Summus Editorial).A obra fala do efeito devastador que uma violência desse gênero poderá acarretar nas relações conjugais.Preferi, no entanto, nomear este artigo como “Bullying” nas relações conjugais, pois a violência psicológica é partida, quase sempre, de um membro que se acha superior direcionada a outro que se encontra, segundo quem pratica, em relação de inferioridade.

Veja o que diz o artigo da Marie Claire:

Protegida pelo silêncio, incorporada aos costumes, herança da cultura patriarcal, ela se instala nos lares desde muito cedo, levando os casais a estabelecer relações pobres e, muitas vezes, doentias.
Estudiosa do assunto e militante da causa da prevenção e da erradicação da violência, Adelma apresenta um retrato dos embates psicológicos que acometem parceiros das mais diversas origens e classes sociais. No livro, ela faz uma análise profunda sobre o tema, propõe a nutrição psicológica de cada membro do casal para que diminuam os conflitos e oferece elementos indicativos para romper o ciclo de violência e restabelecer os vínculos afetivos do casal.Apesar da grande incidência nas relações conjugais, a agressão geralmente não é reconhecida pelos cônjuges, sobretudo pela mulher. Entre suas manifestações estão o deboche, a humilhação e o isolamento.
Na avaliação da psicóloga, famílias são organizações complexas, dialéticas e ambíguas. Campo de diversos choques, ódios e de trânsito voraz de rápidas, variadas e múltiplas emoções que podem coexistir no mesmo dia, conforme os atores e seus atos. “Dentro delas, os embates atravessados pela violência psicológica podem contribuir para forjar casamentos precipitados, uniões estáveis e até mesmo namoros que perpetuam o círculo vicioso de aprisionamento dos sujeitos”, complementa.
Num mundo totalmente reconfigurado, em que os papéis de gênero sofrem mudanças a cada dia, o livro é um referencial para discutir antigos modelos familiares e novos caminhos de expressão, baseados no autoconceito, na autoestima e na autoimagem nutridos psicologicamente desde a infância. “O objetivo é cooperar com os esforços coletivos para atualizar e renovar nossa humanidade, tão fragilizada pela supressão de valores éticos”, afirma a autora. Para ela, o diálogo é o nutriente imprescindível de uma relação afetiva amorosa. Ele é mediador do fortalecimento dos vínculos e do não enraizamento das violências privadas, sobretudo a psicológica.
Fonte: gruposummus. Com por Marie Claire
Autoria /Comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Foto/Créditos: pixabay grátis *Às vezes, como no caso apresentado, a única solução viável é o Divórcio; aproveito para indicar um sistema online, EFICAZ e mais barato do Brasil para se divorciar (funciona para ambos os sexos e quaisquer outra forma de relacionamento conjugal homossexual).
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2019.07.12 12:50 ISawUOLwreckingTSM Eurocoupon - Ajuda

Boas, queria saber se alguém tem experiência com esta empresa se lhe podemos chamar assim.
Há umas semanas veio um panfleto nos correios da eurocoupon com uma oferta de um smartphone, um portátil híbrido e um smartwatch por 99 euros.
O meu pai ficou todo convencido, eu disse-lhe que era bom demais pra ser verdade e que eles não são burros e não iam fazer uma oferta daquelas para perder dinheiro. Mas claro que ele é o típico pai teimoso que acha sempre que tem razão e decidiu comprar na mesma e que se não prestasse que devolvia.
Anyway os produtos vieram ontem a noite e basicamente era tudo obviamente publicidade enganosa. O telemóvel ele disse me que lhe ligaram entretanto e disseram que por mais dinheiro lhe mandavam um melhor e basicamente veio um telemóvel todo velho que não tinha nada ver com a imagem. (https://www.tintech.pt/smartphone-40-insys-ih7-s402).
O smartwatch e provalmente o único que veio igual à imagem também não dava para esperar muito e relogio de 10 euritos...
O portátil híbrido, e neste caso não têm desculpa porque ao contrário do telemóvel ninguém pediu pra trocar é completamente diferente do oferecido. Para começar é so um tablet que dá pra ligar a um teclado, é completamente diferente do que vem no panfleto que é mesmo um portátil híbrido a sério, para além disso este tablet é super pequeno. Aqui está : https://www.limifield.pt/loja/tablet-7-2hix-modelo-weepad-7-dual-core-bluetooh-new/
Por fim aqui está a oferta original onde podem ver as diferenças: https://www.eurocupon.pt/campanha/smartphone-goplus-xr
Bem agora o meu pai tá me a pedir ajuda, ele acabou por pagar 169 euros em vez dos 100. Mais 20 euros foi dos portes de envio o que já vinha constado até aí tudo bem, o resto foi por causa do suposto melhor telemóvel. Anyway há algo que possa fazer ou se tenho algum direito por eles tarem a fazer publicidade enganosa ? Isto é basicamente burla pra velhotes e pessoas que não percebem disto. Queria saber a opinião do pessoal que percebe mais destas cenas.
Obrigado
submitted by ISawUOLwreckingTSM to portugal [link] [comments]


2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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